8 dicas que vão ajudar você a montar o seu consultório

Montar um consultório de fisioterapia pode não ser tão simples quanto parece, e o fisioterapeuta precisa estar atento a diversos pontos para não prejudicar a qualidade dos seus serviços. Não basta ser um profissional capacitado, é essencial também ter uma infraestrutura completa, seguir a legislação e, ainda, cuidar de toda a parte administrativa.

Sem dúvida, trabalhar de forma autônoma tem diversos prós, mas, ao mesmo tempo, também apresenta contras. Assim sendo, efetuar um bom planejamento e uma análise detalhada das vantagens e desvantagens de se ter o próprio negócio, a fim de fazê-lo crescer e atrair mais clientes, torna-se indispensável.

No entanto, isso não significa que essa tarefa seja impossível de ser realizada. Ela apenas exige que alguns cuidados sejam adotados para que nada importante fique de fora. Pensando nisso, neste post, trazemos 8 dicas imperdíveis que vão ajudá-lo a montar um consultório de sucesso! Preparado? Então, continue com a gente e confira!

1. Planeje antes de montar um consultório

Não adianta montar um consultório sem saber exatamente o que fazer, como fazer e qual o objetivo a ser atingido. O planejamento é essencial para ajudá-lo a escolher o tipo de público que você atenderá, a definir o local e qual tipo de clínica implantará, a elaborar preços, a pensar nas finanças etc.

Estudar a respeito do estabelecimento que deseja abrir é muito importante na fase do planejamento. Pesquise outros consultórios similares, como funcionam, como é a clientela, o que buscam e como você pode suprir suas necessidades.

Procure saber quais são os requisitos necessários para implementar o novo negócio. Veja quais são os documentos necessários, as certificações exigidas e tudo mais que você ainda precisa providenciar. Essa etapa é fundamental para traçar objetivos e metas e, ainda, estabelecer prazos e organizar melhor tudo o que está por vir.

2. Escolha o local certo

De acordo com o seu planejamento, é possível ter uma ideia dos recursos disponíveis e de quem será o seu público. O local deve estar de acordo com eles, atendendo suas necessidades.

Verifique a acessibilidade do local, se há muitas linhas de ônibus na região, se existe facilidade para estacionar, como é a vizinhança e o comércio ao redor. Além disso, analise as condições de edificação e de estrutura e, inclusive, a questão de documentação do imóvel.

É preciso que seu consultório esteja situado em um lugar acessível para os seus futuros pacientes, mas que não deixe de ter toda a infraestrutura necessária para oferecer o melhor atendimento, como uma sala de recepção, salas para atendimento, banheiros e acesso para deficientes.

O espaço precisa comportar os clientes e, se há planos de expandir rapidamente, é recomendado optar por um prédio maior para não precisar realizar mudanças em um futuro próximo.

3. Atenda a legislação

Qualquer tipo de estabelecimento precisa cumprir uma série de requisitos para funcionar dentro da lei. Entre eles, está o Cadastro Estadual de Vigilância Sanitária, que exige diversas informações sobre o estabelecimento e solicita que se tenha um responsável técnico para liberar o documento de licença de funcionamento.

Além disso, é fundamental cumprir com a legislação de acordo com o porte do negócio. Pode ser preciso ter autorizações e cumprir requisitos de esferas municipais, estaduais e federais.

Para que seu consultório esteja de acordo com a lei, é necessário cumprir todos os requisitos básicos. Então, para começar, você deve, após definir o nome, ir até a Junta Comercial de sua região para informar-se se não há outro empreendimento com a mesma nomenclatura.

É necessário ainda entregar os seguintes documentos à Junta Comercial:

  • cópia do IPTU e contrato de locação registrado em cartório do imóvel onde será o consultório;

  • cópias autenticadas de RG e CPF;

  • comprovante de endereço do responsável pelo negócio; e

  • contrato social da empresa.

Após registro na Junta Comercial, dê entrada no CNPJ, na Receita Federal e, em seguida, cadastre o consultório na prefeitura municipal. Além desses, outros documentos podem ser necessários. Para saber quais são, você poderá ir até o órgão responsável ou ainda contar com a ajuda de um contabilista.

4. Escolha os equipamentos certos

O trabalho do fisioterapeuta exige que diversos equipamentos estejam à sua disposição para que ele possa efetuar suas atividades, a fim de obter os melhores resultados e fazer com que os atendimentos sejam realizados de maneira completa. Nesse caso, é preciso fazer um levantamento de tudo o que você precisará antes de adquirir os seus equipamentos.

Tenha em mente o custo dos aparelhos necessários e quanto você está disposto a investir na aquisição deles. Para isso, elabore um plano de gastos. Além de analisar os custos, estude a respeito dos equipamentos.

Nessa etapa, não é importante apenas ter cuidado ao adquirir os recursos necessários para realizar a ação, mas também verificar a qualidade deles. Cheque a reputação da empresa fornecedora, a opinião de outros usuários e se ela oferece o que há de mais moderno em tecnologia, garantindo os melhores resultados.

Por falar em tecnologia, é importante destacar a relevância dela dentro do consultório. Isso porque, ao contar com equipamentos tecnológicos, você poderá oferecer mais alternativas para que seus pacientes possam ter uma recuperação mais rápida e eficaz.

Isso fará com que seu consultório se destaque da concorrência, pois não são todos os profissionais que enxergam a tecnologia como investimento. Com isso, você sairá na frente deles, garantindo melhores resultados e atendimento de alta qualidade.

5. Faça uma gestão eficiente

Além de atender os pacientes e de escolher o local e os equipamentos mais adequados, é crucial fazer a gestão do consultório — o que inclui controle financeiro, de procedimentos administrativos, entre outros.

Você mesmo pode cuidar de todo esse processo, mas precisará ter conhecimento suficiente para isso. Se achar que essa tarefa vai sobrecarregá-lo, vale a pena terceirizar o serviço.

Nesse contexto, faz-se necessário também pensar sobre a implementação de um software de gestão para cuidar dos registros e dos controles gerais. Utilizando a tecnologia a seu favor, você pode ainda implantar um sistema de marcação de consultas online.

Tenha um bom controle dos pagamentos e, sempre que possível, ofereça facilidades aos clientes, como parcelamentos por meio de cartões de crédito ou carnê do próprio consultório, pois isso poderá ser um grande diferencial para atrair novos pacientes.

