5 avanços da tecnologia na fisioterapia que você precisa saber

Da mesma forma com que cobre diversas áreas das nossas vidas, a tecnologia vem auxiliando de forma incrível o trabalho que é feito na fisioterapia. Não é preciso pensar em filmes de ficção científica ou robôs futuristas para chegar a essa conclusão.

Não estamos falando apenas de máquinas, mas de metodologias sugeridas por variados ramos tecnológicos que se mostram muito eficientes, seja na reabilitação ou no fortalecimento muscular dos pacientes acometidos por patologias e incidentes que afetam os movimentos.

Videogames com sensores de movimento, realidade virtual e trajes robóticos, são alguns exemplos de novos métodos utilizados na atualidade. E sobre eles falaremos adiante.

No artigo de hoje, vamos aprofundar no tema mostrando cinco avanços da tecnologia na fisioterapia que você precisa conhecer. Continue a leitura desse artigo e confira!

1. Gameterapia e Biofeedback

Você leu certo: tratar o paciente utilizando jogos interativos têm se mostrado uma tendência, sobretudo pela capacidade do game de estimular a determinação do paciente.

Na fisioterapia tradicional, os pacientes realizam movimentos repetitivos e monótonos com pesos e aparelhos. Tarefas dessa natureza podem se tornar muito mais interessantes e interativas a partir da utilização da gameterapia.

Em geral, essa técnica é funcional para pacientes de todas as idades, mas tem uma aplicação ainda mais efetiva em crianças e adolescentes, já que essa tecnologia acaba chamando bastante a atenção desse público.

Os equipamentos contêm sensores que reconhecem todos os movimentos realizados pelo jogador de acordo com os jogos pré-determinados pelo fisioterapeuta, considerando a patologia apresentada e o programa de treinamento escolhido.

Esses sensores podem ser de eletromiografia (que capta a atividade elétrico dos músculos), inerciais (que captam o movimento), plataforma de força e equilíbrio entre outros.

O videogame Wii, sucesso de vendas da Nintendo, se mostrou um grande auxiliar para o trabalho de fisioterapeutas, graças ao seu controle de movimento e jogos de esportes — como Golf. O videogame Xbox, da Microsoft, também tem sido utilizado em sessões de gameterapia, dado que a peça fundamental do game, conhecida como kinect, permite a leitura dos movimentos do jogador.

Pacientes em trabalho de reabilitação física e neurológica tem mostrado avanços em seus tratamentos utilizando o método, simplesmente por transformar o processo em uma atividade mais divertida.

Os Biogames da Miotec apresentam jogos de biofeedback eletromiográfico, em que a atividade elétrica dos músculos comanda a ação dos jogos. O paciente pode se sentir um Astro do Rock acompanhando as notas da guitarra ou um maquinista no comando de um trem por exemplo. Pacientes com incontinência urinária tem tido ótimos resultados quando praticam protocolos fisioterapêuticos de forma mais interativa e divertida.

2. Realidade Virtual

Um estudo recente diz que pessoas que utilizaram jogos em realidade virtual tiveram uma performance cinco vezes melhor do que pacientes que utilizaram métodos convencionais.

A grande sacada é o método: utilizando óculos e luvas de captura de movimento para interagir nos ambientes virtuais, o cérebro treina os músculos (envia comandos) como se fosse no mundo real, acelerando assim o processo de recuperação. Nenhum outro método conhecido contempla tamanha eficiência.

Os benefícios dessa metodologia de tratamento são evidentes, primeiro porque permite ao fisioterapeuta simular situações dos mais diversos tipos, treinando e fortalecendo os músculos de acordo com a necessidade do paciente; segundo porque proporciona um maior engajamento do paciente, por ser uma técnica inovadora e bastante interativa, o que acaba potencializando os resultados.

3. Trajes Robóticos

Já há algum tempo em testes, os trajes robóticos começaram a ser utilizados por profissionais de fisioterapia em trabalhos de reabilitação. Feitos de alumínio e titânio, eles envolvem o corpo do paciente ajudando-os a andar novamente.

