4 dicas imperdíveis para controlar os gastos do seu consultório!

Saber controlar os gastos no consultório e lidar com os custos que envolve um negócio é, sem dúvida, um dos passos mais importantes para manter as finanças saudáveis. Em um consultório não é diferente, afinal de contas, é preciso ter recursos em caixa para investir, comprar insumos, pagar fornecedores e manter as atividades diárias funcionando.

Na busca por melhor eficiência produtiva, otimização do tempo e melhores resultados, gestores da área da saúde passaram a investir esforços em controlar os custos para barrar os “gargalos” que impedem um melhor desempenho e, consequentemente, influenciam no caixa negativo.

Administrar a parte financeira não é uma das tarefas mais fáceis, principalmente em uma clínica, onde o dia a dia se divide em uma série de tarefas entre pacientes, materiais, profissionais e tantos outros afazeres. Contudo, controlar o orçamento passa a ser peça-chave na administração dos gastos, e é por meio dele que será possível estabelecer uma relação de custo e benefício de cada serviço, de forma a conhecer aqueles que precisam ser terceirizados pelo consultório, reduzidos ou mesmo eliminados.

No post de hoje veremos como controlar os gastos do consultório para um melhor desempenho de processos. Acompanhe!

1 – Conheça todas as contas do consultório

O primeiro passo para reduzir ou mesmo eliminar gastos desnecessários é conhecê-los. Se você não conhece os gastos que envolvem seu negócio, fica difícil gerenciá-los. Por isso, elabore um fluxo de caixa e passe a registrar todas as movimentações que ocorrem diariamente em seu negócio, desde o pagamento de um fornecedor até um simples cafezinho.

Conhecendo a origem e a aplicação dos recursos fica mais fácil saber onde está sendo destinado o dinheiro, o que possibilita avaliar se o gasto é desnecessário e se há possibilidade de reduzi-lo. Vale destacar que antes de qualquer corte de gastos é essencial uma análise, uma vez que certos custos podem ser necessários para manter o funcionamento da empresa.

Aqui a dica é investir em um bom planejamento financeiro de forma a saber exatamente o que entra e o que sai de recursos da empresa, e como são aplicados. Fazendo isso, gestores podem contar com uma importante ferramenta de gestão, utilizando tais informações para o processo de tomada de decisão.

2 – Terceirização dos serviços

Os custos com mão de obra são os que mais impactam um negócio, por isso, uma das opções é terceirizar os serviços de atividade-meio, como limpeza, copa, recepção, entre outros. Isso irá reduzir os gastos e melhorar o fluxo de trabalho.

Além disso, a clínica/consultório não precisa se preocupar com questões burocráticas de funcionários, uma vez que fica a cargo da empresa contratada oferecer todo o suporte para a prestação dos serviços terceirizados.

3 – Avalie a compra de suprimentos

Muitas clínicas e consultórios acreditam que comprando suprimentos de vários fornecedores por preços mais em conta estão fazendo um bom negócio, mas pode-se reduzir significativamente a conta de estoque avaliando as propostas e encontrando um fornecedor que esteja disposto a dar suporte ao seu negócio. Diante disso, você poderá oferecer-lhe lealdade e, em troca, ele poderá conceder benefícios de preços.

4 – Melhore o uso dos recursos

Não há dúvida: se você quer reduzir custos é preciso começar pela melhoria dos recursos. Por exemplo, os custos fixos não podem ser cortados, como luz e água, mas podem ser reduzidos, o que gera também economia e, consequentemente, aumento na margem de lucro. Apesar de não poderem ser cortados, eles podem gerar um gasto menor, sem prejudicar a qualidade.

Repensar a forma como os recursos são utilizados é a solução de muitos problemas e investir em sistemas que vão baratear as tarifas de luz e água pode ajudar muito. Existem lâmpadas e torneiras econômicas que exigem um investimento inicial que pode ser alto, mas em médio e longo prazo tornam os gastos menores e o lucro será maior do que é.

Nosso post foi útil? Que tal compartilhar conosco sua opinião?

 

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Quanto custa contratar uma secretária para sua clínica?

 

Saber quanto custa contratar uma secretária envolve a consideração de diversos aspectos, além do investimento em salários, benefícios e encargos trabalhistas. Evidentemente, sem ponderar o custo efetivo e o seu peso para o balanço financeiro da clínica, não há como ter sucesso com uma nova colaboradora.

Portanto, já que a contratação de uma profissional para cuidar do atendimento implica um processo mais amplo, destacamos os pontos mais importantes antes mesmo de selecionar para uma entrevista. Mas, antes, vamos expor de forma resumida os custos envolvidos na contratação de uma secretária.

Custo de contratar uma secretária: o impacto no orçamento da clínica

Basicamente, ao contratar um novo colaborador, não importa a função, a clínica terá que cobrir pelo menos seis tipos de remuneração:

  1. salário: o valor percebido a título de remuneração;
  2. férias: supondo que o salário seja de R$ 1.000,00, não haja horas extras e o período de férias seja integral, o valor a ser pago é de R$ 1.333,33, já descontados IRPF e INSS;
  3. 13.º salário: um salário a mais, que pode ser pago em duas vezes ou de uma vez só;
  4. INSS: a contribuição para a Previdência Social equivale a 20% do salário, que no nosso caso é de R$ 1.000,00. Logo, deverão ser pagos R$ 200,00 para o governo, uma parte custeada pela clínica, outra parte pelo próprio salário da secretária;
  5. FGTS: equivale a 8% do salário do trabalhador e é pago totalmente pela clínica;
  6. vale-transporte: valor pago para custear as passagens nos trajetos trabalho/casa e casa/trabalho. Até 6% do auxílio pode ser descontado do salário do trabalhador, e o restante pago pela clínica.

Esses são custos básicos, ou seja, ainda não estamos colocando na balança possíveis benefícios, como plano de saúde, plano odontológico e convênios. Por isso, antes de avaliar o custo real de contratar uma secretária, é importante colocar todos os gastos em salários e benefícios na ponta do lápis.