Após seguir as dicas, fique atento a alguns pontos básicos como:

  • mantenha uma reserva financeira para pagamento de despesas e imprevistos;

  • sempre que possível, invista em um diferencial;

  • valorize a cordialidade, a educação, a simpatia e o bom atendimento;

  • saiba como lidar com os pequenos conflitos que surgem entre funcionários ou com clientes;

  • ao contratar colaboradores, tome cuidado para que não haja problemas de irregularidades;

  • mantenha seu consultório organizado e com todos os itens necessários para o bom funcionamento;

  • invista em treinamentos e procure se manter atualizado com as novidades da sua área de atuação.

6. Tenha um bom plano de divulgação do seu negócio

O marketing digital é uma estratégia essencial para garantir uma boa divulgação do seu consultório. Por meio dele, é possível alcançar seu público-alvo de maneira eficaz, abordando-o no momento adequado, sem parecer impertinente. A seguir, listamos as melhores práticas para você investir. Acompanhe!

Site

Ter uma presença online é imprescindível para atrair e fidelizar mais pacientes. Isso porque as pessoas mudaram a maneira como procuram pelo que querem comprar. Sempre que precisam adquirir um serviço, principalmente na área da saúde, a primeira coisa que fazem é procurar informações na internet.

Tendo em vista essa mudança de costume, é importante que o seu consultório esteja presente no mundo online. Dessa forma, seus potenciais pacientes poderão ter mais dados sobre seus serviços e, assim, entrar em contato para tirar dúvidas.

Marketing de conteúdo

Apenas um site não é o suficiente para atrair os pacientes. Nesse momento, também torna-se relevante investir em marketing de conteúdo, criando um blog e escrevendo artigos com o objetivo de quebrar as principais objeções do seu público-alvo.

Ao colocar essa estratégia em prática, você fará com que os seus pacientes em potencial procurem por sua empresa, pois quando eles quiserem sanar alguma dúvida nos mecanismos de busca, o seu artigo estará lá para ajudá-los a resolver um problema. Nesse instante, eles compreenderão que você é uma autoridade no assunto e vão procurá-lo para realizar os procedimentos necessários.

Não ficou muito claro? Vamos dar um exemplo: suponhamos que um paciente em potencial está com dores no joelho e, por isso, ele vai até o Google investigar o que pode ser. Ao inserir a palavra-chave “dores no joelho” na barra de pesquisa, o seu artigo aparecerá.

Nesse sentido, ele explicará o que pode ter ocasionado essas dores e, no final, poderá incentivá-lo a procurar um profissional qualificado que, nesse caso, seria você.

SEO (Search Engine Optimization)

Agora, de nada adianta você ter um site e um blog se eles não forem otimizados em SEO. Traduzindo para o português, SEO significa Otimização para Mecanismos de Buscas.

Ao utilizar essa estratégia, as suas postagens e o seu site terão mais chances de aparecer nas primeiras páginas do Google, aumentando as oportunidades de seus pacientes encontrarem seu consultório e optarem pelos seus serviços.

E-mail marketing

Ainda dentro das estratégias de marketing digital, o e-mail marketing aparece como uma das principais ferramentas para fidelizar os clientes. Por meio dela, é possível ter uma relação mais próxima com o seu público-alvo.

Em linhas gerais, produzir e-mail marketing consiste em escrever mensagens personalizadas para enviar novidades e conteúdos e fazer com que o cliente em potencial avance na jornada de compra. Os conteúdos podem ser enviados no formato de newsletters, ter o estilo de carta de vendas ou estar ligados a uma automação por trás de um funil de marketing.

7. Saiba quais são as exigências legais do marketing na área da saúde

Os profissionais da área da saúde podem divulgar seus serviços. No entanto, existem algumas exigências legais às quais você precisa estar atento. Isso é pertinente para que você não gaste tempo tendo que refazer suas campanhas e, muito menos, infrinja algum limite legal — o qual é definido pelo Conselho Federal de Medicina.

8. Fique atento à gestão financeira

Por fim, mas não menos importante, é necessário que você fique atento à gestão financeira. Se ela não for realizada da maneira correta, todos os seus esforços serão em vão. De início, você precisará de um capital de giro para iniciar as suas atividades.

Sendo assim, analise friamente quais serão seus custos com equipamentos, tecnologia, funcionários e aluguel e também defina seu pró-labore, para não correr o risco de misturar as despesas pessoais com as do consultório.

Em seguida, considere se é viável você conquistar o seu capital de giro com dinheiro próprio ou se será necessária a realização de um empréstimo bancário. Se a segunda opção for a mais próxima da sua realidade, fique atento às taxas de juros que serão impostas e escolha a alternativa que mais se adequar à sua situação financeira.

Feito isso, você só precisa fazer um bom fluxo de caixa, ter estratégias para combater a inadimplência e realizar os investimentos necessários para fazer seu consultório crescer.

Tomando esses cuidados, ficará muito mais fácil montar um consultório e atingir o sucesso profissional! Não deixe de colocar em prática cada dica que mencionamos aqui. Com o passar do tempo, você verá seu negócio ganhar o destaque que merece.

E se você ainda tem alguma dúvida sobre o assunto, confira mais informações relevantes no nosso guia de gestão para clínicas de fisioterapia!

guia de gestão para clínicas de fisioterapia

Nicho de mercado na fisioterapia: 3 motivos para se posicionar

Entre os itens envolvidos na consolidação de uma carreira de sucesso como fisioterapeuta estão tanto a capacidade de gerar bons resultados aos pacientes, quanto a sucessiva geração de autoridade que esse profissional passa a ter.

Durante muito tempo, enquanto havia escassez de profissionais, apenas ter um diploma era o suficiente para a geração de autoridade. Entretanto, com o aumento da oferta de fisioterapeutas no mercado, outras estratégias são necessárias para tal.

Uma forma mais fácil de se conseguir gerar autoridade é através do nicho de mercado. Neste post falarei sobre 3 motivos para que você se posicione num nicho de mercado e alavanque sua carreira a partir disso!

Primeiramente irei falar sobre o que é nicho de mercado e porque atirar para todos os lados não é a melhor estratégia. Faça uma boa leitura e tenha um ótimo aprendizado!

Nicho de mercado: O que é?

Nicho de mercado é um segmento, ou seja, uma parcela da população. É um grupo de pessoas que tem necessidades específicas e contempla abordagens fisioterapêuticas em comum.

Algumas possibilidades dentro da fisioterapia são: mulheres acima de 40 anos com incontinência urinária, crianças previamente hígidas com atrasos no desenvolvimento neuropsicomotor, pacientes com doenças pulmonares crônicas com necessidade de manutenção.

