Por que a fisioterapia esportiva é tão importante?

A fisioterapia esportiva é uma prática da medicina do esporte que identifica, trata e recupera as lesões causadas pelo exercício físico. Devido ao elevado número de indivíduos que praticam atividades físicas na atualidade, os benefícios que elas proporcionam e o ascendente mercado de trabalho, constitui-se como uma especialidade promissora.

Vale lembrar que a atuação profissional é voltada tanto para os atletas, quanto para as pessoas que praticam esportes regularmente. Se você quiser saber mais detalhes sobre o assunto, continue conosco e conheça todos os detalhes da fisioterapia esportiva!

O que é fisioterapia esportiva 

A fisioterapia esportiva é uma área da fisioterapia convencional focada na recuperação de atletas e de praticantes de exercícios físicos. O objetivo é prevenir e tratar as lesões causadas pelo desgaste excessivo das articulações e do tecido muscular.

Além disso, o intuito do fisioterapeuta é proporcionar retorno do indivíduo ao esporte em curto prazo. Por meio do diagnóstico cinético funcional e dos exames pertinentes ao caso clínico do paciente, é possível instituir métodos fisioterapêuticos específicos e acompanhar a evolução do tratamento. 

Resumidamente, o fisioterapeuta desportista:

  • prepara os atletas para competições;
  • previne lesões e dores em pessoas que praticam atividades físicas;
  • recupera as contusões ocasionadas pelo esporte.

Como funciona a fisioterapia focada no esporte

Antes de tudo, essa é uma técnica que busca prevenir e recuperar os acidentes ligados à prática de esportes, além de potencializar a resistência muscular e a força de um indivíduo. Assim, é um procedimento indicado para todas as idades, pois busca sempre o melhor atendimento ao paciente, dando total atenção às lesões e à melhora do condicionamento físico.

Além disso, ela auxilia na prevenção do retorno das lesões e outras contusões decorrentes delas, tais como:

  • luxações;
  • lesões em ligamentos;
  • tendinites;
  • entorse;
  • fraturas.

Tratamentos aplicados na recuperação do paciente

Como destacado no tópico anterior, o foco do tratamento da fisioterapia esportiva é a recuperação do paciente. Para atingir esse objetivo, o tratamento é realizado por meio dos seguintes recursos:

Vale destacar que os recursos empregados são definidos de acordo com o local e o tipo de lesão, assim como as necessidades do paciente, em razão da modalidade esportiva que ele pratica.

Ou seja, para que o tratamento seja bem-sucedido, ele é elaborado para atender as necessidades específicas de cada pessoa. Para isso, são analisadas suas deficiências e também consideradas as suas demandas funcionais, trabalhando assim, as regiões do corpo que são mais exigidas pelo esporte que ela pratica.

Desse modo, o fisioterapeuta precisa entender que cada esporte possui determinado impacto no corpo. Atividades como vôlei, futebol e basquete, por exemplo, costumam desencadear problemas nos ombros, quadril e tornozelo. Se não tratados, essas pequenas dores podem evoluir para lesões mais graves, como endinopatias, bursites, artrites etc.

Portanto, cabe ao profissional avaliar a postura do atleta durante os exercícios físicos, bem como os seus sintomas clínicos: dores nas articulações, queimações, estalos nos ombros, pisada torta, viradas de pé constantes, formigamentos, entre outros.

Nesse momento, é muito importante fazer uma série de perguntas ao paciente a fim de descobrir os problemas que surgiram após o indivíduo iniciar a atividade física regular.

Mas, você pode se perguntar: essa investigação não é função de um ortopedista?

Bom, de modo geral, o trabalho do fisioterapeuta é bem parecido com o do médico responsável por tratar os problemas relacionados ao aparelho locomotor. No entanto, existe uma diferença crucial. O fisioterapeuta esportivo, diferente do médico, é especializado em atividade física.

Portanto, ele conhece exatamente quais são as necessidades exigidas em quadra e saberá traçar um plano de tratamento focado na recuperação das lesões. Lembre-se de que o objetivo do profissional é fazer com que o atleta volte a vida normal o mais rápido possível. 

Entretanto, o retorno às atividades deve acontecer de maneira gradual, com a retomada de treinos mais pesados pelo paciente apenas quando já estiver apto para realizá-los.

Atuação do fisioterapeuta esportista 

Além de realizar terapias manuais, funcionais e com a ajuda de aparelhos, o fisioterapeuta desportivo também pode atuar dentro de quadra. Um profissional que auxilia um time de futebol, por exemplo, deve trabalhar junto com o preparador físico e treinador do atleta.

Observando a atuação do paciente durante o esporte, fica mais fácil de traçar planos de correção postural, avaliar o tipo de pisada do atleta (e, se for o caso, recomendar um calçado mais adequado), entre outros. Nesses casos, o fisioterapeuta propõe mudanças tanto para corrigir lesões e dores já existentes, quanto para prevenir problemas futuros.

Vale destacar que, quem trabalha em um clube grande (seja de futebol, vôlei, ginástica etc.) deve propor uma terapia focada no rendimento do atleta durante a temporada. Desse modo, além de evitar e tratar dores e lesões, é preciso certificar-se de que o jogador conseguirá cumprir o seu programa individual.

É possível fazer isso de diversas formas, como realizando desaquecimentos após um treino intenso, propondo exercícios para relaxar a musculatura etc.