Pode ser também importante avaliar se há necessidade de um profissional que auxilie na gestão da clínica ou se a secretária a ser contratada poderá dar conta de outras tarefas que não apenas atender pacientes e marcar consultas.

Processo seletivo é o início de tudo

Antes de escolher a pessoa que deverá ficar à frente da clínica, dando suporte aos profissionais de saúde e fazendo a triagem dos futuros pacientes, é necessário escolher com critério a forma de seleção.

Há quem prefira a boa e velha indicação. De fato, quando pessoas conhecidas ou colegas de trabalho nos indicam profissionais com quem já trabalharam, fica mais fácil conseguir referências a respeito de quem está sendo contratado.

Por outro lado, pode ser que uma seleção mais profissional e menos pessoal deixe todos os envolvidos mais à vontade. Ninguém corre o risco de se decepcionar caso a experiência não dê certo.

Cabe aos gestores da clínica escolherem o que for mais adequado aos objetivos propostos. Não se pode abrir mão é de que a profissional a assumir a função esteja qualificada para solucionar os desafios diários que uma clínica enfrenta.

Requisito principal: saber atender bem

Um atendimento ruim pode colocar todos os esforços dos profissionais de uma clínica a perder. De nada valerão os anos de formação nas cadeiras universitárias, cursos de pós- graduação e especialização médica por parte dos profissionais de saúde se os pacientes não forem bem atendidos quando procurarem ajuda já na recepção.

O bom atendimento, aliado à eficácia do tratamento, é fundamental para manter o paciente motivado. Sendo assim, o primeiro requisito que uma secretária deve provar que tem para ser contratada é saber atender.

Significa que todos — não importa o nível de educação, a forma de se expressar ou mesmo a aparência — serão igualmente bem atendidos. A abordagem deve focar sempre o aspecto profissional, mas sem perder de vista o lado humano. Afinal, é comum que pessoas emocionalmente fragilizadas cheguem às clínicas em busca de tratamento.

Fundamental: conhecer informática e se expressar corretamente 

As ferramentas para gestão e organização das atividades de uma clínica praticamente obrigam que uma secretária tenha conhecimentos de informática. Além disso, existem tratamentos que utilizam jogos para reabilitar pacientes e que, portanto, poderão exigir da profissional um grau de conhecimento de computação um pouco acima da média.

Saber se expressar corretamente também é um ponto muito importante do atendimento. A secretária é quem vai se dirigir aos clientes na hora de marcar consultas e exames, tirar dúvidas e esclarecer eventuais falhas na própria comunicação com os profissionais da área médica.

Atributos pessoais e comportamentais fazem toda a diferença

O perfil de uma secretária para uma clínica deve ser, ao mesmo tempo, discreto e proativo. A discrição é importante para lidar com as pessoas no dia a dia, sem ser invasiva no trato, ao passar informações ou para comunicar decisões do profissional de saúde.

A proatividade tem a ver com a capacidade de se antecipar aos problemas. Essa é uma qualidade muito desejável e que pode dar um pouco mais de trabalho encontrar. Por isso, uma secretária proativa é valorizada e, certamente, ganha pontos na hora de uma contratação.

É preciso que a profissional a ser contratada entenda que será necessário total engajamento com a clínica. Algo do tipo: primeira a entrar e última a sair.

Profissional experiente ou perfil com mais aderência para a função

Um dilema comum enfrentado por gestores de clínicas é que, antes de contratar, não se sabe ao certo se a prioridade é pela experiência na função ou por encontrar um perfil que se encaixe no que a vaga pede.

Quem valoriza a experiência tem foco no tempo economizado em treinamento. Assim, tem-se uma profissional pronta, que não vai tomar tempo de ninguém para “passar o serviço”.

Por outro lado, quando a pessoa não tem experiência, mas tem perfil compatível, vislumbra-se um encaixe mais perfeito no futuro. Rotinas, processos e procedimentos podem ser sempre ensinados, mas ter bom caráter, ética profissional e boa postura nem sempre é possível ensinar.

Secretária de verdade sabe que não se trata apenas de um emprego

Toda profissional que assumir a função de secretária precisa entender que não será apenas bater ponto antes e depois do expediente, e acabou. Para que o fluxo de clientes mantenha-se estável, o trabalho feito de forma diligente é fundamental.

De fato, é importante vestir a camisa e não ter medo de chegar cedo, sair mais tarde e estar sempre disposta a ajudar no que for preciso. Também é muito importante saber como propor soluções e não ficar passivamente assistindo a tudo sem nem ao menos procurar ajudar.

Chegar cedo é o mínimo, já que é embaraçoso ter clientes aguardando do lado de fora porque não houve quem se preocupasse em chegar cedo e abrir a clínica para quem chega em busca de tratamento. Estar sempre de portas abertas para o paciente é um dos segredos do sucesso!

Cartão de visitas: zelar pela limpeza e asseio do local 

Embora boa parte das clínicas conte com profissionais especialistas em limpeza, uma secretária de verdade sabe que nem sempre esses profissionais estão à disposição.

Assim, é também bastante desejável que a secretária a ser contratada tenha a boa vontade constante em manter a recepção sempre arrumada e com aspecto convidativo.

Poucos esforços de divulgação resistem à péssima impressão causada por uma clínica desorganizada e suja, e cabe à secretária estar sempre atenta à apresentação de modo geral.

Não é apenas cuidando de seu próprio espaço que a profissional revela-se cuidadosa. Se houver permanente disciplina e vontade de ajudar, não importa o quanto custa contratar uma secretária, esse será um investimento com grande possibilidade de retorno.

Afinal, uma secretária que ajuda na manutenção e limpeza de espaços como sala de recepção, banheiros e sala dos profissionais de saúde vale por uma equipe inteira.

Se gostou deste artigo sobre quanto custa contratar uma secretária, leia também o nosso guia de gestão para clínicas de fisioterapia.