Atirar para todos os lados atrapalha o fisioterapeuta

Instintivamente os profissionais que se divulgam para todos os tipos de pacientes acreditam que, aumentando o público-alvo, maior será a chance de alguém contratá-lo. Faz sentido no curto prazo, mas não é sustentável a longo prazo.

A valorização profissional permeia ser reconhecido por algo que você é muito bom. Escolher um nicho nos ajuda a alcançar o nosso principal objetivo: fazer com que as pessoas, pacientes ou não, saibam exatamente em que nós somos bons! 

Se você ainda não se convenceu, separei 3 motivos para que você se posicione num nicho de mercado e alavanque sua carreira a partir disso!

1. Investimento otimizado da sua energia!

Fica mais fácil você direcionar a sua energia em fazer propagandas, divulgação, parcerias com outros profissionais, quando está atendendo em uma área específica. Quando divulga seu trabalho para qualquer um, a chance de seu conteúdo passar batido e não converter em pacientes no seu consultório é muito grande.

Focar em apenas um segmento de pacientes favorece que você consiga manter uma linha de engajamento e de comunicação específica desse público, o que te ajudará a ser cada vez mais reconhecido como expert.

2. Dar o melhor resultado para seu paciente!

Como vocês já sabem, é impossível ser o melhor em tudo. Fica mais fácil estudar, investir em bons equipamentos, dar altas mais rápidas e ser o melhor fisioterapeuta possível quando você foca sua atuação em apenas um segmento, principalmente se essa área for aquela que te deixa motivado e faz o teu olho brilhar.

Quanto melhores forem os seus resultados, maior será o seu reconhecimento no mercado pela transformação que você gera. Isso inclusive é uma forma ética e totalmente íntegra de você se valorizar profissionalmente e inclusive cobrar um preço maior pela sua sessão.

3. Se tornar uma referência na área

Para ser uma autoridade, você tem que ser reconhecido pelos outros por sua atuação fisioterapêutica. Novamente, fica mais fácil – não impossível – que você consiga se destacar quando segmenta seu nicho de mercado, pois intensifica sua energia e terapêuticas todas para esse público.

Se tornar uma autoridade na área é uma forma de criar uma carreira sustentável, que facilite que você tenha pacientes de forma recorrente. Assim, você também pode criar estratégias que te façam crescer e viver dignamente apenas sendo fisioterapeuta.

Quer saber mais sobre empreendedorismo e marketing na fisioterapia? Inscreva-se no nosso canal do Youtube!

Qual o impacto da produção científica na prática clínica?

Desde a década de 1990, o Brasil vê crescer sua produção científica e tem subido no ranking dos países que mais fazem publicações científicas. Esses artigos são uma forma de registrar descobertas e avanços na área da saúde e colaboram expressivamente para a prática clínica.

Isso porque tornam acessíveis informações que podem fazer diferença no atendimento. Além disso, produzem um impacto real na carreira dos médicos pesquisadores e trazem credibilidade e reconhecimento à área de especialização contemplada pelo estudo.

A existência da produção científica permite a atualização de conteúdos e práticas por parte de estudantes e profissionais. Isso faz a pesquisa ser cada vez mais importante como ferramenta aplicada à clínica. Saiba mais sobre esse tema a seguir! Boa leitura!

Amadurecimento das instituições de saúde

A produção científica proporciona o desenvolvimento de competências que auxiliam diretamente o avanço de práticas, conteúdos e procedimentos metodológicos nas instituições de saúde. Dessa forma, com um mecanismo de embasamento, as instituições tornam-se mais amparadas e instrumentalizadas.

Isso pode favorecer tanto o cotidiano como os âmbitos clínico e administrativo, já que as publicações auxiliam as instituições com ferramentas que traduzem o domínio e a experiência no contexto da saúde.

Interação com pesquisadores e outras culturas

Os profissionais da saúde que se tornam pesquisadores têm a chance de conhecer outras instituições científicas para ampliar e aprofundar seus estudos. O contato com outros pesquisadores e outras culturas pode trazer contribuições muito expressivas para a pesquisa e se tornar um diferencial na carreira.

Por meio de bolsas-sanduíche ou programas de pós-graduação fora do país, o profissional consegue estar a par de processos inovadores ou estudos mais avançados sobre diferentes temas. Isso é possível porque cada instituição acadêmica tem linhas específicas de estudo.

Diminuição de erros e falhas na prática clínica

Os artigos científicos produzidos na atualidade são uma ferramenta eficiente na análise crítica de procedimentos empregados na prática clínica. Quando se conhecem as limitações e os benefícios dos processos, os artigos contribuem para a diminuição de erros e falhas.

Ao tornando o conhecimento mais acessível para outros profissionais da saúde, os fatores prós e contras são avaliados mais seriamente. Assim, é possível compartilhar critérios defasados e propor novas abordagens conforme as descobertas aparecem nos artigos.

Aumento do número de pesquisadores na saúde

Em comparação com os países que têm nível socioeconômico equivalente ao do Brasil, as revistas científicas internacionais ainda têm, em sua maioria, pesquisadores da China, da Índia ou da África do Sul.

Produzir uma pesquisa científica, além do apoio à prática clínica, amplia os resultados brasileiros na área acadêmica. Isso significa maior facilidade de obtenção de recursos para outras pesquisas e, consequentemente, melhorias nos processos médicos atingidos pelos estudos.

A produção científica no campo da saúde não fica restrita ao ambiente acadêmico: ao contrário, é muito importante para a prática clínica e os desenvolvimentos na área de estudo. Procure saber quais são as instituições em sua área de interesse para ter acesso aos artigos mais relevantes.

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Área da Saúde: como realizar pesquisas em bases de dados?

Realizar pesquisas em bases de dados é a forma mais rápida e segura para você se informar e produzir argumentos sólidos e de impacto, utilizando a literatura científica.

Contendo um amplo acervo digital de informações e reunindo centenas de livros, revistas científicas e artigos, as bases de dados são sistemas indispensáveis para quem necessita de conteúdos confiáveis, principalmente da área da saúde.

Assim, você pode contar com bases de dados como o SciELO, PubMed e PEDro, as quais possuem um vasto conteúdo sobre ciências médicas em geral, assim como conteúdos mais voltados para alguns profissionais, como no caso do PEDro para fisioterapeutas.

