Conheça técnicas que auxiliam na recuperação de lesões musculares!

As lesões musculares são muito comuns nos esportes, para tratá-las é necessário consultar um fisioterapeuta que indicará o tratamento adequado. Porém, existem técnicas que auxiliam na prevenção e na recuperação de lesões musculares e que contribuem também para o melhor desempenho do atleta.

Neste artigo, vamos mostrar algumas técnicas que podem ajudar no restabelecimento da estrutura muscular. Confira agora!

Crioterapia

É uma técnica que ajuda na recuperação de lesões musculares, na regeneração das células e na eliminação do líquido que fica dentro da célula que se danificou ao realizar a atividade física – após exercícios intensos, as membranas que revestem as células se danificam e fazem com que o líquido se encontre com o músculo, provocando inchaços.

O método baseia-se em imergir uma parte do corpo em um tanque com bastante gelo, logo após o exercício. Após 10 minutos de imersão, os vasos sanguíneos começam a se contrair, fazendo com que a circulação aumente e a musculatura relaxe. O procedimento dura aproximadamente de 10 à 20 minutos

Consumo de carboidratos após as atividades físicas

O carboidrato é responsável por fornecer energia ao músculo. Durante as atividades físicas essa substância diminui e precisa ser reposta imediatamente. O ideal é consumir um suco de fruta, em no máximo 30 minutos após os exercícios.

Descanso dos músculos

Fazer longos períodos de atividades físicas todos os dias não é adequado, pois o músculo precisa de, no mínimo, 24 horas para se recuperar. Se não houver essa pausa no seu treinamento, você poderá sofrer sérios problemas musculares. Por esse motivo, é importante fazer exercícios de forma consciente e responsável.

Bota pneumática

Esse equipamento é uma bota que envolve a perna, deixando-as elevadas. Quando a bota enche de ar, ela começa a fazer uma compressão, começando nos pés e indo até a coxa. A bota ajuda o sistema venoso e muscular a drenar resíduos de metabólitos tóxicos que permanecem no nosso corpo.

Massagem esportiva

Além de ajudar o músculo a relaxar, a massagem esportiva também ativa a circulação sanguínea, contribuindo para a diminuição de fadigas musculares e para a recuperação dos danos que os exercícios provocam nos músculos. Auxilia também na liberação dos pontos de tensão, originados por espasmos musculares em decorrência do cansaço.

Exercícios leves após os intensos

Depois da prática de algum exercício mais intenso é recomendada uma atividade mais moderada, pode ser uma leve caminhada ou até mesmo uma hidromassagem.

Outra técnica existente é o trote, que consiste em realizar uma leve corrida de 10 a 15 minutos após um treino intenso. Isso fará com que a sua musculatura se regenere e proporcione a você mais disposição para treinar.

Biofeedback eletromiográfico

O biofeedback eletromiográfico é parte integrante de técnicas utilizadas pela fisioterapia e ajuda na recuperação das funções musculares esquecidas ou perdidas após uma lesão, no relaxamento e diminuição da hiperatividade muscular, na ativação de unidades motoras e na reabilitação do controle voluntário dos músculos estriados superficiais.

Isso ocorre por meio da utilização de estímulos intrínsecos (visuais, cinestésicos, cutâneos, auditivos e vestibulares) e extrínsecos (elétrico, verbal e mecânico).

O número de fisioterapeutas tem crescido muito no mercado e para garantir o seu lugar nesse meio tão concorrido, você precisa se aprimorar para oferecer melhores resultados para seus pacientes. Portanto, conhecer novas técnicas que auxiliam na recuperação de lesões musculares pode ajudar você a ganhar destaque nesse ramo.

Gostou de conhecer as técnicas que auxiliam na recuperação de lesões musculares? Restou alguma dúvida sobre o assunto? Deixe um comentário!

 

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6 dispositivos de biofeedback que aumentam a eficiência da terapia pélvica

A maior dificuldade do treino dos Músculos do Assoalho Pélvico – MAP é fazer com que o paciente perceba o exercício que está fazendo: se está contraindo a musculatura certa, se está contraindo com força suficiente. O jeito mais moderno e eficiente de se ensinar essa contração é utilizando dispositivos de biofeedback.

 

O biofeedback consiste em um equipamento que seja capaz de fornecer uma resposta visual e/ou sonora durante o exercício permitindo que o paciente perceba e tenha consciência do seu corpo e musculatura. 

 

Neste post, falaremos de 6 dispositivos de biofeedback extremamente importantes que podem ajudar tanto paciente quanto terapeuta a atingir resultados mais eficazes e efetivos no tratamento das disfunções do assoalho pélvico.

 

1 – Biofeedback de eletromiografia EMG – Miotool ou New Miotool Uro

É um equipamento que faz a captação da atividade elétrica do músculo em microvolts através de um sensor de eletromiografia acoplado a eletrodos de superfície ou intramusculares (sondas intracavitárias).

A utilização do Biofeedback Eletromiográfico no treinamento do assoalho pélvico tem como vantagens capacitar o paciente a identificar os músculos a serem trabalhados, aumentar a percepção sensorial, reestabelecer a coordenação e o controle motor voluntário , resultando numa melhora funcional e, consequentemente, dos sintomas.

 

2 – Biofeedback de EMG com Realidade Virtual – BioMovi

 O BioMovi é um dispositivo de captura da intensidade da contração muscular. Ele pode ser utilizado em conjunto com um smartphone posicionado dentro de um óculos de realidade virtual ou, em paralelo, a um sensor de captura de movimentos. Dessa forma o usuário será levado a interagir em um empolgante cenário virtual.

Possui jogos que estimulam diferentes capacidades fisiológicas. É o primeiro jogo de realidade virtual onde as ações são controladas com o músculo. Pode ser utilizado juntamente com o Kinect* (leitor de movimentos criado pela Microsoft) ampliando sua gama de utilização e trabalhando ainda mais a parte funcional do usuário.

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1) Sensor BioMovi posicionado na musculatura do usuário ; 2) Sensor Microsoft Kinect, captando a movimentação corporal ; 3) A contração muscular captada pelo sensor do BioMovi provoca a quebra dos blocos no jogo Block Breaker ; 4) O profissional de saúde pode interferir a qualquer momento no nível de dificuldade do jogo

 

3 – Biofeedback de força

Funciona semelhantemente ao biofeedback eletromiográfico, mas ao invés de captar a atividade elétrica, usa-se um dinamômetro intracavitário (vaginal ou anal) para fazer a captação da força em Kilograma força ou Newton, através de uma célula de carga interna.

Este dispositivo pode ser utilizado tanto para avaliação de força máxima, quanto para o treinamento do biofeedback, com telas lúdicas ou gameterapia.

 

4 – Biofeedback manométrico – PelviAir

É um dos dispositivos de biofeedback que faz a captação da pressão em milímetros de mercúrio (mmHg) através de uma sonda vaginal ou anal que é inflada com ar. O Biofeedback pode ser visualizado tanto de forma analógica com o uso de um manômetro.

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 Saiba mais sobre o PelviAir Unit

É uma forma simples e eficiente de ensinar ao paciente a intensidade de contração esperada durante o tratamento.

A utilização é simples, visto que o sistema é constituído por sondas manométricas (Vaginal ou Anal), mangueira para condução de ar e Manômetro analógico. Basta realizar a introdução da sonda no paciente e ficar utilizando o manômetro como biofeedback da contração que esta sendo realizada. Esse feedback pode ser dado tanto para o paciente como para o profissional de saúde, podendo ser utilizado em sua clinica ou fornecido ao paciente para exercícios em casa.

 

 5 – Sonda vaginal para treinamento – PelviFit Trainer

O PelviFit Trainer é uma sonda vaginal capaz de fornecer ao paciente e ao fisioterapeuta pélvico uma forma rápida e prática de observar as contrações da musculatura do assoalho pélvico.