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4 dicas para fazer o reengajamento de pacientes para sua clínica

Conquistar um paciente pela primeira vez é uma tarefa complicada, que exige uma série de ações da sua clínica para divulgar os seus serviços, atrair novos clientes e fazê-los conhecer a sua instituição. Depois de todo esse esforço, você quer manter a fidelidade desse cliente, certo? O problema é que muitas clínicas têm problemas em fazer com que o cliente volte.

Para superar esse desafio, preparamos uma série de dicas que irá auxiliar a sua instituição a fazer o reengajamento do paciente, aumentando o movimento e até mesmo potencializando a atração de novos clientes. Ficou curioso? Continue lendo!

Entenda o afastamento

O primeiro passo para a cura é um diagnóstico correto. Por isso, antes de tomar qualquer iniciativa, sua clínica precisa entender por que o paciente não está mais voltando à clínica. Existem casos intransponíveis, como a mudanças de cidade ou mesmo o falecimento. No entanto, existem diversas outras possibilidades que podem ser contornadas, que vão desde a insatisfação com o atendimento dos profissionais, passando pela ausência de um diferencial que foi oferecido pela concorrência ou mesmo dificuldades com o plano de pagamento da sua clínica, por exemplo.

O fato é que sua empresa só ira saber o motivo real tendo uma política de feedback, ou seja, fazendo pesquisas de satisfação com os pacientes em que eles possam apontar as falhas da sua clínica (que devem ser corrigidas) e pontos fortes (que devem ser melhorados)

Saiba como chegar aos pacientes

Agora que você entende onde sua clínica está falhando e foi capaz de corrigir esse erro, é hora de procurar os pacientes antigos e mostrar as vantagens que ele teria ao retornar à sua instituição. Mas, como fazer isso? O primeiro passo é ter uma base de dados prática onde os gestores da clínica podem encontrar cada paciente, organizá-los de acordo com os seus perfis e ver a melhor maneira de entrar em contato com eles (por telefone, e-mail marketing, SMS).

A melhor forma de fazer isso é tendo um software de gestão integrado que compile informações sobre os últimos atendimentos e tratamentos de clientes e sua previsão de retorno. Caso a previsão de retorno não seja cumprida, o software poderá emitir avisos para os gestores entrarem em contato direto com o paciente.

Faça a abordagem correta

A hora do contato de reengajamento é uma das mais delicadas de todo o processo e deve ser feita com extremo profissionalismo. O primeiro passo é escolher o meio adequado: pacientes mais idosos, por exemplo, talvez sejam mais acessíveis por meio de um telefonema do que por e-mail. Em seguida, utilize o tom certo, sua clínica deve mostrar preocupação com o cliente de maneira respeitosa e informar sobre as mudanças e melhorias feitas na clínica nos últimos meses que atendam as expectativas daquele cliente.

O importante é que sua clínica se mostre preocupada com a saúde e bem estar do paciente e não com o bolso dele.

Faça com que os pacientes queiram voltar

O principal vetor de fidelização de pacientes é um atendimento de excelência. O paciente que se sente bem atendido, que aprova as condições da sua clínica e que se sente realmente valorizado, tem muito mais possibilidade de retornar à sua instituição quando for preciso. Por isso, invista na capacitação dos seus profissionais, em estrutura de qualidade como uma sala de espera confortável e, também, no pós-atendimento.

Uma ligação para saber as impressões de um paciente após cada atendimento é um gesto de gentileza que irá aumentar a satisfação dele e ainda ajudar sua clínica a fazer o feedback do qual falamos no primeiro item desse post.

Você está tendo dificuldades no reengajamento do paciente? Compartilhe conosco a sua experiência para que possamos te ajudar!

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4 passos para montar um consultório de sucesso!

Planejamento é palavra de ordem para que um consultório seja eficiente e lucrativo. Para se sair bem nessa jornada — que reserva muitas oportunidades para o profissional de saúde — é preciso que você tenha, além de muita disposição, uma mentalidade estratégica aguçada. Mas calma, isso não é tão difícil quanto pode parecer! A seguir, descubra quais são os passos necessários para montar um consultório de sucesso de sucesso!

Defina o seu público-alvo e modelo de funcionamento

O primeiro passo para montar um consultório de sucesso é determinar o público que você gostaria de atender e como será o funcionamento do seu negócio. Essa definição deve responder as seguintes perguntas:

  • Você gostaria de atender sozinho ou dividir o espaço com outros profissionais de saúde?

  • Seus clientes serão apenas particulares ou você aceitará convênios?

  • Seu público-alvo é o de alta renda ou de baixo poder aquisitivo?

Essas definições são essenciais para que você possa prosseguir nas próximas etapas, tais como: escolher a localização e estrutura de espaço ideal, fazer seu planejamento orçamentário e, até mesmo, partir para a busca de outros profissionais para dividir a sala.

Escolha uma localização apropriada

Depois de definir o público e a estrutura de funcionamento do seu consultório, é hora de buscar o local em que instalará o espaço. Entre os pontos que devem ser observados é se o local é de fácil acesso e se está de acordo com o que prevê a legislação sanitária. Caso seu público-alvo seja de baixa renda, por exemplo, observe se o endereço pode ser acessado por meio de transporte público, como ônibus, metrô e trem.

Se, por outro lado, o foco for nas classes mais altas convém instalar o consultório em bairros mais nobres da cidade e, de preferência, em um prédio ou casa que tenha estacionamento.

Faça um planejamento financeiro

Estar com as finanças em dia é essencial para manter um consultório operando. Por isso, antes de partir para a empreitada, é importante fazer um planejamento financeiro. Comece pelo investimento que você terá que fazer antes mesmo de abrir as portas — como eventuais obras, compra de móveis e equipamentos, material de escritório e divulgação, dentre outros.

Posteriormente, estime o capital de giro necessário para manter o espaço operando, considerando seus gastos fixos — como aluguel, contas de água e luz e salário de funcionários. É importante ter uma reserva financeira para manter o espaço funcionando enquanto o retorno financeiro não chega.