Pensando nisso, apresentamos, ao longo deste artigo, excelentes dicas para aprimorar o seu método de pesquisa. Boa leitura!

Faça consultas por palavra

Para encontrar o que deseja, você deve pensar quais são as palavras chaves necessárias para cada conteúdo. Por exemplo, se você está procurando textos sobre tratamentos fisioterápicos específicos para idosos, deve procurar ambas as palavras, fisioterapia e idosos.

Além disso, para facilitar a sua pesquisa, você deve evitar o uso de letras maiúsculas e também o plural, para que o sistema encontre essas palavras em todos os textos que as contém de forma rápida e sem falhas.

Utilize a indexação para otimizar suas pesquisas em bases de dados

Para tornar sua pesquisa ainda mais efetiva, você deve optar pelo uso dos índices, que são ferramentas que descrevem o conteúdo dos artigos, livros ou revistas, indexando-os conforme os assuntos presentes de maior relevância.

Assim, essa opção facilitará sua pesquisa, à medida empregará conjuntos de dados específicos. Ao procurar, por exemplo, sobre equipamentos utilizados na fonoaudiologia para crianças com paralisia facial, o sistema lhe direcionará para conteúdos já indexados que apresentem essas informações.

Aprenda o significado de alguns símbolos e palavras

Para facilitar as suas pesquisas em bases de dados, você deve saber como utilizar alguns símbolos ou palavras para que ela seja o mais fiel possível com o que você está procurando. Para isso, você deverá utilizar o recurso de busca avançada.

Assim, o uso da palavra “and” sempre deve ser aplicada quando você deseja buscar ambos os termos que você digitou. Voltando ao exemplo dado no primeiro tópico, a sua pesquisa de tratamentos fisioterápicos para idosos deve ser da seguinte maneira: fisioterapia and idosos.

O uso do “or” entre as palavras da sua pesquisa significa que você está procurando ambos os termos, presentes no mesmo artigo ou não. A palavra “not”, por sua vez, indica que você não deseja que certo termo seja buscado.

Por exemplo, se você quer pesquisar sobre os tratamentos fisioterápicos que não incluem os idosos, deve pesquisar: fisioterapia not idosos. Além disso, não utilize mais de um espaço entre as palavras, pois, isso pode prejudicar o sistema e dificultar sua busca.

Símbolos como o “$” podem ser úteis quando você está procurando sobre um tema, como a farmacologia, mas também gostaria de buscar sobre farmacologistas, farmacológico entre outros termos, podendo escrever a palavra assim: farmacolog$.

Agora é só sentar em frente do computador e iniciar as pesquisas em bases de dados da área da saúde! Com as nossas dicas, temos certeza que você encontrará o que deseja com eficiência e agilidade.

Gostou do nosso artigo? Então, leia, também, sobre como transmitir informações da literatura científica com clareza para os seus pacientes!

Tecnologia na reabilitação de pacientes: qual sua importância?

Nos últimos anos, os avanços tecnológicos mudaram drasticamente o mundo da fisioterapia. Antes, mesmo com tratamento, muitos pacientes com lesões no sistema nervoso ou ortopédicas não conseguiam atingir um mínimo de independência. Porém, o uso da tecnologia na reabilitação vem possibilitando a melhoraria da qualidade de vida dessas pessoas.

Pacientes lesionados por acidentes, AVC (Acidente Vascular Cerebral) e outras doenças, hoje ganham a chance de reduzir ou eliminar dores, melhorar suas funções, reduzir a atrofia muscular e estimular os nervos. A tecnologia, aliada à fisioterapia, proporciona tratamentos mais interativos, envolventes e que realmente motivam o paciente.

Quer saber como a tecnologia pode ajudar na reabilitação de pacientes? Então confira no post de hoje!

Tecnologia na reabilitação: Tecnologia da Informação

A reabilitação é uma parte essencial do processo de recuperação após danos cerebrais, como aqueles causados por AVC, meningite, paradas cardiorrespiratórias e outras. A tecnologia pode desempenhar um papel importante na recuperação dessas pessoas.

Terapias baseadas em TI podem ajudar pacientes, por exemplo, a recuperar uma parte da sua visão perdida e aproveitar ao máximo a visão que permanece após uma lesão cerebral.

Hoje, a maioria das pessoas tem acesso a um computador, smartphone ou tablet. Numerosos aplicativos úteis e ferramentas on-line estão disponíveis para instalar em seu dispositivo. Eles podem ser úteis tanto para pacientes como para cuidadores e familiares. Eis alguns exemplos de aplicativos:

Conversor de texto em fala

Esse tipo de tecnologia possibilita que o paciente com perda da fala consiga se comunicar. Basicamente funciona com a inserção de texto e conversão do mesmo em voz, automaticamente.

É possível encontrar esse serviço gratuito para baixar no celular e é de fácil utilização. O paciente pode utilizar esse tipo de aplicativo para qualquer finalidade, incluindo usos comerciais.

Aplicativos para afasia

Esses aplicativos ajudam a pacientes com afasia e distúrbios de comunicação, como o autismo, doença de Alzheimer e muitos outros distúrbios que podem afetar a fala. Os usuários podem tirar fotos de várias coisas e anexar palavras ou frases.

Isso os ajuda a transmitir informações básicas diárias àqueles que os rodeiam, como por exemplo:

  • “Estou com fome.”
  • “Preciso ir ao banheiro.”
  • “Quero tomar banho.”
  • “Quero passear.”

Gameterapia

A “Gameterapia” é outro tipo de tecnologia com resultados positivos na reabilitação de pacientes, principalmente as crianças com paralisia cerebral (PC). Esses jogos podem ser utilizados para melhorar os movimentos musculares.

A gameterapia também pode ser utilizada para a melhoria do equilíbrio e mobilidade em pacientes idosos, produzindo resultados mais significativos que a fisioterapia tradicional. Estudos mostram que a gameterapia envolve por mais tempo a atenção dos pacientes, fazendo com que eles gastem mais tempo nas seções.

Segundo pesquisadores, alguns fatores-chave no design dos jogos, incluindo a possibilidade de escolha, recompensas e objetivos, também podem levar a uma maior motivação e engajamento dos pacientes.

Tecnologia na reabilitação: Robótica

A robótica é uma das indústrias mais promissoras para a medicina. Os robôs não só podem ser úteis, mas também salvar vidas e torná-las melhores. Seu potencial na reabilitação parece ser ilimitado.