Com design anatômico, o trainer deve ser inserido na vagina, de forma que a antena fique visível para o paciente e/ou profissional. Quando o paciente realiza a contração de forma correta a antena se movimenta para baixo. Se a contração for feita de maneira errada ela se movimenta para cima.

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Dessa forma, o Pelvifit Trainer possibilita a execução de diversos exercícios fazendo com que os pacientes ganhem consciência de como contrair corretamente a musculatura.

 

6 – Unidade Pressórica de Biofeedback (UPB) – Miostab

O Miostab é um equipamento de biofeedback utilizado para quantificar alterações na pressão em uma bolsa inelástica, posicionada entre o abdômen e a maca, durante a contração abdominal . Originalmente foi criado para avaliar a capacidade dos músculos abdominais em estabilizar a coluna lombar, sendo utilizado em vários estudos.

É um instrumento válido e confiável na avaliação clínica da função muscular dos estabilizadores profundos (Transverso do Abdômen – TrA) , e tem sido utilizado no desenvolvimento de um método para a monitoração cuidadosa da estabilização lombar. É um recurso de baixo custo que possui a vantagem de ser uma técnica não invasiva, de fácil utilização e que oferece feedback visual, proporcionando tanto o treinamento quanto a avaliação do TrA, obtendo-se os melhores resultados possíveis.

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 O Biofeedback é a ferramenta ideal para aumentarmos a propriocepção do paciente. Controlar a atividade dos músculos pélvicos e abdominais durante a reabilitação torna-se fundamental para atingir sucesso na terapia. Neste contexto a utilização do biofeedback na prática clínica apresenta vários benefícios. O que você acha?

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Descubra como o uso do Biofeedback pode impactar no tratamento das disfunções do assoalho pélvico

Biofeedback é uma técnica de conscientização e relaxamento utilizada para fazer com que possamos controlarvoluntariamente funções fisiológicas que normalmente não estão sob nosso controle. Seu objetivo é aumentar o nível de relaxamento, aliviar a dor ou monitorar a atividade muscular.

Essa técnica permite reduzir o uso de fármacos, já que possibilita ao paciente ter controle sobre seu corpo em longo prazo.

sessão começa com uma análise inicial do paciente, onde são analisados históricos e realizados testes. São utilizados aparelhos muito sensíveis que coletam os sinais vindos do organismo. Essas informações são mostradas para o paciente em forma de gráficos, imagens ou sons — em tempo real.

Dessa forma, é possível acompanhar se os resultados obtidos estão dentro do esperado e efetuar ajustes necessários. Com o passar das seções, o paciente consegue distinguir o movimento que antes era involuntário e passa a conseguir controlá-lo voluntariamente.

Para entendermos melhor o biofeedback e a consciência muscular, vamos aplicá-los às disfunções do assoalho pélvico, que consistem em uma ampla gama de problemas que surgem quando a Musculatura do Assoalho Pélvico (MAP) não funciona adequadamente.

Para que os músculos funcionem adequadamente, é necessário:

  1. força (capacidade de apertar);
  2. resistência (capacidade de segurar esse aperto por um bom tempo);
  3. explosão (capacidade de contrair e relaxar rapidamente);
  4. coordenação motora (capacidade de contrair de jeitos diferentes);
  5. propriocepção (capacidade de sentir a sua própria MAP relaxada e se movendo).

Reeducação da Musculatura do Assoalho Pélvico

A reeducação dos músculos do assoalho pélvico pode tratar as disfunções e acabar com os incômodos. Vários recursos podem ser utilizados para isso. Entre eles, estão exercícios de fortalecimento para que os músculos do assoalho pélvico voltem a funcionar bem 3.

Quando feitos regularmente, os exercícios para assoalho pélvico ajudam a prevenir a incontinência urinária e o prolapso 3.

Pensava-se que bastava treinar os músculos do assoalho pélvico – MAP para reabilitar o paciente, mas pesquisas recentes tem apontado para uma relação sinérgica entre a musculatura pélvica e abdominal (Abdomino-Pélvica).

A atividade sinérgica entre os MAP e os abdominais possibilita o desenvolvimento de uma pressão de fechamento adequada e importante para manter a continência urinária e fecal. Alguns estudos demonstram que, durante a contração voluntária dos MAP, ocorre uma co-ativação dos músculos transversos abdominal, oblíquo interno, oblíquo externo e reto abdominal, ocasionando um aumento da pressão esfincteriana. 4

Sucesso do Tratamento

Controlar a atividade dos músculos pélvicos e abdominais durante a reabilitação torna-se fundamental para atingir sucesso na terapia.  Neste contexto, é extremamente importante o paciente :

  • Ter boa consciência dos Músculos do Assoalho Pélvico – MAPs
  • Ter boa consciência dos Músculos Abdominais – Transverso do Abdômen
  • Ter respiração diafragmática adequada – contração MAPs e abdômen na expiração
  • Postura correta para realização dos exercícios abdominais

Consciência Muscular e Biofeedback

A maior dificuldade do treino dos Músculos do Assoalho Pélvico – MAP é fazer com que o paciente perceba o exercício que está fazendo: se está contraindo a musculatura certa, se está contraindo com força suficiente. O jeito mais moderno e eficiente de se ensinar essa contração é utilizando um dispositivo tecnológico chamado de biofeedback. 5

O biofeedback consiste em um equipamento que seja capaz de fornecer uma resposta visual e/ou sonora durante o exercício permitindo que o paciente perceba e tenha consciência do seu corpo e musculatura. 5

Para pacientes que têm pouca ou nenhuma “sensação” da musculatura do assoalho pélvico, o biofeedback pode ser uma das melhores escolhas de tratamento para o paciente primeiramente identificar a musculatura correta que deve ser ativada durante o exercício.

Indicação do biofeedback

Os profissionais da área costumam indicar esse tratamento principalmente para pacientes que sofrem de estresse, porém, atualmente, está sendo muito utilizado também pela área esportiva, para reduzir a ansiedade antes do jogo e melhorar o desempenho. Já foram registrados resultados positivos nos seguintes casos:

  • ansiedade;
  • depressão leve;
  • epilepsia;
  • dor de cabeça;
  • falta de concentração;
  • tensão muscular;
  • reeducação neuromuscular;
  • dores crônicas;
  • hipertensão;
  • asma;
  • problemas circulatórios;
  • síndrome de Raynaud;
  • bruxismo;
  • incontinência urinária;
  • déficit de atenção em crianças.

Benefícios do Biofeedback

A utilização do biofeedback de EMGs na prática clínica apresenta vários benefícios, tanto para o paciente, quanto para o terapeuta:

Para o Paciente:

  • Aumentar a consciência da atividade psicofisiológica, reação e recuperação da estimulação;
  • Aumentar auto-eficácia e confiança na sua capacidade de auto-regulação psicofisiológica;
  • Aprender a usar o relacionamento entre pensamento, comportamento e funcionamento fisiológico;
  • Desenvolver auto-regulação psico-fisiológica geralmente não aprendida sem esta informação, tornando a aprendizagem destes procedimentos mais rápida;
  • Fornecimento de uma terapia não farmacológica, segura e eficaz.

Para o Terapeuta:

  • Fonte valorosa de diagnóstico e informação terapêutica;
  • Velocidade e a continuidade com que a informação é fornecida ao terapeuta e ao paciente;
  • Avaliação e documentação de mudanças psico-fisiológicas durante a sessão e o tratamento;
  • Aumentar o interesse e a confiança profissional para promover terapias auto-regulatórias psico-fisiológicas;
  • Quantificar os resultados da atividade muscular;
  • Fornecer ao terapeuta através de gráficos e traçados, a função e disfunção muscular;
  • Calibrar a resposta do paciente mediante a instrução verbal do terapeuta;
  • Observar se o paciente atingiu o objetivo, mediante a visualização gráfica.