Veja o que você pode fazer diferente

Para se destacar e superar a concorrência, diferenciar-se é preciso. Portanto, para que seu consultório seja realmente um sucesso, faça uma pesquisa de mercado e analise como você pode inovar. Descubra se há um equipamento diferente, que valha a pena adquirir, ou elabore uma promoção para atrair novos clientes. Investir em um atendimento diferenciado também é primordial. Afinal, seus clientes serão seus bens mais valiosos.

Ainda tem alguma dúvida sobre os passos necessários para montar um consultório de sucesso? Gostaria de compartilhar sua opinião com a gente? Deixe um comentário!

5 fatores essenciais ao escolher um imóvel para sua clínica

A organização interna de um empreendimento de saúde deve sempre levar em conta o público a ser atendido. Para muitos profissionais, essa tarefa pode ser bastante simples, afinal, eles costumam conhecer bem o perfil dos seus pacientes.

No entanto, outros aspectos do próprio imóvel, sua condição e posição na cidade muitas vezes são desconsiderados na hora de procurar um espaço para a clínica. E, assim como os clientes, eles são determinantes para o crescimento e sucesso do seu negócio. Pesquise, faça visitas e considere esses 5 fatores essenciais ao escolher imóvel para clínica!

Escolha um local de fácil acesso

Item estratégico para a visualização da sua clínica, a localização deve ter um acesso fácil tanto para os clientes quanto para os fornecedores. Dessa forma, deve conter vagas de estacionamento no próprio ponto ou próximo dele. Além disso, considere que muitas pessoas utilizam o transporte público para se locomoverem, logo, é interessante que o imóvel fique próximo de pontos de ônibus.

Para pacientes que vêm de longe, é importante que o local da clínica fique perto de estabelecimentos de apoio, como agências bancárias e restaurantes. Se quiser facilitar a identificação da sua clínica, observe o imóvel a partir da área pública e assim saberá se ele fica visível aos transeuntes. Uma dica para encontrar uma boa localização é optar por pontos ao lado de empreendimentos que exerçam atividades parecidas com o seu negócio, tomando sempre cuidado com a presença de possíveis concorrentes.

Avalie o preço antes de escolher um imóvel para a clínica

O preço do imóvel deve ser compatível com a estrutura oferecida, por isso, avalie cada detalhe que possa oferecer ao seu negócio. Um exemplo: em um centro comercial o aluguel costuma ser mais caro, já que no valor podem estar inclusas algumas taxas de serviço — limpeza, localização do ponto.

Se tiver dificuldade para fazer a relação custo-benefício, poderá contar com a ajuda de um profissional corretor para fazer a vistoria e apontar as dificuldades ou potencialidades do imóvel. Na necessidade de uma reforma para adequar os ambientes ao seu serviço, o custo total de investimento se torna bem mais alto, portanto, converse com o proprietário sobre a possibilidade de um desconto no preço do imóvel.

Estude o espaço

Faça visitas em diferentes horários do dia para observar aspectos como iluminação natural e ventilação do imóvel. O tamanho também é importante, por isso, vale fazer um estudo de layout com a metragem disponível para saber se a capacidade é suficiente para comportar os trabalhos da clínica.

Considere nesse estudo inicial a possibilidade de uma ampliação futura para novos serviços e contratação de mais funcionários. Observe também a conservação dos elementos das salas — portas, janelas, fechaduras, puxadores — e anote possíveis defeitos para conversar com o proprietário.

Pesquise sobre a vizinhança

Antes de instalar uma clínica em um ponto desconhecido, faça uma pesquisa sobre a cultura dos habitantes da região. Isso dá uma base para saber se os serviços a serem ofertados são compatíveis com o poder aquisitivo da população. Quanto mais próximo da realidade local, mais benefícios você terá com a divulgação boca a boca. Outro ponto importante é contar com a segurança da vizinhança, portanto, pergunte aos moradores sobre essas características e obtenha informações valiosas para tomar sua decisão.

Verifique a estrutura

Observe a estrutura geral do imóvel e certifique-se de que está em situação regular. Para maior segurança, solicite o “Habite-se” da construção ao proprietário, já que esse documento atesta que o imóvel foi concebido de acordo com a legislação municipal vigente. Pensando no conforto e qualidade dos espaços, verifique a eficiência dos serviços de água, luz e esgoto do local, bem como a possibilidade deste receber a instalação de novos equipamentos e redes de internet e telefone.

Se prepare com antecedência para fazer uma pesquisa ampla de imóveis disponíveis no mercado. Faça um levantamento dos favoritos e compare os benefícios deles. Assim, você garante que todos os fatores sejam bem avaliados na hora de escolher um imóvel para clínica. Quer saber mais sobre o assunto? Deixe um comentário com a sua dúvida!

 

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5 avanços da tecnologia na fisioterapia que você precisa saber

Da mesma forma com que cobre diversas áreas das nossas vidas, a tecnologia vem auxiliando de forma incrível o trabalho que é feito na fisioterapia. Não é preciso pensar em filmes de ficção cientifica ou robôs futuristas.

Não estamos falando apenas de máquinas, mas de metodologias sugeridas por variados ramos tecnológicos que se mostram muito eficientes, seja na reabilitação ou no fortalecimento muscular dos pacientes.

Videogames com sensores de movimento, realidade virtual e trajes robóticos, todos são novos métodos utilizados na atualidade. No artigo de hoje, vamos falar sobre quatro avanços da tecnologia na fisioterapia que você precisa saber.

 

Gameterapia e Biofeedback

Isso mesmo, tratar o paciente utilizando jogos interativos tem se mostrado uma tendência, sobretudo pela capacidade do game de estimular a determinação do paciente. Na fisioterapia tradicional, os pacientes realizam movimentos repetitivos e monótonos com pesos e aparelhos.

Os equipamentos contêm sensores que reconhecem todos os movimentos realizados pelo jogador de acordo com os jogos pré-determinados pelo fisioterapeuta, de acordo com a patologia apresentada e o programa de treinamento escolhido. Esses sensores podem ser de eletromiografia (que capta a atividade elétrico dos músculos), inerciais (que captam o movimento), plataforma de força e equilíbrio entre outros.