Suas tecnologias terapêuticas podem combinar exercícios de movimento autodirigidos com feedback de desempenho. Assim, são projetadas para aumentar a amplitude de movimentos, força, resistência e facilitar que o paciente inicie movimentos por conta própria.

Dispositivos de feedback para a coordenação motora

Atualmente, essa área criou e desenvolveu dispositivos de feedback de movimento sem fio e softwares de fisioterapia, dedicados à reabilitação funcional das extremidades superior e inferior. Dados biomecânicos quantitativos permitem a avaliação objetiva e acompanhamento do tratamento fisioterápico.

Órteses para controle de movimento

A robótica proporcionou a criação de órteses mais avançadas. Existem órteses atualmente no mercado que permitem aos pacientes, por exemplo, iniciar e controlar os movimentos de um braço parcialmente paralisado, usando seus próprios sinais musculares através da flexão/extensão do cotovelo e função de agarrar.

Dispositivos para envio de sinais elétricos

Esse tipo de dispositivo é capaz de enviar correntes elétricas aos braços ou pernas de um paciente com perda de movimentos. Ele envia sinalização para contrair e realizar movimentos que, de outra forma, seriam impossíveis.

Viu como a tecnologia na reabilita de paciente hoje faz toda a diferença? Se você quer saber mais sobre o assunto, descubra como a tecnologia pode ser uma aliada do profissional!

Conheça as 4 principais bases de dados em saúde

Para quem é recém-formado ou já concluiu a graduação há algum tempo, uma das formas de se manter em sintonia com as novidades do mercado é recorrer à boas fontes de estudo online.

No entanto, é preciso buscar sites confiáveis, que tenham autoridade sobre o conteúdo e respaldo na autoria. Por isso, o artigo de hoje lista as 4 principais bases de dados em saúde.

Primeiramente, vamos falar sobre a importância desses portais para o aprimoramento profissional e para o acompanhamento das tendências e mudanças na área da reabilitação.

Faça uma boa leitura e tenha um ótimo aprendizado!

Entenda a importância das bases de dados em saúde

A área da saúde é uma das que mais exige aprimoramento constante desde a conclusão da graduação, especialmente quando se atua no setor da reabilitação.

Para ser reconhecido como uma referência tanto por seus pacientes quanto pelos colegas, o profissional deve investir na ampliação dos conhecimentos teóricos e práticos, acompanhando a evolução do mercado e o surgimento de novas tecnologias ou tratamentos.

Nesse sentido, as bases de dados em saúde são uma ferramenta de extrema importância para a formação continuada de maneira online.

Trata-se de um recurso disponível 24 horas por dia, que pode ser acessado gratuitamente de qualquer lugar — basta ter acesso à internet.

Entretanto, é preciso buscar portais de reputação comprovada, que ofereçam conteúdo qualificado e relevante, produzido por pesquisadores cuja produção científica contribui, ao longo dos anos, para o fortalecimento do ramo da reabilitação e da área de saúde de forma geral.

Portanto, conheça, a seguir, as 4 principais bases de dados em saúde e saiba onde encontrar informações seguras e atuais, que podem contribuir com o seu crescimento pessoal e profissional.

1. Portal de periódicos da Capes

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) é um órgão do governo federal, vinculado ao Ministério de Educação (MEC), destinado ao fomento dos cursos de mestrado e doutorado em todo o país.

O portal de periódicos da Capes é uma biblioteca virtual que reúne mais de 30 mil títulos da produção científica internacional, com destaque para os jornais e revistas periódicos nos mais diversos setores da saúde.

2. Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE)

MEDLINE é a sigla para o termo em inglês Medical Literature Analysis and Retrieval System Online, que significa Sistema Online de Busca e Análise de Literatura Médica.

Trata-se de uma base de dados em saúde que concentra o acervo da Biblioteca Nacional de Medicina dos EUA, a US National Library of Medicine’s (NLM).

Estão disponíveis para pesquisa cerca de 11 milhões de textos produzidos nos EUA e em outros 70 países, abrangendo o estudo e pesquisa em medicina, fisioterapia, biomedicina e outras áreas do conhecimento.

3. Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS)

O LILACS pode ser definido como a biblioteca virtual do Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde, popularmente chamado de BIREME.

O acervo disponível na LILACS é construído de forma colaborativa por meio de uma plataforma do BIREME e reúne toda a literatura acadêmica da área da saúde produzida por pesquisadores latino-americanos desde 1982.

São teses, livros, anais de congressos ou conferências, artigos, publicações governamentais e relatórios técnico-científicos que totalizam mais de 350 mil registros na atualidade.

4. Scientific Electronic Library Online  (SciELO)

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), em parceria com o BIREME, conduziu um projeto de pesquisa que deu origem à SciELO, que na tradução para o português significa Biblioteca Eletrônica Científica Online.

O portal reúne uma vasta coleção de periódicos acadêmicos produzidos no Brasil nas mais diversas áreas do conhecimento, incluindo medicina, fisioterapia e enfermagem.

Agora que você já sabe quais são as principais bases de dados em saúde e como elas são importantes para o acompanhamento das tendências em reabilitação, confira um artigo sobre a importância da tecnologia na recuperação de pacientes.

Você sabe como categorizar uma produção científica?

Saber como categorizar uma produção científica é essencial para entender como funcionam os métodos e as aplicações dos estudos feitos na área do conhecimento. Toda a medicina é fundamentada em evidências, por isso, a pesquisa científica garante a continuidade no desenvolvimento de métodos clínicos curativos.

As escalas de evidência têm como finalidade determinar o tipo de estudo mais adequado para o procedimento clínico, como forma de efetivar melhor os procedimentos na conduta médica. Entenda neste texto os tipos de estudo na área da saúde, compreendendo suas finalidades e aplicação na prática.

Estudos observacionais: método por associação

Os estudos observacionais são realizados principalmente com técnicas de pesquisa baseadas na observação. A análise é feita a partir de correlações ou de associações que são efetuadas em cima de dois ou mais elementos.

Estudos de observação são desenvolvidos no intuito de conectar elementos ligados ao tema como fatores de variação e influência. Os estudos observacionais podem ser ainda:

  • Transversais: análises que levam em conta um recorte de tempo e/ou espaço de determinada categoria a ser estudada;
  • Caso-controle: análises que tratam de estudar casos que já aconteceram e buscam ser compreendidos posteriormente;
  • Coorte: análises prospectivas, ou aquelas que utilizam um grupo específico de pessoas por um tempo determinado.