Esquemático do Biofeedback

O Biofeedback consiste na interação de paciente, terapeuta e equipamento conforme esquemático abaixo:

esquematico_biofeedback_Miotec

Fig. Esquemático de funcionamento do Biofeedback

O terapeuta configura o equipamento com o protocolo necessário para a reabilitação do paciente.  O equipamento faz a captação dos sinais biológicos do paciente, enviando o biofeedback visual e sonoro para o paciente e o terapeuta.  O paciente é motivado pelo terapeuta e pelo equipamento.

Biofeedback Temáticos

O Biofeedback temático, como o próprio nome já diz, mostra o feedback dos sinais biológicos envolto em um tema mais atraente e lúdico para o paciente.

Fig.  funcionamento de um biofeedback temático – pássaro

O software de biofeedback Biotrainer da Miotec permite a utilização de diversos temas como: Aviãozinho, Asa delta, balão, fada, passarinho, e peixe.

Biofeedback com jogos – Gameterapia

Como o próprio nome já diz, essa metodologia diz respeito ao uso de videogame nas sessões fisioterapêuticas.  Essa modalidade apresenta vários benefícios, pois torna a sessão de biofeedback mais dinâmica e menos monótona.

Não tratamos aqui de videogames comuns, mas jogos que são controlados pelos estímulos biológicos registrados pelo equipamento, que fornece um biofeedback imediato que é capaz de interagir com o andamento do jogo.

Infográfico Gameterapia Miotec

Fig. Esquemático de funcionamento da gameterapia com EMG – Biorock

Os Biogames da Miotec apresentam jogos de biofeedback eletromiográfico, onde a atividade elétrica dos músculos comanda a ação dos jogos. O paciente pode se sentir um Astro do Rock acompanhando as notas da guitarra – Biorock ou sentir-se um maquinista no comando de um trem – Biotrain. Pacientes com incontinência urinária tem tido ótimos resultados quando praticam protocolos fisioterapêuticos de forma mais interativa e divertida

Realidade Virtual

A realidade virtual assim como a gameterapia fazem parte da Reabilitação Virtual, onde é possível criar um ambiente virtual favorável para treinar as capacidades fisiológicas do paciente tais como: Força muscular, equilíbrio, coordenação intra e extra-muscular, resposta muscular e flexibilidade por exemplo.

Com a realidade virtual é possível criar um ambiente mais imersivo, aumentando a dificuldade para o paciente, pois ele tem uma linha paralela com a realidade, tornando o jogo mais interativo e real.

Utilizando óculos de realidade virtual, o paciente fica totalmente imerso em um ambiente virtual utilizando sensores de biofeedback. O cenário responde aos estímulos biológicos do paciente. Nenhum outro método conhecido contempla tamanha eficiência.

Realidade Virtual Miotec

Fig.  biofeedback com realidade virtual – BioFarm

Um bom exemplo disso, é o jogo “Farm” utilizado com o dispositivo BioMovi da Miotec, onde o paciente fica imerso em um ambiente de uma fazenda. A contração do assoalho pélvico ativa diversos acontecimentos como  a movimentação de cavalo, vôo de pássaros, movimentação de um moinho.  Esse tipo de biofeedback permite uma intereção mais livre de protocolos, permitindo ao paciente experimentar seu próprio corpo enquanto se diverte.

Tipos de biofeedback

Existem vários dispositivos de biofeedback que oferecem diferentes respostas fisiológicas que podem auxiliar tanto o paciente quanto o terapeuta nesse processo de reabilitação das disfunções do assoalho pélvico, tais como:

  • Eletromiografia (EMG): faz a captação da atividade elétrica dos músculos em microvolts, sendo a mais utilizada para esse fim. Os sensores são colocados sob a pele, no músculo em que se deseja medir e cuja tensão se quer controlar. Por meio dos sinais elétricos transmitidos pelos músculos, o aparelho de feedback transmite as respostas em forma sonora ou visual, para que o paciente aprenda a controlar o nível de contração dos músculos;
  • Temperatura Periférica (TP): é proporcional ao nível de sangue na área e medida por meio das mãos e dos pés. Quanto menos sangue, menor a temperatura do músculo — e vice-versa;
  • Eletroencefalograma (EEG): demonstra a atividade cerebral quantificando as ondas beta, alfa e teta;
  • Resposta Galvânica da Pele (GSR): é muito utilizada no procedimento para aprendizagem de relaxamento, já que analisa as glândulas que produzem suor nas mãos e identifica situações de estresse ou ansiedade;
  • Aferidor de Pulso (FC): indicado para o controle do sistema cardiovascular, pois ajuda o paciente a medir a frequência cardíaca;
  • Esfigmomanômetro (PA): indicado para o controle do sistema vascular e cardiovascular.

Por ser um procedimento que depende 100% do empenho e da dedicação do paciente, é indicado para qualquer pessoa que precise controlar alguma atividade involuntária de seu corpo. O resultado depende muito do quadro de cada paciente, assim como o tempo de tratamento, por isso não há como estipular um tempo de tratamento padrão.

Justamente por ser um processo “puro”, sem uso de medicamentos, o custo-benefício dessa atividade é muito vantajoso. No momento em que o corpo do paciente aprende a controlar os movimentos que estão sendo estimulados e tratados, esse aprendizado fica memorizado. A partir daí, são necessárias apenas algumas manutenções, dependendo do caso tratado. Esse processo é diferente do que ocorre com o uso de fármacos, onde, assim que o corpo para de receber a dose, o efeito de melhoria desparece — e ainda pode haver efeito colateral.

Além de tudo isso, o paciente não se torna dependente da máquina, mas sim aprende a relaxar e fica apto a usufruir seus benefícios diariamente.

O biofeedback é muito bem-aceito e indicado pelos profissionais da saúde. Além de funcional, tem pouco ou nenhum efeito colateral, é o mínimo intrusivo possível e é acessível financeiramente.

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Conheça 10 motivos para investir em gameterapia

A evolução da medicina e as descobertas da ciência sobre o corpo humano permitiram vários avanços no campo da fisioterapia. Essa área da saúde que é tão importante no estudo, prevenção e tratamento de distúrbios na funcionalidade e biomecânica dos órgãos e sistemas humanos, cada dia apresenta novas opções para melhoria da qualidade de vida das pessoas, como a gameterapia.

Como o próprio nome já diz, essa metodologia diz respeito ao uso de videogame nas sessões fisioterapêuticas, ortopédicas e neurológicas. Já ouviu falar deste tema? Preparamos uma lista de 10 motivos pelos quais é benéfico investir nessa modalidade de tratamento. Confira!

1- A Gameterapia incentiva a atividade cerebral

A interação com os jogos de videogame permite que o paciente também faça uma atividade cerebral, pois ele precisa conhecer os desafios propostos pelo jogo, tentar ganhar e traçar estratégias, o que resulta em melhoras no quadro clínico.

2- Facilita a adaptação de crianças ao tratamento médico

Fazer sessões de fisioterapia não é fácil, principalmente para crianças, que têm dificuldade em se adaptar a rotina médica. Com o uso do videogame essa atividade será também bem mais prazerosa.

3- Torna a sessão de fisioterapia mais dinâmica e menos monótona

A gameterapia é utilizada juntamente com outros tratamentos mais tradicionais, ou seja, em sessões com 40 minutos, ela é aplicada no começo, meio ou fim da sessão, o que deixa a prática mais agradável, leve e estimulante.

4- Reduz os custos gerais do tratamento

Com a utilização da gameterapia o custo hospitalar do paciente também é reduzido, como a melhora é mais rápida, o paciente fica menos tempo em internação.