O videogame de sucesso da Nintendo se mostrou um grande auxiliar para o trabalho de fisioterapeutas, graças ao seu controle de movimento e jogos de esportes – como Golf. Pacientes em trabalho de reabilitação física e neurológica tem mostrado avanços em seus tratamentos utilizando o método, simplesmente por transformar o processo em uma atividade mais divertida.

Os Biogames da Miotec apresentam jogos de biofeedback eletromiográfico, onde a atividade elétrica dos músculos comanda a ação dos jogos. O paciente pode se sentir um Astro do Rock acompanhando as notas da guitarra ou um maquinista no comando de um trem por exemplo. Pacientes com incontinência urinária tem tido ótimos resultados quando praticam protocolos fisioterapêuticos de forma mais interativa e divertida.

Conheça 10 motivos para investir em gameterapia

 

Realidade Virtual

Um estudo recente diz que pessoas que utilizaram jogos em realidade virtual tiveram uma performance cinco vezes melhor do que pacientes que utilizaram métodos convencionais.

A grande tacada é o método: utilizando óculos e luvas de captura de movimento para interagir nos ambientes virtuais, o cérebro treina os músculos (envia comandos) como se fosse no mundo real, acelerando assim o processo de recuperação. Nenhum outro método conhecido contempla tamanha eficiência.

 

Trajes Robóticos

Já há algum tempo em testes, os trajes robóticos começaram a ser utilizados por profissionais de fisioterapia em trabalhos de reabilitação. Feitos de alumínio e titânio, eles envolvem o corpo do paciente ajudando-os a andar novamente.

No início do trabalho, os primeiros passos são acompanhados pelo fisioterapeuta, que analisa o tamanho do passo do paciente e passa essa informação ao traje. Cada passo exige um comando do profissional de fisioterapia.

Com o passar do tempo, o paciente começa, sozinho, a dar o comando de passos graças a botões instalados em um colete. Com treino, ele não precisa mais apertar botões. O paciente já possui equilíbrio e, com um leve movimento (uma indicação de um passo), o traje consegue ajudar o paciente a andar sozinho.

 

Eletroterapia

Aqui é feito o uso de energia elétrica para propósitos medicinais. Dentro da fisioterapia, ela é utilizada da seguinte maneira: os músculos do paciente são estimulados com descargas elétricas para evitar a atrofia por desuso. Ao mesmo tempo, existem benefícios, como aumento da força muscular e melhoria no fluxo sanguíneo.

Você já conhecia algum desses avanços da tecnologia na fisioterapia? Consegue imaginar o uso do videogame em algo delicado como a reabilitação de pessoas?

Se você conhece outras inovações tecnológicas do ramo da fisioterapia, compartilhe com a gente. Não deixe de usar o espaço dos comentários abaixo!

 

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5 dicas vitais para conseguir pacientes para sua clínica

O mercado de trabalho está cada vez mais concorrido, por conta dessa realidade, o profissional deve estar sempre atento para outras questões além de suas habilidades. Ser um profissional capacitado e competente nem sempre é suficiente para ser bem sucedido. Além de oferecer um espaço confortável, bem equipado e um atendimento de qualidade, é fundamental pensar em como conseguir pacientes. Ser atrativo não é fácil, mas neste post, vamos oferecer cinco dicas para atrair futuros clientes para sua clínica.

Defina quais pacientes quer conseguir

Tentar captar todo mundo não costuma ser uma boa estratégia. Muito esforço vai ser gasto para atingir pessoas aleatórias, correndo o risco de desagradar a maioria. É preciso definir qual seu público alvo, pense e determine quais pacientes quer conseguir captar. Delimitado isso, entenda o que essas pessoas estão buscando, quais suas necessidades e anseios e, então, se comunique com elas e as convença da qualidade do seu serviço.

Aproveite os relacionamentos que já possui

O sucesso depende também de um rede de contatos. Comece a cultivar a sua a partir dos relacionamentos que já possui. Faça interações com os outros profissionais que conhece sempre que for possível, fale com eles e com outras pessoas do seu círculo social sobre aquilo que você faz. Também invista em parcerias, seja com profissionais da sua área, com empresas, escolas ou estabelecimentos. Isso vai movimentar sua rede de relacionamentos e impulsionar a divulgação do seu trabalho. 

Apresente soluções com autoridade

Procure mostrar para seus possíveis pacientes que sua clínica é uma boa solução para as necessidades deles. Faça chegar até o seu público alvo quais são os tratamentos e opções que você oferece. Para que isso seja feito de forma eficiente, posicione você e sua clínica como autoridade no assunto. Apresente-se como especialista, escreva ou fale sobre o tema que domina em espaços de comunicação e mídia. 

Construa sua imagem e seja visto

Além de aparecer como autoridade, trabalhe em uma imagem positiva como um todo. Priorize a qualidade do seu atendimento, garanta que os clientes se sintam bem tratados  e saiam satisfeitos. Oriente todos seus funcionários a fazer o mesmo. Faça também com que essa imagem seja vista. Tire o seu bom trabalho do anonimato e o coloque em evidência, divulgue seus pontos fortes, cuide para que os possíveis clientes saibam da qualidade que a sua clínica oferece.

Promoções e brindes para conseguir pacientes

Junto com segurança e qualidade, ofereça outras vantagens. Agrade seus pacientes com brindes úteis e simples, faça promoções ou conceda descontos para aquele paciente que fizer mais de um tratamento. Esses agrados vão fidelizar seus clientes e os estimular a indicar sua clínica para seus conhecidos. As pessoas possuem uma tendência a retribuir cortesias que recebem. 

Não existe uma fórmula pronta para resolver a questão de como conseguir pacientes, mas essas dicas valiosas, bem aplicadas, vão produzir um bom resultado para sua clínica e proporcionar a valorização do profissional que você é. Ainda restou alguma dúvida? Está tendo dificuldades? Baixe o nosso e-book e aprofunde seu conhecimento.

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Eletromiografia na avaliação do assoalho pélvico

Assim como a eletromiografia, várias são as maneiras de avaliar a função dos músculos do assoalho pélvico, e nos últimos 20 anos as técnicas foram aperfeiçoadas para um melhor conforto tanto do paciente quanto do terapeuta.