Estudos de intervenção: causa e efeito

O tipo mais utilizado para diagnosticar dados de causa e efeito, os estudos de intervenção são realizados clinicamente, por meios controlados. Eles são feitos com grupos de pessoas que não possuem nenhuma característica específica, ou seja, são aleatórias.

Nos estudos de intervenção, são acompanhados, no mínimo, dois grupos, em que serão examinados os efeitos de drogas, procedimentos e operações nutricionais.

Revisões sistemáticas: projeção na pesquisa

Para as pesquisas que exigem um quadro clínico mais demarcado, as revisões sistemáticas são as mais adequadas. Os critérios utilizados para essa categoria de pesquisa são bem projetados e estipulados com antecedência.

É bastante comum que as revisões sistemáticas tenham uma base sólida na literatura científica publicada sobre o tema em questão. Os critérios utilizados nas revisões sistemáticas são importantes para a seleção dos artigos e dos parâmetros de comparação, inibindo a influência de linhas oblíquas de estudo.

Meta-análise: precisão e verificação de erros

Em comparação com os outros tipos de estudo, a meta-análise possui grande efetividade para elaborar dados de evidência. Sua configuração permite que os níveis de informação sejam mais precisos, uma vez que são feitos em cima de estudos e métodos realizados anteriormente.

O seu modo de realização combina dados de estudos variados sobre um mesmo tema, a fim de associar e comparar os resultados de cada um. A meta-análise evita que os casos sejam tratados isoladamente, identificando fatores vulneráveis na coleta e no desenvolvimento dos métodos utilizados para a pesquisa científica.

Agora que você compreende como categorizar uma produção científica, ficará mais fácil a leitura dos dados ou mesmo a elucidação dos métodos utilizados para os estudos. Entendendo como funciona a hierarquia das evidências, melhores e mais efetivos são os meios para melhorar a atuação clínica. Não perca mais nenhuma novidade seguindo as nossas páginas no Facebook, Twitter e Instagram!

A importância da tecnologia na recuperação de pacientes

Quanto mais o tempo passa, mais a tecnologia avança. Por se mostrar cada dia mais completa e eficiente, ela se tornou a estratégia ideal para que o profissional de fisioterapia ofereça um atendimento ainda melhor à população.

Com o uso de equipamentos de última geração e softwares específicos, é possível otimizar processos e garantir mais qualidade de vida a quem se submete a tratamentos. Esse cenário ilustra muito bem a importância da tecnologia na recuperação de pacientes.

No entanto, existe muito mais por trás disso: a tecnologia proporciona inúmeros benefícios e resultados positivos na área da saúde. É sobre eles que falaremos neste artigo. Confira!

Qual a importância de investir em tecnologia na recuperação de pacientes?

Atualmente, é possível afirmar que a tecnologia melhora a vida dos pacientes. O melhor exemplo desse fato é o quanto a área de medicina diagnóstica evoluiu. Está cada vez mais fácil identificar problemas e oferecer tratamentos adequados, nos quais o paciente leva um tempo muito menor para se recuperar e não precisa passar por procedimentos invasivos.

Além disso, o tempo usado para exames e para a divulgação de resultados diminui consideravelmente. Essa agilidade deixa os pacientes ainda mais tranquilos e seguros no consultório. Assim, o médico consegue ajudá-los a administrar suas emoções e a entender de forma mais ampla o que está acontecendo no seu organismo.

Como a tecnologia melhora a recuperação dos pacientes?

Assim como a tecnologia oferece meios para que os profissionais realizem seu trabalho com precisão, existem alguns benefícios que atingem diretamente o paciente. Alguns dispositivos e plataformas são desenvolvidos para que eles mesmos possam cuidar mais da própria saúde.

Por meio de aplicativos simples no celular, eles podem medir dados como qualidade do sono, frequência cardíaca e calorias gastas diariamente. Em um processo de recuperação, informações como essas precisam de acompanhamento constante.

Essa autonomia permite que o médico seja comunicado o quanto antes no caso de alguma irregularidade. Os pacientes também passam a ficar mais atentos e conscientes em relação ao próprio corpo.

Quais são os benefícios trazidos para tratamentos e resultados?

Com a tecnologia, os tratamentos estão cada vez mais precisos. Procedimentos delicados são melhorados com bons equipamentos e o médico ainda consegue visualizar sua evolução de maneira nítida.

Dessa forma, sempre que uma intervenção for necessária, não será difícil identificá-la e não haverá espera para que o processo aconteça. O paciente sofre menos com dúvidas, adere ao tratamento com boa vontade e consegue acompanhar de perto tudo o que está sendo realizado.

Com a rápida adesão à tecnologia dentro de consultórios, a alternativa se torna mais acessível. A partir disso, o número de pacientes beneficiados aumenta e os bons resultados se espalham.

Não pense que a tecnologia é algo fora da sua realidade profissional. Pesquise, estude e você certamente encontrará as melhores técnicas e máquinas para aperfeiçoar seu trabalho e trazer melhorias para os seus pacientes. 

Agora que você sabe mais sobre a importância da tecnologia na recuperação de pacientes, esteja sempre informado sobre outros assuntos relacionados. Assine a nossa newsletter e receba outros conteúdos interessantes diretamente em seu e-mail!

Literatura científica e pacientes: como explicar didaticamente o que é feito nela

Atualmente, as pessoas têm muito acesso à informação e, independentemente da faixa etária, a maioria delas sempre estão conectadas à internet via smartphones, tablets, notebooks, etc. Por esse motivo é que a literatura científica e pacientes precisam andar lado a lado.

Isso é importante porque o paciente precisa saber, em detalhes, como cada procedimento será realizado e como ele será beneficiado com isso. Porém, nos dias de hoje, a internet é bombardeada por informações que podem confundir e deixá-lo confuso.

Diante disso, é fundamental auxiliar o paciente a fazer essa busca de forma responsável, para que ele consiga utilizar a internet a seu favor. Quer saber como fazer isso?

Para falar sobre o assunto, chamamos a fisioterapeuta Adriane Bertotto, professora no Centro Universitário La Salle (Unilasalle), nas disciplinas de Fisioterapia Pélvica e Fisioterapia Dermato-Funcional, a qual já atuou em clínica na área de fisioterapia pélvica e tem uma vasta experiência nesse ramo.

Continue a leitura deste post, pois você aprenderá como é possível explicar a literatura científica, didaticamente, para o seu paciente. Vamos lá?