5- Une entretenimento e cuidado com a saúde

A máxima “rir é o melhor remédio” também se encaixa no propósito da gameterapia. A diversão e o entretenimento são caminhos reconhecidos pela ciência nos tratamentos de saúde.

6- Traz bons resultados em pacientes com dano cerebral

A comunidade médica tem visto com otimismo os bons resultados do uso dos videogames no tratamento de pessoas que tiveram tumores cerebrais. A resposta nas sessões de fisioterapia são potencializadas significativamente.

7- Tira o foco da dor

O uso do videogame funciona como uma distração para o paciente, já que muitos movimentos da sessão de fisioterapia tradicional acabam sendo cansativos e causam certo desconforto durante a execução.

8- Melhora o equilíbrio

Jogos com sensores de movimento tem auxiliado pacientes neurológicos e ortopédicos na melhoria do equilíbrio e coordenação motora. A concentração nas etapas do jogo é um incentivo para aperfeiçoar a resposta ao tratamento.

9- Diminui a ocorrência de depressão nos pacientes

Não é fácil passar por um tratamento de fisioterapia, por isso é comum que a verificação de quadros depressivos nos pacientes. Mas a gameterapia também é importante para reverter essa situação, médicos já observaram que a técnica reduz a ocorrência de depressão durante o processo terapêutico.

10- Amplia as alternativas de recuperação do paciente

A inserção de mecanismos de entretenimento na medicina moderna é um caminho sem volta e cheio de propostas de crescimento. Muitos especialistas em jogos estão desenvolvendo videogames para uso exclusivo na gameterapia. Um mercado promissor, que só traz melhorias para profissionais, médicos e pacientes.

 

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Você sabe a diferença entre Eletromiografia e Biofeedback Eletromiográfico ?

Para entender essa diferença necessitamos saber que ambas as técnicas são feitas com equipamentos tecnológicos que permitem a captação dos sinais provenientes da musculatura.

A grande dúvida existente é que vários equipamentos disponíveis no mercado são capazes de realizar Biofeedback Eletromiográfico, mas poucos são os que permitem fazer Eletromiografia. Isso se deve ao fato de que para um sinal de Eletromiografia seja captado é necessário que o equipamento permita a captura de uma taxa de amostragem muito grande.

Existe uma lei da física chamada “lei de nyquist”, que diz que se você quer demonstrar uma quantidade “x” de amostras de sinal, você deve poder captar uma quantidade de “2x”, ou seja, o dobro dessas amostras.

A taxa de amostragem ou a frequência de disparo da musculatura está entre 20Hz e 500Hz, ou seja, para que seja possível analisar as frequências de disparo de 500HZ, é necessário no mínimo que o equipamento permita captar 1000HZ de taxa de amostragem. Equipamentos que não tenham frequência de amostragem de 1000 HZ, no mínimo, não podem ser considerados equipamentos que realizam Eletromiografia, mas sim equipamentos que permitem que sejam capturados sinais de Biofeedback Eletromiográfico, onde o sinal captado possui poucas amostras, e representa apenas o envoltório do sinal de Eletromiografia.

Mas então qual é a diferença entre Eletromiografia e Biofeedback Eletromiográfico no que diz respeito ao dia – a – dia clínico ou de pesquisa?

Resumidamente a Eletromiografia é utilizada para avaliar o paciente e o Biofeedback Eletromiográfico para o tratamento. O sinal eletromiográfico devido ao número de amostras permite ao profissional de saúde verificar o disparo das frequências em um intervalo de tempo. Como se trata de um formato de sinal complexo, uma interpretação das informações é necessária para que se obtenha alguma conclusão do que esta sendo representado no sinal. A principal função clínica é descobrir quais as fibras musculares que estão sendo ativadas.

Como sabemos, os tipos de fibras que constituem a musculatura humana, dependem da genética de cada indivíduo. Ou seja, se o disparo de fibras acontece de 20Hz a 60Hz, esse indivíduo possui fibras do tipo Tônicas (fibra vermelha). Se o disparo for de 60Hz a 75Hz, a fibra será Intermediária (rosa) e se o disparo for de 75Hz a 500Hz, a fibra é Fásica (branca).

Descobrir o tipo de fibra que cada indivíduo possui é de fundamental importância para se definir qual será o tratamento utilizado, em uma recuperação muscular ou em uma melhoria de desempenho.

Sem a Eletromiografia é praticamente impossível descobrir essa informação. A partir do momento que se define o tipo de fibra que é predominante a cada indivíduo, é possível determinar qual é o protocolo que deve ser elaborado para as terapias de Biofeedback.

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Sinal de Eletromiografia

O Biofeedback Eletromiográfico é uma terapia mais voltada ao paciente. Nada mais é do que o sinal de Eletromiografia representado em uma amostragem menor para que fique fácil do paciente perceber o que está acontecendo com sua musculatura durante uma atividade funcional.

Existem vários tipos de Biofeedback, que incluem representação gráfica ou sonora da atividade.

A grande importância de fazer uma avaliação eletromiográfica antes de iniciar um tratamento por meio do biofeedback é o fato que dependendo do tipo de fibra que é disparado e o objetivo do tratamento os protocolos a serem aplicados serão diferentes.

Por exemplo, o protocolo de tratamento de Biofeedback aplicado em um individuo que precise de fortalecimento muscular será diferente de acordo com a predominância de fibras que provêm da genética do mesmo. Se esse tipo de avaliação não for feita previamente, não se conseguirá efetividade no tratamento.

Após a aplicação do Biofeedback é importante fazer uma reavaliação com a eletromiografia para acompanhar a evolução do paciente.

Passos para avaliação e tratamento muscular:

  • Passo 01 – Avaliação de Eletromiografia
  • Passo 02 -Treinamento de Biofedback
  • Passo 03 – Reavaliação de Eletromiografia

Com o uso do Biofeedback o cérebro do paciente começa a se condicionar qual é a melhor forma de executar os movimentos, fazendo com que se consiga melhor aproveitamento muscular.

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Sinal de Biofeedback

E agora, ficou alguma dúvida de como é essencial utilizar essas técnicas em seus atendimentos? Sem elas você continuará aplicando a subjetividade, na busca da melhora de seus pacientes.

 

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O uso da tecnologia na reabilitação física em clínicas de fisioterapia

A era tecnológica impactou todos os aspectos da vida moderna. Apesar da opinião dos mais pessimistas e críticos, que argumentam que ela nos escraviza, percebemos, cotidianamente, como as inovações podem revolucionar a vida das pessoas. Exemplo disso é o emprego da tecnologia na reabilitação física.

As clínicas de fisioterapia têm apostado em métodos de computação no tratamento de seus pacientes — e os resultados são surpreendentes. No post de hoje, vamos abordar o uso de equipamentos modernos nesse setor e mostrar como eles colaboram com o processo de reabilitação. Acompanhe!

Gameterapia: utilizando a tecnologia na reabilitação física de pacientes

Já há múltiplas pesquisas em andamento acerca do uso de jogos eletrônicos no processo de reabilitação física, especialmente, em pacientes da terceira idade e/ou com mal de Parkinson.

O carro-chefe desse tipo de estudo são as pesquisas envolvendo a utilização do console do videogame japonês Nintendo Wii. Esse aparelho usa mecanismos de acelerômetro e giroscópio em seu joystick, possibilitando que os movimentos do corpo controlem os games.

As pesquisas com o Wii na reabilitação de pacientes em fisioterapia começaram nos Estados Unidos, Canadá e Europa, mas a técnica já é largamente implementada como terapia no Brasil. A clínica de fisioterapia da Universidade Cidade de São Paulo (Unicid) foi uma das primeiras a aderir ao uso do game como parte da fisioterapia.

Um estudo desenvolvido no Canadá mostrou que pacientes que foram submetidos ao tratamento com o videogame, como terapia complementar, obtiveram uma melhora nos movimentos dos membros superiores muito maior que outro grupo de pacientes, nos quais apenas a terapia convencional havia sido aplicada.