Palpação bidigital, cones vaginais, perineometria, eletromiografia são técnicas importantes por promover feedback sensorial ao paciente. Ultrassom e ressonância magnética também são métodos louváveis por avaliar dinamicamente o assoalho pélvico, porém são utilizados experimentalmente, pelo grande dispêndio de dinheiro.

Continue a leitura deste artigo e saiba mais sobre a eletromiografia na avaliação do assoalho pélvico!

 

Eletromiografia de superfície

A eletromiografia de superfície tem grande importância clínica e de pesquisa para o fisioterapeuta, pois faz a captação da atividade elétrica promovida pelo recrutamento das unidades motoras, e é considerado um dos métodos de maior especificidade na avaliação do assoalho pélvico. A atividade elétrica do músculo é mensurada através de um sensor de eletromiografia acoplado a eletrodos de superfície ou intramusculares (sondas intracavitárias).

Com a eletromiografia é possível saber:

  • O músculo está ativo?
  • O quanto está ativo?

Pacientes com disfunções do assoalho pélvico possuem alterações no tempo de ativação dos músculos do assoalho pélvico (MAP) e músculos abdominais. Com a eletromiografia é possível avaliar a atividade elétrica dos músculos e monitorar a evolução do tratamento.

 

Como funciona?

Fazer um exame de eletromiografia nas musculaturas do assoalho pélvico é simples e rápido:

Eletromiografia do Assoalho Pélvico

 

  • Conexão do aparelho de eletromiografia como computador
  • Preparação do paciente e posicionamento dos eletrodos
  • Escolha do protocolo de avaliação
  • Coleta do exame
  • Análise dos dados
  • Emissão do relatório

 

Apesar de simples, o procedimento ainda necessita de uma normatização dos seus métodos, contudo, ele apresenta uma boa confiabilidade e reprodutibilidade. Os parâmetros que dependem de padronização consistem na posição dos eletrodos, do paciente, do tempo da manutenção da contração, entre outros.

 

eletromiografia_tela

Tela apresentando 2 canais (canal 1 = assoalho pélvico ; canal 2 = abdômem)

 

Quais parâmetros se mostram mais adequados?

 

Posição do paciente

As posições supinas, ponte associada à retroversão pélvica, decúbito lateral e em pé foram as utilizadas nas primeiras descrições sobre a eletromiografia, em 1988.

 

Tipo do sensor

Os eletrodos de superfície se mostram mais adequados para a captação da atividade elétrica porque captam sinal de áreas musculares, e não só de uma fibra específica.

 

Mensuração da contração voluntária máxima e tempo de repouso

A contração voluntária máxima é uma das principais variáveis que são analisadas com a eletromiografia de superfície. Para isso são solicitadas mais contrações e somente a maior de todas é registrada.

Geralmente são três contrações com repouso de 20 ou 30 segundos entre elas, e o resultado utilizado como referência é a média.

 

Medição da duração da contração

A mensuração da duração de concentração muscular é focada na avaliação das fibras musculares do tipo I de contração lenta. Mas é preciso cuidado para analisar o tempo de contração, já que os esfíncteres podem apresentar fadiga.

Em relação à avaliação do endurance muscular, autores utilizam a análise espectral do gráfico de eletromiografia ou o tempo de manutenção da contração em segundos.

 

Tempo de contração

A contração não apresenta sinal elétrico muscular constante, e sim, pequenas oscilações. Por isso, o tempo de contração é mensurado pela análise espectral do gráfico que envolve começo, meio e fim da contração.

Algumas pesquisas associaram a eletromiografia com outras técnicas para avaliação do assoalho pélvico, mas ainda não existem evidências suficientes de que esses procedimentos possam ser comparados.

 

Qual é a importância da eletromiografia na avaliação do assoalho pélvico?

A avaliação funcional proporciona o reconhecimento da capacidade, tonicidade e resistência da contração da musculatura do assoalho pélvico. Isso nos permite conhecer o grau de função que cada paciente apresenta e montar um plano de tratamento personalizado com maiores chances de sucesso terapêutico.

As vantagens da eletromiografia são grandes, especialmente em relação ao feedback do paciente, porém, seus resultados não devem ser considerados como medida direta de força muscular do assoalho pélvico.

Entendeu melhor como funciona a eletromiografia na avaliação do assoalho pélvico? Se você gostou, aproveite e confira mais um de nossos posts: 4 avanços da tecnologia na fisioterapia que você precisa saber!

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5 desafios que você vai enfrentar para montar uma clínica

Os desafios de montar uma clínica e conduzir o próprio negócio são muitos, mas não existe nenhum fator impossível de ser contornado e capaz de impedir essa realização. O dia a dia vai apresentar diversas situações desafiadores, algumas delas bastante comuns para quem está começando no mundo empresarial. Nesse post, elencamos 5 desafios que merecem especial atenção antes de abrir a empresa e as soluções que ajudarão a aumentar suas chances de sucesso.

1. Antes de montar uma clínica, planeje!

O primeiro desafio será enfrentado antes mesmo de colocar em prática a ideia da clínica, ou seja, você deverá estudar a viabilidade do negócio e fazer um planejamento rigoroso. Nessa fase, precisará elaborar um plano de negócios, especificando recursos disponíveis, valor do investimento inicial, custos de execução, como compra de equipamentos e aluguel do espaço físico. Essas projeções protegem o profissional de erros comuns cometidos por quem está arriscando a primeira experiência no mundo empresarial.

2. Análise de mercado e conhecimento técnico

Não basta possuir dinheiro para investir sem avaliar se a sua cidade ou região tem espaço para uma clínica. É importante aproveitar o período de planejamento para fazer um esboço dos clientes que a clínica poderá atender. O conhecimento técnico em relação a função também deve estar afinado, isso é, você precisa confiar muito na sua formação para iniciar um projeto como esse e se lançar na concorrência. Você precisa se destacar na sua área e divulgar seu nome e sua boa reputação sempre que possível.