Importância da didática para a aprendizagem

Embora o paciente pesquise sobre o seu caso clínico, ele jamais conseguirá chegar a um parecer concreto sem a ajuda de um profissional da área. É por essa razão que a didática é uma estratégia de extrema importância para traduzir a linguagem científica ao paciente.

Ela estabelece uma boa comunicação entre o profissional e o paciente, facilitando a compreensão do caso — por parte do fisioterapeuta—, facilitando a explicação dos procedimentos que serão realizados no tratamento.

Didática na relação entre o profissional da saúde e o paciente

Nos dias atuais, os pacientes são altamente conectados com o mundo virtual, desde as crianças até os idosos. Nesse sentido, recursos como computadores, imagens digitais e, até mesmo, a gamificação ajudam os profissionais a passarem uma imagem positiva e engajadora sobre o tratamento que será realizado

Dessa maneira, o paciente se sente como uma parte ativa da sua própria recuperação e passa a acreditar mais nela. Ademais, o relacionamento interpessoal entre o profissional e o paciente se fortalece, facilitando o entendimento entre as partes.

O fisioterapeuta não precisará tratar o paciente fazendo somente o que ele deseja, pois a didática mostrará, com clareza, a importância de cada tratamento e quais resultados eles oferecem. Por conseguinte, o paciente conseguirá observar o seu próprio progresso com a ajuda dos recursos tecnológicos, os quais poderão ser mostrados de forma educativa, seja por meio de aplicativos ou por tela de biofeedback.

Como a didática auxilia na explicação da literatura científica 

Os métodos utilizados para explicar a literatura científica ao paciente vão auxiliar no seu processo de reabilitação. Isso porque a fisioterapia também precisa funcionar como um procedimento educativo.

Em virtude disso, é preciso explicar, em detalhes e de uma maneira que ele entenda, quais serão as técnicas utilizadas e os benefícios que ele terá com a prática. Ao perceber e compreender que o que ele está fazendo está contribuindo para a sua reabilitação, o paciente sente-se um aliado ao seu próprio tratamento.

Por exemplo, a eletroterapia é um recurso tecnológico utilizado para reabilitar a região pélvica. Nesse momento, é preciso explicar ao paciente que esse equipamento emitirá correntes elétricas em determinada região para auxiliar na sua completa recuperação, a fim de acalmá-lo.

Caso você não dê uma explicação plausível sobre o que será feito e o que ele sentirá, o paciente poderá ficar tenso e, em consequência disso, sua musculatura poderá se contrair, causando dor e atrapalhando a execução de procedimentos sequenciais.

Além disso, a falta de compreensão do que será trabalhado tem outras consequências, como o paciente não ser fidelizado ao tratamento, desacreditar na sua eficácia e, até mesmo, não evoluir como gostaria.

Segundo Adriane Bertotto, “quando conseguimos alcançar e compreender o nível de aprendizado do paciente, ele se torna parceiro, segue as instruções com mais afinco e consegue entender melhor o seu processo de reabilitação. Para isso, é preciso trabalhar no mesmo patamar que ele e garantir que a sua linguagem será compreendida”.

Estratégias para fazer uma explicação científica didática

Com o avanço da tecnologia as estratégias para explicar a literatura científica para pacientes se ampliaram e facilitaram a vida dos profissionais da área da saúde. A seguir, listamos as principais. Acompanhe!

Recursos tecnológicos

Com um simples monitor ou tablet é possível mostrar uma forma anatômica e explicar os efeitos de uma cirurgia ao qual o paciente será submetido e, inclusive, qual é a musculatura envolvida naquele processo, quais partes do corpo serão trabalhadas depois, etc. Esses recursos também são bons para oferecer exemplos de movimentos característicos do corpo.

No mercado existem diversos aplicativos de celular que trabalham com exercícios gráficos e que podem acompanhar — com o uso de imagens digitais — a contração muscular do paciente.

Para facilitar o entendimento dos procedimentos, também é interessante usar figuras de linguagem e exemplos corriqueiros presentes na rotina do paciente. Isso desperta um nível perceptivo que facilita a compreensão da linguagem científica.

Gamificação

Outra estratégia incrível e bem forte na fisioterapia é a gamificação. É evidente que, para o paciente, o game deve ser lúdico; mas para os profissionais, ele tem um aporte mais técnico e científico, com objetivos importantíssimos no que diz respeito ao equilíbrio, trabalho muscular, aprendizado, etc. Assim, é possível trabalhar de forma simplificada e divertida, contribuindo para que a sessão não se torne chata para o paciente, o que auxilia na sua fidelização.

Atividades lúdicas para crianças

Para que você consiga explicar para uma criança como o tratamento será realizado é preciso entrar no mundo dela. Nesse momento, o uso de atividades lúdicas, teatros, desenhos, brinquedos e jogos são muito importantes para tranquilizá-las e fazê-las entender pelo que vão passar.

Ao trazer o paciente para o universo da literatura científica, utilizando linguagens e recursos que já está familiarizado e compreende, ele é inserido naquele contexto com mais facilidade.

Isso vai auxiliar não só o terapeuta, como também o paciente: ele entenderá melhor o que está acontecendo, saberá lidar melhor com o seu tratamento, não ficará frustrado caso algo não dê certo e, o mais importante de tudo, vai adquirir aprendizados.

Lembre-se de que saúde e educação sempre devem andar juntas, por isso é imprescindível explicar a literatura científica ao paciente, de uma maneira simples e compreensível.

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Eletromiografia de superfície: nova forma de avaliação de pacientes em UTI

tecnologia vem contribuindo para a medicina e impactando em todos os âmbitos possíveis: desde a qualidade de vida do paciente, até em métodos de tratamentos mais ágeis e eficazes, melhorando, salvando e prolongando vidas. 

Quando o assunto é músculos, vemos cada vez mais uma variedade de novas metodologias que auxiliam os profissionais a identificar patologias, diagnosticar e reabilitar os movimentos do corpo. Aqui, falaremos do eletromiógrafo de superfície, que é uma nova forma de avaliação de pacientes em UTI.

Para isso, convidamos o Helson Costa, fisioterapeuta Rotina da UTI adulto do Hospital Icaraí, que fica em Niterói (RJ). Ele é pós-graduado em Fisioterapia Neurofuncional e, atualmente, mestrando em Ciências Médicas pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Portanto, ninguém melhor do que ele para nos ajudar a entender como o eletromiógrafo de superfície é um método inovador e está impactando a vida dos pacientes. 