Como a técnica funciona

A terapia com o console da Nintendo ajuda os pacientes na reconquista do equilíbrio e da coordenação motora, fortalecendo os músculos e estimulando a atividade cerebral, além de promover outros benefícios. Trata-se de um método lúdico de superar as limitações impostas pela doença ou pela idade.

Atualmente, também o Xbox, da Microsoft, que é mais recente que o Wii, tem sido utilizado em sessões de gameterapia por conta de seu acessório kinect. Ele lê os movimentos do jogador, transformando-os em comandos nos games.

Como você pôde perceber, os videogames se transformaram em peças importantes nos tratamentos ortopédicos. É importante ressaltar que a terapia com games não substitui outras práticas terapêuticas, embora ela possa auxiliar na complementação do tratamento — uma vez que ela leva o paciente para outra realidade.

As sessões de gameterapia são indicadas para qualquer paciente, independentemente de sua faixa etária.

Ao final do jogo virtual, os equipamentos fornecem gráficos ao profissional, para que ele consiga analisar a evolução do tratamento.

Softwares: outros recursos inovadores no tratamento fisioterápico

Há também programas de computador desenhados para ajudar pacientes em reabilitação física. Dentre eles destaca-se o GenVirtual. Essa aplicação é uma ferramenta de musicoterapia que se utiliza do recurso de realidade aumentada para oferecer aos pacientes a acessibilidade aos instrumentos virtuais.

Como se dá o funcionamento desse software? É simples: por meio de uma webcam, capturam-se imagens de cartas que contêm o desenho das sete notas musicais, as quais estão dispostas ao alcance das mãos do paciente. A partir dessas imagens, o programa cria cubos 3D na tela do computador, que respondem tocando as notas das respectivas cartas.

O recurso tem se mostrado bastante útil no tratamento musicoterápico de crianças com distrofia muscular e que, por suas limitações físicas, ficam impossibilitadas de manejar um instrumento musical.

Desenvolvido na Universidade de São Paulo (USP) pela professora Ana Grasielle Dionísio Corrêa e sua equipe, no Laboratório de Sistemas Integráveis do Departamento de Sistemas Eletrônicos da Poli, o software foi projetado a partir da observação dos trabalhos de terapeutas ocupacionais e de musicólogos da AACD. Sua utilização é destinada, especialmente, ao tratamento de crianças com distrofia muscular, auxiliando na melhora não só das funções motoras, mas da parte cognitiva também.

Para deixar mais claro como esse tratamento funciona, é importante você saber um pouco mais sobre a musicoterapia. O tratamento utiliza os elementos musicais, como a melodia, sons e harmonia para melhorar e ampliar as funções do indivíduo. Dessa forma, ela não trabalha apenas a interação e mobilidade com os instrumentos, mas também os reconhecimentos de sons, mobilidade e memória visual.

Com o GenVirtual algumas funções são adicionadas, proporcionando diversos benefícios para os pacientes.

Biofeedback eletromiográfico: captando a atividade elétrica

O biofeedback eletromiográfico é um recurso utilizado para monitorar as atividades musculares dos pacientes. Por meio dele é possível verificar qual é a proporção de atividade de determinado músculo e, também, identificar se ele está ativo ou não.

É importante enfatizar que esse tratamento pode ser empregado em diversas áreas da medicina, uma vez que ele fornece dados sobre as reações do corpo do paciente como um todo.

Os músculos da região pélvica são responsáveis por contribuir para a qualidade das relações sexuais e, principalmente, para a continência fecal e urinária. Sendo assim, esse recurso isola os músculos adjacentes. Ao utilizar eletrodos intracavitários ou superficiais, o biofeedback eletromiográfico ajuda o paciente a trabalhar somente o assoalho pélvico, aumentando a propriocepção do paciente.

As pessoas que podem ser beneficiadas com essa técnica são aquelas que apresentam disfunções sexuais, incontinência fecal, urinária, dor muscular e de cabeça. Para alcançar um resultado satisfatório, o paciente deve realizar duas sessões semanais, com a duração de 45 minutos cada.

BioMovi: um recurso inovador

As inovações da tecnologia na reabilitação física não param por aí. Você já ouviu falar no BioMovi? É um dispositivo que pode ser utilizado junto a um smartphone, o qual é posicionado no interior dos óculos de realidade virtual do paciente e, ao mesmo tempo, também contém um sensor de eletromiografia para capturar o sinal muscular.

Essa técnica tem a finalidade de capturar a intensidade da contração muscular em microvots. Por meio dela, o paciente interage em um cenário virtual extremamente empolgante onde a atividade elétrica do músculo dá vida ao jogo.

O BioMovi permite que o profissional tenha o controle sobre o andamento do jogo, podendo alterar o grau de dificuldade, de acordo com as suas necessidades. Dessa maneira, ele também conseguirá modificar, diminuir ou aumentar o esforço muscular, o tempo de repouso e de recrutamento muscular.

O uso da tecnologia na reabilitação física veio para revolucionar os tratamentos ortopédicos, melhorando os resultados dos pacientes e, consequentemente, garantindo a satisfação deles quanto à fase de recuperação. Portanto, não deixe de investir em sua clínica. A tecnologia pode se tornar um enorme diferencial competitivo no mercado moderno.

Agora que você já sabe como o uso da tecnologia auxilia na reabilitação física, aprofunde os seus conhecimentos e descubra qual é o grande diferencial do BioMovi na reabilitação virtual e gameterapia. Boa leitura!

 

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Por que a fisioterapia esportiva é tão importante?

A fisioterapia esportiva é uma prática da medicina do esporte que identifica, trata e recupera as lesões causadas pelo exercício físico. Devido ao elevado número de indivíduos que praticam atividades físicas na atualidade, os benefícios que elas proporcionam e o ascendente mercado de trabalho, constitui-se como uma especialidade promissora.

Vale lembrar que a atuação profissional é voltada tanto para os atletas, quanto para as pessoas que praticam esportes regularmente. Se você quiser saber mais detalhes sobre o assunto, continue conosco e conheça todos os detalhes da fisioterapia esportiva!

O que é fisioterapia esportiva 

A fisioterapia esportiva é uma área da fisioterapia convencional focada na recuperação de atletas e de praticantes de exercícios físicos. O objetivo é prevenir e tratar as lesões causadas pelo desgaste excessivo das articulações e do tecido muscular.

Além disso, o intuito do fisioterapeuta é proporcionar retorno do indivíduo ao esporte em curto prazo. Por meio do diagnóstico cinético funcional e dos exames pertinentes ao caso clínico do paciente, é possível instituir métodos fisioterapêuticos específicos e acompanhar a evolução do tratamento. 

Resumidamente, o fisioterapeuta desportista:

  • prepara os atletas para competições;
  • previne lesões e dores em pessoas que praticam atividades físicas;
  • recupera as contusões ocasionadas pelo esporte.

Como funciona a fisioterapia focada no esporte

Antes de tudo, essa é uma técnica que busca prevenir e recuperar os acidentes ligados à prática de esportes, além de potencializar a resistência muscular e a força de um indivíduo. Assim, é um procedimento indicado para todas as idades, pois busca sempre o melhor atendimento ao paciente, dando total atenção às lesões e à melhora do condicionamento físico.

Além disso, ela auxilia na prevenção do retorno das lesões e outras contusões decorrentes delas, tais como:

  • luxações;
  • lesões em ligamentos;
  • tendinites;
  • entorse;
  • fraturas.

Tratamentos aplicados na recuperação do paciente

Como destacado no tópico anterior, o foco do tratamento da fisioterapia esportiva é a recuperação do paciente. Para atingir esse objetivo, o tratamento é realizado por meio dos seguintes recursos:

Vale destacar que os recursos empregados são definidos de acordo com o local e o tipo de lesão, assim como as necessidades do paciente, em razão da modalidade esportiva que ele pratica.