Manter-se atualizado em relação às tendências do mercado também é primordial, por isso é importante frequentar feiras, congressos e palestras para empresários iniciantes, além é claro de cursos relacionados a sua área de conhecimento. Com isso, é possível se antecipar a concorrência.

3. Escolha dos sócios

Trabalhar com profissionais de outras especialidades no mesmo espaço pode ser uma ótima opção, mas também pode causar empecilhos. A boa notícia é que vocês dividirão os custos da locação do espaço e poderão atender os mesmos clientes se eles possuírem diferentes demandas. A escolha dos sócios, entretanto, precisa ser bem pensada e os objetivos devem ser parecidos. Alguns profissionais não se dispõem a trabalhar todos os dias da semana. Esses detalhes precisam ser definidos na negociação antes de a clínica ser aberta para não gerar conflito e prejuízo para ninguém posteriormente.

4. Definição do público-alvo

A definição do público-alvo também é um desafio importante. Ela pode ser feita em parceria com os possíveis sócios e demais profissionais da clínica porque será determinante para escolher o endereço da clínica. Uma clínica popular precisa ser acessível com transporte público por exemplo e possuir estacionamento com um bom número de vagas. A definição do público-alvo também impactará na arquitetura da clínica e no porte dos equipamentos que serão comprados para atender a clientela.

5. Administração e gestão financeira

Na faculdade os professores ensinam fisioterapia em vez de administração e gestão financeira, certo? Alguns professores talvez possuam clínicas e transmitiram noções e experiências, mas é o dia a dia que vai ensinar as lições e as melhores estratégias administrativas. Ao montar uma clínica, é fundamental se preparar minimamente para lidar com essas questões. Se você vai trabalhar com mais pessoas, é importante que alguém tenha conhecimento nessas áreas.

Uma gestão financeira eficiente, por exemplo, ajudará a estabelecer o preço das consultas e obter uma boa margem de lucro. É importante ressaltar que ao montar uma clínica você terá gastos fixos, como pagamento de fornecedores, salário dos funcionários e aluguel do espaço físico. Terá também gastos variáveis, como manutenção e compra de novos equipamentos. Uma dica valiosa é separar esses gastos em diferentes planilhas e acompanhá-los de perto. O controle de gastos fornece informações sobre o desempenho da empresa e seu futuro.

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Como prever custos fixos e variáveis do meu consultório?

gestão de custos é fundamental para a sobrevivência de uma empresa e, para isso, o primeiro passo é que o empreendedor conheça bem o seu negócio. A partir de um levantamento criterioso, é possível montar um orçamento sólido e prever custos fixos e variáveis, evitando que seu fluxo de caixa sofra com desperdícios.

Para começar, é importante saber a diferença entre os custos fixo e variável. Vamos lá?

O que são os custos fixos?

Os custos fixos são aqueles que uma determinada empresa terá mesmo sem prestar nenhum serviço ou vender nada. Ou seja, ela terá um custo só por encontrar-se aberta. Esse tipo de custo não sofre alterações influenciadas pelo volume de produção ou, no caso de consultórios, pela demanda de pacientes.

O que são os custos variáveis?

Os custos variáveis mudam de acordo com o movimento da empresa ou, até mesmo, com o movimento do mercado. Por exemplo: uma matéria-prima é utilizada para efetuar algum tratamento. De acordo com o mercado, essa matéria-prima pode estar mais cara ou mais barata. Logo, o custo não será fixo.

Quais são as diferenças entre eles?

São considerados exemplos de custos fixos: despesas com telefonia, limpeza, aluguel, energia (se não houver grande variação), etc. Já os custos variáveis são aqueles que dependem diretamente do faturamento, dos serviços vendidos e do ritmo de atendimento ao cliente.

Por exemplo, é comum que um consultório de fisioterapia atenda a clientes com algum tipo de doença para a qual seja necessário adequar o tratamento. Logo, haverá custos que não estavam previstos, o que automaticamente resultará em um faturamento maior. Se o consultório precisou adequar o serviço prestado ao cliente, cobrará um valor diferenciado no tratamento.

Quais são as vantagens de se conhecer os custos do seu negócio?

Havendo um conhecimento específico e um investimento na gestão desses custos, a empresa poderá ter maior sucesso e, provavelmente, terá maiores lucros e menores gastos. Sobretudo, o conhecimento dos dados obtidos no levantamento dos custos influenciará diretamente na tomada das decisões.

Com um grande conhecimento dos custos fixos e variáveis, e levando em consideração a diferença entre eles, podemos perceber que uma das vantagens de conhecê-los bem é estar preparado para a variação entre as subidas e descidas do mercado. Assim, o empreendedor não será pego de surpresa, independentemente do período de tempo escolhido para que seja feita a estimativa dos custos.

Portanto, vale a pena colocar todos os gastos na ponta da caneta para obtenção do sucesso no negócio, não importando o valor. Fazendo isso, é possível entender, ainda, que no mês em que os custos variáveis forem maiores, será necessário contar com um maior fluxo de caixa.

Como planejar um orçamento futuro?

Agora que você já sabe a diferença entre custo fixo e variável e a importância de conhecê-los, é hora de planejar o futuro do seu consultório ou clínica. Para isso, siga essas dicas:

Trabalhe com prazos fixos

O primeiro e mais importante passo é conhecer e fazer um levantamento de todos os gastos que se dão em um determinado período. Nesse sentido, o orçamento deverá ter uma validade — um tempo estipulado. O ideal é que ele não seja nem muito extenso, nem muito curto. Tendo isso em mente, prefira sempre um planejamento semestral ou anual.

Dessa forma, a variação de custos será menor, visto que algumas despesas se dão em períodos de 6 ou 12 meses, como é o caso de alguns impostos. Além disso, você terá subsídios para avaliar se o documento está condizente com a sua realidade e ainda terá tempo para, caso seja necessário, fazer adaptações de maneira ágil.

Preveja a oscilação dos custos variáveis

Os custos variáveis, como já vimos, têm como característica a oscilação. De acordo com a demanda do consultório, podem significar uma parte maior das suas despesas. Faça uma análise criteriosa para levantar os possíveis motivos dessas oscilações e tente trabalhá-los de maneira antecipada.