Mas antes, vamos entender um pouco melhor esse método:

O que é eletromiografia de superfície?

A Eletromiografia de superfície (EMGs) pode ser compreendida como a tecnologia de avaliação ou monitoramento do comportamento neuromuscular. A partir da captação dos potenciais elétricos que os músculos emitem durante uma atividade, a EMGs é capaz de informar sobre diversas variáveis inerentes à função desse sistema em relação ao tempo.

filtros no exame de Eletromiografia
sinal de eletromiografia – EMG

Há muito tempo utilizada em estudos fisiológicos e biomecânicos nas diversas áreas das ciências de movimento, a tecnologia permite o aprimoramento das práticas clínicas e de pesquisa dos profissionais de saúde. Fisioterapeutas, fonoaudiólogos, médicos, odontólogosprofissionais esportivos são os que mais utilizam a técnica. Sendo assim, o principal objetivo é inferir um diagnóstico que seja claro quando o tema é contrações musculares.

Os estudos científicos mostram a necessidade, cada vez maior, de se obter métodos e recursos de avaliação física apurados e que informem, quantitativamente, as manifestações diversas do organismo: “O racional aqui está no fato de que, quanto melhor e mais apurado for o sistema de avaliação, melhores serão as estratégias terapêuticas”, diz Helson.

No caso do sistema muscular, seja ele esquelético, seja respiratório, as informações fornecidas auxiliam os profissionais de saúde na compreensão das disfunções que por ventura os pacientes apresentem em consequência das patologias; bem como ajudam na tomada de decisão terapêutica, essenciais à reabilitação ou aprimoramento de habilidades mecânicas e funcionais.

Qual é o papel do fisioterapeuta?

Atualmente, a EMGs faz parte de uma série de aparatos e metodologias de avaliações funcionais musculares. Na terapia intensiva, ela serve tanto para finalidades diagnósticas funcionais quanto instrumentos de tratamento. 

Sobre o papel do fisioterapeuta no processo, Helson comenta: “o fisioterapeuta intensivista, no exercício de suas atribuições, é o responsável pela avaliação, monitoramento e intervenção (preventiva ou terapêutica) do sistema muscular respiratório e esquelético. Após a descoberta da síndrome de restrição prolongada e fraqueza adquirida na internação em UTIs, a avaliação muscular e sua terapêutica passaram a ser o centro das atenções dos profissionais de reabilitação”.  

Assim, com a tecnologia da EMGs, essa monitorização passou a ser efetivamente interessante, pois permitiu ao fisioterapeuta entender mais profundamente a fisiologia dos sistemas musculares. Dessa forma, as estratégias de tratamento dos pacientes se tornaram mais eficazes e com desfechos clínicos mais interessantes. 

Com relação à abordagem respiratória, a EMGs “tem auxiliado muito os profissionais no reconhecimento de esforços excessivos ou assincronias respiratórias. Tem auxiliado também nos processos de reabilitação através do sistema de biofeedback, permitindo a reaprendizagem motora ou a readaptação muscular respiratória. O mesmo tem sido observado no sistema muscular esquelético periférico”, diz o fisioterapeuta.  

O profissional ainda explica que “situações inerentes à internação levam os pacientes a perderem, muitas vezes, suas habilidades motoras, comprometendo sua qualidade de vida. Nesse sentido, o sistema de biofeedback com EMGs promove condições à reabilitação de conexões neuromusculares cerebrais e periféricas, que facilitam a restauração dessas habilidades com preservação das condições mecânicas mais favoráveis”.

Fisioterapeuta Helson Costa proferindo palestra "Novas formas de avaliação em UTI: a eletromiografia de superfície" no V Congresso Carioca de Fisioterapia Respiratória, Cardiovascular e em Terapia Intensiva.
Fisioterapeuta Helson Costa proferindo palestra “Novas formas de avaliação em UTI: a eletromiografia de superfície” no V Congresso Carioca de Fisioterapia Respiratória, Cardiovascular e em Terapia Intensiva.

Benefícios em utilizar o Eletromiógrafo de Superfície

Saber, de forma efetiva e consistente, o quanto um grupo muscular pode ser estimulado, a magnitude do seu esforço, ou mesmo a sua tendência à fadiga permitiu aos profissionais de saúde desenvolverem métodos e recursos terapêuticos capazes de restaurarem as funções motoras e respiratórias mais precocemente.

Além disso, com o uso de eletrodos de superfície o processo é indolor e, além de tudo, não invasivo. Outra característica é que não há restrição de idade ou qualquer classificação de paciente.

Com relação às áreas do corpo, o eletromiógrafo de superfície pode ser utilizado nos músculos da face (no caso da área de odontologia, contribuindo para o trabalho de dentistas e fisioterapeutas), músculos de membros inferiores e superiores e também nos músculos que estão envolvidos na respiração.

Dessa forma, “processos como a descontinuação da respiração artificial, a restauração da manutenção postural e o retorno às atividades da vida diária, são acelerados com advento da EMGs”, completa.

Outra vantagem que podemos citar da eletromiografia superficial é que não é necessário utilizar sedativos ou anestesias para realizar o exame, o qual pode ser feito direto no consultório médico. O procedimento pode durar apenas 20 minutos, porém, pode chegar até duas horas, dependendo do caso.

Portanto, podemos dizer que a Eletromiografia de Superfície é essencial para auxiliar os profissionais com dois fatores:

  • interpretação e entendimento de mecanismos biomecânicos e fisiológicos, além de mudanças cinéticas, que ocorrem no início da prática de atividade física;
  • avaliação e compreensão de doenças que podem comprometer o aparelho locomotor e principalmente em exercícios de treinamento de força.

Experiência do cliente com o produto e com o atendimento da MIOTEC

Com relação à sua experiência, Helson comenta:

Nosso serviço de fisioterapia hospitalar aqui em Niterói, Rio de Janeiro, está desenvolvendo pesquisas inovadoras acerca do entendimento e readaptações mecânicas da musculatura respiratória dos pacientes internados na UTI e que façam uso de ventilação artificial. Os resultados preliminares têm sido norteadores das técnicas de fisioterapia respiratória; os desfechos clínicos e funcionais têm sido favoráveis”.

A Miotec ajuda seus clientes fornecendo equipamentos e tecnologias, como o eletromiógrafo de superfície, que auxiliam e melhoram seu trabalho tanto na avaliação quanto no tratamento, contribuindo, portanto, com o crescimento do profissional de forma sustentada, por meio da tecnologia.  

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