No início do trabalho, os primeiros passos são acompanhados pelo fisioterapeuta, que analisa o tamanho do passo do paciente e passa essa informação ao traje. Cada passo exige um comando do profissional de fisioterapia.

Com o passar do tempo, o paciente começa, sozinho, a dar o comando de passos graças a botões instalados em um colete. Com treino, ele não precisa mais apertar botões. O paciente já possui equilíbrio e, com um leve movimento (uma indicação de um passo), o traje consegue ajudar o paciente a andar sozinho.

Os trajes robóticos têm crescido bastante, em termos de aplicabilidade e eficiência, graças aos constantes avanços da tecnologia. Hoje, podem ser empregados no tratamento de pacientes com patologias degenerativas que comprometem o funcionamento dos músculos, atrasando os efeitos negativos na musculatura do indivíduo e proporcionando uma melhor qualidade de vida.

Além desses casos, os trajes também são excelentes ferramentas para a reabilitação muscular de pacientes que sofreram AVC ou algum tipo de lesão.

4. Eletroterapia

Aqui é feito o uso de energia elétrica para propósitos medicinais. Dentro da fisioterapia, ela é utilizada da seguinte maneira: os músculos do paciente são estimulados com descargas elétricas para evitar a atrofia por desuso. Ao mesmo tempo, existem benefícios, como aumento da força muscular e melhoria no fluxo sanguíneo.

Além disso, a eletroterapia também uma eficácia comprovada no tratamento de pacientes com dores e desconfortos sensoriais. Para isso, a técnica se vale dos estímulos produzidos pela corrente elétrica sobre os músculos e tecidos, fazendo com que o cérebro responda com a produção de endorfinas, analgésicos naturais.

O aparelho utilizado e a intensidade da corrente elétrica são o que determinam a técnica de eletroterapia aplicada aos diferentes casos. A Estimulação Elétrica Nervosa Transcutânea (TENS), bem como a corrente interferencial são empregadas no tratamento da dor. Já a estimulação galvânica é a técnica utilizada para inibir os efeitos da atrofia e recuperar o tecido muscular.

5. Processos avançados de triagem

O processo de monitoramento muscular é bastante importante para prevenir lesões, especialmente daquelas pessoas que se submetem a grandes esforços físicos diariamente, como é o caso dos atletas.

Nesse contexto, a fisioterapia moderna já se vale de técnicas avançadas de triagem, a fim de identificar possíveis falhas na biomecânica do indivíduo e que nenhuma área do corpo seja negligenciada no processo de análise preventiva.

A chamada TPM (The Performance Matrix) é a tecnologia utilizada para realizar essa triagem completa. Por meio dela, é possível identificar desequilíbrios musculares em todo o corpo, permitindo a correção prévia por meio de exercícios específicos, reduzindo sensivelmente a vulnerabilidade a lesões.

Os dados obtidos pelos testes da TPM são introduzidos em um software especializado, capaz de produzir relatórios extremamente precisos e abrangentes, dando total suporte para que o fisioterapeuta desenvolva seu trabalho de maneira muito mais precisa.

Se estivéssemos falando há alguns anos que videogames seriam verdadeiros aliados para a reabilitação de pessoas, poucos acreditariam.

No entanto, os avanços da tecnologia na fisioterapia têm se tornado cada vez mais constantes. O desenvolvimento de novas técnicas, bem como o aperfeiçoamento das já existentes, contribui para a melhora na eficiência e resultados dos tratamentos, além de facilitar o trabalho do fisioterapeuta, dando a oportunidade de este devolver bem-estar e qualidade de vida aos seus pacientes.

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Miotec - Tecnologia para a vida!

A Miotec tem a missão de entender as necessidades dos pacientes e de desenvolver soluções para dar suporte aos profissionais da área da saúde, para que eles tenham mecanismos mais eficientes a favor dos tratamentos feitos.

Tendo como objetivo a melhoria das capacidades físicas e motoras daqueles que precisam de tratamentos fisioterapêuticos, a Miotec desenvolve diversos produtos para contribuir com a qualidade de vida dos pacientes.

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