Se você atende menos pacientes no seu consultório no período de férias escolares, por exemplo, já sabe que, nessa época, os custos variáveis serão menores — você terá que comprar menos material, os equipamentos demandarão menos manutenção, etc.

Aproveite esses períodos de calmaria para realocar recursos para outros fins, como investimentos no consultório, um curso de qualificação ou mesmo para aumentar o caixa reserva. Tenha sempre em mente que reduzir custos variáveis não significa abrir mão dos investimentos. Lembre-se de que são eles que mantêm seu consultório competitivo no mercado.

Já em períodos de aumento de demanda, esteja preparado para custos variáveis maiores, afinal, você terá que manter o negócio atrativo e em pleno funcionamento!

Divida o orçamento por áreas

Toda empresa é formada por diferentes setores que, apesar de trabalharem de forma coordenada, apresentam características específicas e despesas diferentes.

Os setores, como a recepção da clínica, podem apresentar despesas mais fixas do que áreas como o marketing, as compras ou a manutenção. É imprescindível, portanto, que seu consultório seja capaz de diferenciar as necessidades de cada área para estabelecer qual orçamento será destinado a ela.

Separar as despesas por áreas também possibilita definir quem receberá maiores investimentos em determinados períodos ou quais setores sofrerão reduções orçamentárias sem que isso, no entanto, signifique perda de produtividade.

O que é o custo para aquisição de clientes (CAC)?

O CAC auxilia você no entendimento do quanto se gasta para atrair um paciente novo. Para isso, é preciso analisar as ações que são realizadas na captação de pacientes, no marketing de conteúdo e, também, no tempo de atendimento. Então, é necessário dividir esses custos pelo número total de pacientes atendidos no período analisado.

Através de um software de gestão, é possível ter acesso aos dados e aos valores das análises, como o valor de investimento nas campanhas de marketing. Com os resultados em mãos, a identificação dos investimentos feitos e do retorno obtido através deles é facilitada. Também é possível saber se o número de pacientes no consultório aumentou.

É importante compreender que, se o CAC está aumentando, os investimentos para captação podem não dar certo. Então, é o momento de reanalisar os custos e os objetivos.

Do que se trata o Lifetime Value?

Customer Lifetime Value, ou LTV, é um tipo de indicador que avalia os índices de faturamento advindos de um único cliente, durante um dado período. O cálculo é feito com a soma do valor pago pelo paciente em todos os serviços que o consultório oferece.

Esse valor ajuda a identificar que tipo de cliente trará mais retorno, com uma ampla compreensão dos perfis que o consultório atrai. Dessa forma, as estratégias e o atendimento podem ser mais direcionados para as especificidades do público, com mais qualidade.

E o Retorno Sobre Investimento (ROI)?

Uma das métricas mais populares do marketing é o ROI. Ele é um indicador que avalia o quanto um investimento é rentável. Por exemplo: por meio desse cálculo, é possível avaliar os gastos com ações de marketing e o retorno obtido com elas.

O ROI deve ser avaliado após todo e qualquer investimento feito em um negócio, pois é necessário saber se todo o gasto alcançou um retorno positivo. Essa taxa pode sinalizar que determinadas ações trazem mais prejuízos do que ganhos, e aí será o momento de mudar de estratégia.

A fórmula é a seguinte:

(Lucro do investimento – Custo do investimento) / Custo do investimento

Multiplicando o resultado por 100, o valor do seu ROI é obtido através de percentual.

Como fazer o acompanhamento dos resultados e das métricas?

Com o orçamento preparado e as ações para reduzir os custos e aumentar a lucratividade planejadas, é hora de estabelecer métricas para saber se tudo isso vai se tornar realidade.

Para tanto, o orçamento deve ser consultado mês a mês, setor a setor, e comparado com a realidade. Verifique se suas ações estão se concretizando ou, pelo menos, no caminho para que isso aconteça. Nesse sentido, é importante que o planejamento contenha metas de redução de gastos plausíveis.

Da mesma forma, é preciso saber quanto do valor faturado pelo consultório é, afinal, usado única e exclusivamente para pagar os seus custos, ou seja, para mantê-lo em funcionamento. Verifique também se seus investimentos têm dado retorno — e isso vale para a aquisição de novos equipamentos ou para investimentos em marketing, por exemplo. Analise se esse retorno é suficiente e faça cortes se houver necessidade.

Por que a gestão financeira é importante para a clínica?

A previsão dos gastos, lucros e custos é parte da gestão financeira de uma empresa. O avanço nos sistemas de gestão possibilita que as informações obtidas auxiliem nas tomadas de decisões. Os resultados do acompanhamento das métricas permite que a clínica invista em melhorias, com o foco adequado no paciente.

A visão mais clara dos processos pode ser a chave para o sucesso do consultório. Os pontos mais fortes são evidenciados e as oportunidades de investimento não serão perdidas. Uma chance de minimizar os erros e ampliar a rentabilidade.

Algumas ações rápidas podem auxiliar nessa gestão financeira, trouxemos alguns exemplos:

Faça um fluxo de caixa

Os gastos da clínica devem ser administrados, todas as movimentações financeiras registradas, ainda que sejam pequenas. Nenhum valor deve ser desconsiderado. Esse controle pode ser feito através de uma planilha de Excel ou através de um software de gestão financeira.

Esse instrumento projeta as entradas e saídas financeiras de uma empresa, de modo que você possa entender e se precaver nos períodos futuros.

Não misture suas contas pessoais com as contas da clínica

O dinheiro da clínica deve ser separado do dinheiro pessoal. Misturar as contas pode atrapalhar a organização financeira de um negócio e ainda mascarar a real situação dele. Isso gera descontrole financeiro. A partir daí cortes indevidos podem acontecer, e os gastos e projetos importantes podem ser perdidos.

Com as contas separadas, o uso do dinheiro pessoal não afetará o capital de giro e nem o consultório em sua saúde financeira.

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