Ou seja, para que o tratamento seja bem-sucedido, ele é elaborado para atender as necessidades específicas de cada pessoa. Para isso, são analisadas suas deficiências e também consideradas as suas demandas funcionais, trabalhando assim, as regiões do corpo que são mais exigidas pelo esporte que ela pratica.

Desse modo, o fisioterapeuta precisa entender que cada esporte possui determinado impacto no corpo. Atividades como vôlei, futebol e basquete, por exemplo, costumam desencadear problemas nos ombros, quadril e tornozelo. Se não tratados, essas pequenas dores podem evoluir para lesões mais graves, como endinopatias, bursites, artrites etc.

Portanto, cabe ao profissional avaliar a postura do atleta durante os exercícios físicos, bem como os seus sintomas clínicos: dores nas articulações, queimações, estalos nos ombros, pisada torta, viradas de pé constantes, formigamentos, entre outros.

Nesse momento, é muito importante fazer uma série de perguntas ao paciente a fim de descobrir os problemas que surgiram após o indivíduo iniciar a atividade física regular.

Mas, você pode se perguntar: essa investigação não é função de um ortopedista?

Bom, de modo geral, o trabalho do fisioterapeuta é bem parecido com o do médico responsável por tratar os problemas relacionados ao aparelho locomotor. No entanto, existe uma diferença crucial. O fisioterapeuta esportivo, diferente do médico, é especializado em atividade física.

Portanto, ele conhece exatamente quais são as necessidades exigidas em quadra e saberá traçar um plano de tratamento focado na recuperação das lesões. Lembre-se de que o objetivo do profissional é fazer com que o atleta volte a vida normal o mais rápido possível. 

Entretanto, o retorno às atividades deve acontecer de maneira gradual, com a retomada de treinos mais pesados pelo paciente apenas quando já estiver apto para realizá-los.

Atuação do fisioterapeuta esportista 

Além de realizar terapias manuais, funcionais e com a ajuda de aparelhos, o fisioterapeuta desportivo também pode atuar dentro de quadra. Um profissional que auxilia um time de futebol, por exemplo, deve trabalhar junto com o preparador físico e treinador do atleta.

Observando a atuação do paciente durante o esporte, fica mais fácil de traçar planos de correção postural, avaliar o tipo de pisada do atleta (e, se for o caso, recomendar um calçado mais adequado), entre outros. Nesses casos, o fisioterapeuta propõe mudanças tanto para corrigir lesões e dores já existentes, quanto para prevenir problemas futuros.

Vale destacar que, quem trabalha em um clube grande (seja de futebol, vôlei, ginástica etc.) deve propor uma terapia focada no rendimento do atleta durante a temporada. Desse modo, além de evitar e tratar dores e lesões, é preciso certificar-se de que o jogador conseguirá cumprir o seu programa individual.

É possível fazer isso de diversas formas, como realizando desaquecimentos após um treino intenso, propondo exercícios para relaxar a musculatura etc.

Benefícios da fisioterapia esportiva

A recuperação não é o único benefício da fisioterapia esportiva, por isso vamos explicar alguns deles para você. Confira quais são!

Promoção de atividades físicas na atenção primária à saúde

O fisioterapeuta que atuar na medicina esportiva poderá sugerir atividades ou exercícios físicos para prevenir o aparecimento de doenças. Nesse contexto, deve trabalhar junto dos médicos, nutricionistas e farmacêuticos para indicar o melhor exercício físico de acordo com o perfil clínico do paciente — além de considerar as limitações físicas.

Também é importante que o fisioterapeuta esportivo estabeleça uma rotina para o acompanhamento dos indivíduos que já apresentam doenças crônicas e querem diminuir as complicações clínicas.

Prevenção e recuperação de lesões musculoesqueléticas nos indivíduos

O fisioterapeuta esportivo é responsável por realizar o diagnóstico clínico da lesão e propor exercícios para sua recuperação funcional e o retorno à prática do esporte. Também identifica, por meio de exames específicos, as propriedades fisiológicas, biofísicas e biomecânicas do tecido musculoesquelético para analisar a gravidade da lesão e realizar as intervenções terapêuticas necessárias.

Um dos maiores desafios desse profissional é estabelecer a conduta clínica que não comprometa o desempenho físico já adquirido do atleta — e prever o retorno às atividades desportivas sem prejuízo clínico.

Pesquisa epidemiológica e fatores relacionados à assistência fisioterapêutica esportiva

Por fim, esse profissional também fará levantamentos dos principais problemas clínicos apresentados pelos pacientes, a fim de pesquisar suas causas e consequências, assim como verificar a efetividade do tratamento proposto.

Podem ser levantadas questões sobre as modalidades esportivas mais indicadas por pacientes e estudar diferentes formas de inserção dos indivíduos com deficiência intelectual e portadores de necessidades especiais.

Área de atuação do profissional da fisioterapia esportiva

O especialista na área poderá trabalhar em todos os níveis de atenção à saúde. Atuando nos postos de saúde, garantirá uma saúde esportiva preventiva de doenças ou a realização de grupos operativos de pacientes com as mesmas limitações físicas.

Também pode atuar em clubes esportivos, academias ou em clínicas próprias. As principais atribuições desse profissional nesses ambientes é o preparo físico de jovens para as categorias de base das modalidades esportivas, a prevenção e a recuperação de lesões.

Nas clínicas próprias, podem fazer o diagnóstico clínico, estabelecer metas de exercícios e propor métodos para evitar novas lesões.

Mercado de trabalho

Como pudemos ver, o mercado de trabalho da fisioterapia focada no esporte é bastante promissor. Além de ter a oportunidade de atuar em clubes, academias etc., uma boa alternativa é focar seus atendimentos nos atletas e esportistas amadores.

Após os jogos que aconteceram no Brasil (Olimpíadas, Copa do Mundo e Pan-Americano), as pessoas de uma forma geral começaram a ter mais interesse pelo esporte. Como consequência, o número de indivíduos lesionados também aumentou.

Nesses casos, o fisioterapeuta vai ajudar as pessoas a executarem os exercícios de forma correta, garantindo que o rendimento do paciente será melhor. 

Papel do fisioterapeuta na performance do paciente

O objetivo do fisioterapeuta é devolver o paciente — o mais breve possível — à sua prática esportiva, mas, para atingi-lo, o avanço na reabilitação do paciente deve ser diariamente baseado na avaliação desse profissional.

Aliada a essa responsabilidade, o fisioterapeuta também exerce papel decisivo ao ajudar o paciente a superar o medo de recomeçar as suas atividades esportivas. Dessa forma, o atleta consegue retomar a autoconfiança e retornar ao esporte com mais segurança e sem correr riscos de adquirir novas lesões.

Um fator que merece ser destacado nesse processo, é o fato da fisioterapia esportiva ter evoluído muito nos últimos anos, ganhando destaque com o grande número de atletas que têm se recuperado de forma cada vez mais rápida e eficiente, em virtude dos avanços da medicina nessa área.

Importância da fisioterapia no esporte

Como você pode perceber, essa prática faz toda a diferença por devolver ao atleta lesionado o seu condicionamento físico, reforçando essa condição para uma performance esportiva com menos riscos de lesões no futuro.

Dito isso, o trabalho da fisioterapia esportiva se diferencia muito dos outros, pois os resultados devem ser mais rápidos e efetivos, para que ele retome suas atividades e consiga voltar a exercer o seu trabalho de maneira impecável.

E com a sua importância — além de ser uma especialidade reconhecida desde 2007 pelo Conselho Federal de Fisioterapia —, a fisioterapia esportiva tem ganho visibilidade e se consolida cada vez mais como uma profissão do futuro.

Um cenário favorecido pela divulgação das informações pertinentes a essa especialidade, além do aumento do número de adeptos ao esporte e dos benefícios de abrir uma clínica para prestar esse serviço. Portanto, se você está pensando em abrir sua própria clínica, considere oferecer serviços direcionados à área da fisioterapia esportiva.

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A fisioterapia vista por outro ângulo

Na atualidade, existem diversos métodos de avaliação, fator que causa controvérsia na escolha de qual o melhor método a ser utilizado com os pacientes. É sempre recomendado ter uma boa avaliação para que, em seguida, se defina qual é o tratamento adequado obtendo assim melhores resultados durante a terapia.

 

Defina a metodologia de atendimento!

Antes de realizar uma avaliação, ou iniciar um tratamento, é importante definir uma metodologia. Baseado nas informações que os pacientes relatam em suas primeiras consultas, os profissionais se perguntam sobre qual a melhor forma de tratar determinada patologia apresentada. A informação da queixa dos pacientes serve como primeiro passo a ser dado para inicio das avaliações.

Porém, muitos profissionais não seguem um método que tenha uma comprovação científica, a qual garante maior eficácia durante o tratamento. Este fato, muitas vezes, passa insegurança para os pacientes e não assegura devida credibilidade ao profissional. Não existe uma “Receita de Bolo” para se realizar um atendimento, mas quando ele é padronizado sua agilidade e eficácia são maiores. Os métodos podem ser criados pelo próprio profissional ou buscando conhecimento na literatura, ou em experiências de sucesso com outros profissionais na mesma área de atuação.

“Ter método aperfeiçoa e qualifica os processos”

 

A transformação da Fisioterapia

Não basta ter um grande número de pacientes, assim como, ter um bom atendimento. No mundo moderno se faz necessário uma evolução diária e nela devemos apresentar muita transparência com os pacientes, a qual é atingida mostrando resultados em números, explicando o porquê da escolha entre “essa ou aquela” terapia. Além disso, é necessário saber como passar a informação para o paciente explicando porque ele deve ser atendido em sua clinica e não em outra. O diálogo com o paciente é tão importante na hora do atendimento como na hora de cativa-lo.

Portanto, além de uma metodologia que envolva avaliação, o tratamento é também necessário que exista uma gestão clinica eficiente. O conjunto dessas informações possibilita que o profissional aumente o número de atendimentos e assim como o índice de satisfação dos pacientes, trazendo valorização ao trabalho do profissional, e principalmente fidelização pela credibilidade e transparência transmitidas.

A partir do momento que o profissional, além de atender seus pacientes, entende que ele deve assumir novas responsabilidades, por exemplo, buscar novos conhecimentos sobre tratamentos, tudo se torna mais claro e fácil.

“Não basta evoluir, tem que transformar”

 

Fisioterapeuta sendo Gestor de seu negócio

Para que exista uma verdadeira transformação dos atendimentos, é necessário que o fisioterapeuta se veja como administrador do seu negócio, buscando rentabilidade nos atendimentos, tendo boas noções de quantos pacientes é necessário conquistar e quanto deve ser o valor de seus atendimentos.

A partir do momento em que o fisioterapeuta se enxergar, não somente como profissional de saúde, mas sim também um empresário, as decisões estratégicas de sustentação e crescimento de seu negócio serão obtidas com maior chance de sucesso. O Fisioterapeuta tem que buscar o diferencial para seu negócio, o qual pode ser o investimento em tecnologia, pois este é um cenário atual o qual aumenta o valor percebido pelo atendimento fornecido.

O uso de equipamentos tecnológicos e de última geração é parte fundamental desse negócio, porém é necessário que o Fisioterapeuta se informe em relação à existência de tais tecnologias e se instrua em relação ao uso das mesmas de forma a tirar total proveito do que elas oferecem. O Fisioterapeuta deve parar de pensar o quanto custa um produto, mas sim o que se pode ganhar investindo nele.

A escolha por trabalhar com convênio ou atendimento particular, faz parte de uma tomada estratégica de decisão que pode ser a diferença entre manter ou não uma clínica aberta. O que deve se concentrar é no investimento, na evolução e na transformação.

“Nunca se deve apostar todos os ovos numa mesma cesta”

 

Tecnologia em benefício dos atendimentos

A tecnologia envolvida no dia-a-dia da fisioterapia acaba se tornando algo fundamental. Um Fisioterapeuta bem atualizado está sempre um passo na frente, rumo ao sucesso. A análise em números dos resultados através de técnicas, que possuem evidência científica, se torna essencial. Isso tudo acontece porque os pacientes enxergam, através de números e dados, o seu problema e o seu resultado, fazendo sentido à busca do serviço de fisioterapia.

Nas fisioterapias convencionais, na qual os dados não são quantificados, e é tratado de forma subjetiva, o paciente tende a se afastar do tratamento em um menor espaço de tempo e isso é causado, muitas vezes, pela falta de ferramentas que não permitem quantificar dados importantes na tomada de decisão. Essa decisão da terapia correta permite a diminuição no tempo da terapia.

Uma das ferramentas que podem ser utilizadas para quantificar atividades musculares, durante uma atividade funcional, é a eletromiografia de superfície e o biofeedback. Através da Eletromiografia de Superfície se determinam diversos parâmetros da contração muscular, permitindo um auxílio diagnóstico preciso, auxiliando na elaboração de protocolos que vão gerar melhor resposta durante o tratamento. A Eletromiografia e o biofeedback podem ser inseridos como parte da metodologia adotada para os atendimentos, sempre com um intuito de agregar valor aos procedimentos.

“Tecnologia, sua mais nova aliada”

 

O Futuro é o agora e não o amanhã!

As tecnologias, que há pouco tempo estavam presentes somente em filmes de ficção científica, estão ao alcance de nossas mãos, bastando informação para alcançá-las. Um fator que faz os pacientes se afastarem dos tratamentos convencionais é, muitas vezes, a monotonia gerada pelos mesmos. Mas quem disse que uma sessão de fisioterapia não pode ser divertida? Já existem formas de colocar os pacientes “imersos” em cenários de realidade virtual, nos quais eles esquecem que estão em um tratamento e se colocam em um desafio contra eles mesmos. A meta é que eles se superem a cada dia, como se estivessem em um jogo de vídeo game, com a diferença que o comando dos jogos é dado pela própria ação muscular que é captada por sensores conectados a musculatura.

E agora, será que você vai ter que mandar o paciente embora de sua clínica após o tratamento? Fica a pergunta para que você responda. Uma coisa é certa, se não podemos contra ela (Tecnologia) vamos nos aliar e tirar o máximo proveito.

“O lema é : Vamos nos divertir!”

5 avanços da tecnologia na fisioterapia que você precisa saber

Da mesma forma com que cobre diversas áreas das nossas vidas, a tecnologia vem auxiliando de forma incrível o trabalho que é feito na fisioterapia. Não é preciso pensar em filmes de ficção cientifica ou robôs futuristas.

Não estamos falando apenas de máquinas, mas de metodologias sugeridas por variados ramos tecnológicos que se mostram muito eficientes, seja na reabilitação ou no fortalecimento muscular dos pacientes.

Videogames com sensores de movimento, realidade virtual e trajes robóticos, todos são novos métodos utilizados na atualidade. No artigo de hoje, vamos falar sobre quatro avanços da tecnologia na fisioterapia que você precisa saber.

 

Gameterapia e Biofeedback

Isso mesmo, tratar o paciente utilizando jogos interativos tem se mostrado uma tendência, sobretudo pela capacidade do game de estimular a determinação do paciente. Na fisioterapia tradicional, os pacientes realizam movimentos repetitivos e monótonos com pesos e aparelhos.

Os equipamentos contêm sensores que reconhecem todos os movimentos realizados pelo jogador de acordo com os jogos pré-determinados pelo fisioterapeuta, de acordo com a patologia apresentada e o programa de treinamento escolhido. Esses sensores podem ser de eletromiografia (que capta a atividade elétrico dos músculos), inerciais (que captam o movimento), plataforma de força e equilíbrio entre outros.

O videogame de sucesso da Nintendo se mostrou um grande auxiliar para o trabalho de fisioterapeutas, graças ao seu controle de movimento e jogos de esportes – como Golf. Pacientes em trabalho de reabilitação física e neurológica tem mostrado avanços em seus tratamentos utilizando o método, simplesmente por transformar o processo em uma atividade mais divertida.

Os Biogames da Miotec apresentam jogos de biofeedback eletromiográfico, onde a atividade elétrica dos músculos comanda a ação dos jogos. O paciente pode se sentir um Astro do Rock acompanhando as notas da guitarra ou um maquinista no comando de um trem por exemplo. Pacientes com incontinência urinária tem tido ótimos resultados quando praticam protocolos fisioterapêuticos de forma mais interativa e divertida.

Conheça 10 motivos para investir em gameterapia

 

Realidade Virtual

Um estudo recente diz que pessoas que utilizaram jogos em realidade virtual tiveram uma performance cinco vezes melhor do que pacientes que utilizaram métodos convencionais.

A grande tacada é o método: utilizando óculos e luvas de captura de movimento para interagir nos ambientes virtuais, o cérebro treina os músculos (envia comandos) como se fosse no mundo real, acelerando assim o processo de recuperação. Nenhum outro método conhecido contempla tamanha eficiência.

 

Trajes Robóticos

Já há algum tempo em testes, os trajes robóticos começaram a ser utilizados por profissionais de fisioterapia em trabalhos de reabilitação. Feitos de alumínio e titânio, eles envolvem o corpo do paciente ajudando-os a andar novamente.

No início do trabalho, os primeiros passos são acompanhados pelo fisioterapeuta, que analisa o tamanho do passo do paciente e passa essa informação ao traje. Cada passo exige um comando do profissional de fisioterapia.

Com o passar do tempo, o paciente começa, sozinho, a dar o comando de passos graças a botões instalados em um colete. Com treino, ele não precisa mais apertar botões. O paciente já possui equilíbrio e, com um leve movimento (uma indicação de um passo), o traje consegue ajudar o paciente a andar sozinho.

 

Eletroterapia

Aqui é feito o uso de energia elétrica para propósitos medicinais. Dentro da fisioterapia, ela é utilizada da seguinte maneira: os músculos do paciente são estimulados com descargas elétricas para evitar a atrofia por desuso. Ao mesmo tempo, existem benefícios, como aumento da força muscular e melhoria no fluxo sanguíneo.

Você já conhecia algum desses avanços da tecnologia na fisioterapia? Consegue imaginar o uso do videogame em algo delicado como a reabilitação de pessoas?

Se você conhece outras inovações tecnológicas do ramo da fisioterapia, compartilhe com a gente. Não deixe de usar o espaço dos comentários abaixo!

 

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Eletromiografia na avaliação do assoalho pélvico

Assim como a eletromiografia, várias são as maneiras de avaliar a função dos músculos do assoalho pélvico, e nos últimos 20 anos as técnicas foram aperfeiçoadas para um melhor conforto tanto do paciente quanto do terapeuta.

Palpação bidigital, cones vaginais, perineometria, eletromiografia são técnicas importantes por promover feedback sensorial ao paciente. Ultrassom e ressonância magnética também são métodos louváveis por avaliar dinamicamente o assoalho pélvico, porém são utilizados experimentalmente, pelo grande dispêndio de dinheiro.

Continue a leitura deste artigo e saiba mais sobre a eletromiografia na avaliação do assoalho pélvico!

 

Eletromiografia de superfície

A eletromiografia de superfície tem grande importância clínica e de pesquisa para o fisioterapeuta, pois faz a captação da atividade elétrica promovida pelo recrutamento das unidades motoras, e é considerado um dos métodos de maior especificidade na avaliação do assoalho pélvico. A atividade elétrica do músculo é mensurada através de um sensor de eletromiografia acoplado a eletrodos de superfície ou intramusculares (sondas intracavitárias).

Com a eletromiografia é possível saber:

  • O músculo está ativo?
  • O quanto está ativo?

Pacientes com disfunções do assoalho pélvico possuem alterações no tempo de ativação dos músculos do assoalho pélvico (MAP) e músculos abdominais. Com a eletromiografia é possível avaliar a atividade elétrica dos músculos e monitorar a evolução do tratamento.

 

Como funciona?

Fazer um exame de eletromiografia nas musculaturas do assoalho pélvico é simples e rápido:

Eletromiografia do Assoalho Pélvico

 

  • Conexão do aparelho de eletromiografia como computador
  • Preparação do paciente e posicionamento dos eletrodos
  • Escolha do protocolo de avaliação
  • Coleta do exame
  • Análise dos dados
  • Emissão do relatório

 

Apesar de simples, o procedimento ainda necessita de uma normatização dos seus métodos, contudo, ele apresenta uma boa confiabilidade e reprodutibilidade. Os parâmetros que dependem de padronização consistem na posição dos eletrodos, do paciente, do tempo da manutenção da contração, entre outros.

 

eletromiografia_tela

Tela apresentando 2 canais (canal 1 = assoalho pélvico ; canal 2 = abdômem)

 

Quais parâmetros se mostram mais adequados?

 

Posição do paciente

As posições supinas, ponte associada à retroversão pélvica, decúbito lateral e em pé foram as utilizadas nas primeiras descrições sobre a eletromiografia, em 1988.

 

Tipo do sensor

Os eletrodos de superfície se mostram mais adequados para a captação da atividade elétrica porque captam sinal de áreas musculares, e não só de uma fibra específica.

 

Mensuração da contração voluntária máxima e tempo de repouso

A contração voluntária máxima é uma das principais variáveis que são analisadas com a eletromiografia de superfície. Para isso são solicitadas mais contrações e somente a maior de todas é registrada.

Geralmente são três contrações com repouso de 20 ou 30 segundos entre elas, e o resultado utilizado como referência é a média.

 

Medição da duração da contração

A mensuração da duração de concentração muscular é focada na avaliação das fibras musculares do tipo I de contração lenta. Mas é preciso cuidado para analisar o tempo de contração, já que os esfíncteres podem apresentar fadiga.

Em relação à avaliação do endurance muscular, autores utilizam a análise espectral do gráfico de eletromiografia ou o tempo de manutenção da contração em segundos.

 

Tempo de contração

A contração não apresenta sinal elétrico muscular constante, e sim, pequenas oscilações. Por isso, o tempo de contração é mensurado pela análise espectral do gráfico que envolve começo, meio e fim da contração.

Algumas pesquisas associaram a eletromiografia com outras técnicas para avaliação do assoalho pélvico, mas ainda não existem evidências suficientes de que esses procedimentos possam ser comparados.

 

Qual é a importância da eletromiografia na avaliação do assoalho pélvico?

A avaliação funcional proporciona o reconhecimento da capacidade, tonicidade e resistência da contração da musculatura do assoalho pélvico. Isso nos permite conhecer o grau de função que cada paciente apresenta e montar um plano de tratamento personalizado com maiores chances de sucesso terapêutico.

As vantagens da eletromiografia são grandes, especialmente em relação ao feedback do paciente, porém, seus resultados não devem ser considerados como medida direta de força muscular do assoalho pélvico.

Entendeu melhor como funciona a eletromiografia na avaliação do assoalho pélvico? Se você gostou, aproveite e confira mais um de nossos posts: 4 avanços da tecnologia na fisioterapia que você precisa saber!

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