Benefícios da fisioterapia esportiva

A recuperação não é o único benefício da fisioterapia esportiva, por isso vamos explicar alguns deles para você. Confira quais são!

Promoção de atividades físicas na atenção primária à saúde

O fisioterapeuta que atuar na medicina esportiva poderá sugerir atividades ou exercícios físicos para prevenir o aparecimento de doenças. Nesse contexto, deve trabalhar junto dos médicos, nutricionistas e farmacêuticos para indicar o melhor exercício físico de acordo com o perfil clínico do paciente — além de considerar as limitações físicas.

Também é importante que o fisioterapeuta esportivo estabeleça uma rotina para o acompanhamento dos indivíduos que já apresentam doenças crônicas e querem diminuir as complicações clínicas.

Prevenção e recuperação de lesões musculoesqueléticas nos indivíduos

O fisioterapeuta esportivo é responsável por realizar o diagnóstico clínico da lesão e propor exercícios para sua recuperação funcional e o retorno à prática do esporte. Também identifica, por meio de exames específicos, as propriedades fisiológicas, biofísicas e biomecânicas do tecido musculoesquelético para analisar a gravidade da lesão e realizar as intervenções terapêuticas necessárias.

Um dos maiores desafios desse profissional é estabelecer a conduta clínica que não comprometa o desempenho físico já adquirido do atleta — e prever o retorno às atividades desportivas sem prejuízo clínico.

Pesquisa epidemiológica e fatores relacionados à assistência fisioterapêutica esportiva

Por fim, esse profissional também fará levantamentos dos principais problemas clínicos apresentados pelos pacientes, a fim de pesquisar suas causas e consequências, assim como verificar a efetividade do tratamento proposto.

Podem ser levantadas questões sobre as modalidades esportivas mais indicadas por pacientes e estudar diferentes formas de inserção dos indivíduos com deficiência intelectual e portadores de necessidades especiais.

Área de atuação do profissional da fisioterapia esportiva

O especialista na área poderá trabalhar em todos os níveis de atenção à saúde. Atuando nos postos de saúde, garantirá uma saúde esportiva preventiva de doenças ou a realização de grupos operativos de pacientes com as mesmas limitações físicas.

Também pode atuar em clubes esportivos, academias ou em clínicas próprias. As principais atribuições desse profissional nesses ambientes é o preparo físico de jovens para as categorias de base das modalidades esportivas, a prevenção e a recuperação de lesões.

Nas clínicas próprias, podem fazer o diagnóstico clínico, estabelecer metas de exercícios e propor métodos para evitar novas lesões.

Mercado de trabalho

Como pudemos ver, o mercado de trabalho da fisioterapia focada no esporte é bastante promissor. Além de ter a oportunidade de atuar em clubes, academias etc., uma boa alternativa é focar seus atendimentos nos atletas e esportistas amadores.

Após os jogos que aconteceram no Brasil (Olimpíadas, Copa do Mundo e Pan-Americano), as pessoas de uma forma geral começaram a ter mais interesse pelo esporte. Como consequência, o número de indivíduos lesionados também aumentou.

Nesses casos, o fisioterapeuta vai ajudar as pessoas a executarem os exercícios de forma correta, garantindo que o rendimento do paciente será melhor. 

Papel do fisioterapeuta na performance do paciente

O objetivo do fisioterapeuta é devolver o paciente — o mais breve possível — à sua prática esportiva, mas, para atingi-lo, o avanço na reabilitação do paciente deve ser diariamente baseado na avaliação desse profissional.

Aliada a essa responsabilidade, o fisioterapeuta também exerce papel decisivo ao ajudar o paciente a superar o medo de recomeçar as suas atividades esportivas. Dessa forma, o atleta consegue retomar a autoconfiança e retornar ao esporte com mais segurança e sem correr riscos de adquirir novas lesões.

Um fator que merece ser destacado nesse processo, é o fato da fisioterapia esportiva ter evoluído muito nos últimos anos, ganhando destaque com o grande número de atletas que têm se recuperado de forma cada vez mais rápida e eficiente, em virtude dos avanços da medicina nessa área.

Importância da fisioterapia no esporte

Como você pode perceber, essa prática faz toda a diferença por devolver ao atleta lesionado o seu condicionamento físico, reforçando essa condição para uma performance esportiva com menos riscos de lesões no futuro.

Dito isso, o trabalho da fisioterapia esportiva se diferencia muito dos outros, pois os resultados devem ser mais rápidos e efetivos, para que ele retome suas atividades e consiga voltar a exercer o seu trabalho de maneira impecável.

E com a sua importância — além de ser uma especialidade reconhecida desde 2007 pelo Conselho Federal de Fisioterapia —, a fisioterapia esportiva tem ganho visibilidade e se consolida cada vez mais como uma profissão do futuro.

Um cenário favorecido pela divulgação das informações pertinentes a essa especialidade, além do aumento do número de adeptos ao esporte e dos benefícios de abrir uma clínica para prestar esse serviço. Portanto, se você está pensando em abrir sua própria clínica, considere oferecer serviços direcionados à área da fisioterapia esportiva.

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A fisioterapia vista por outro ângulo

Na atualidade, existem diversos métodos de avaliação, fator que causa controvérsia na escolha de qual o melhor método a ser utilizado com os pacientes. É sempre recomendado ter uma boa avaliação para que, em seguida, se defina qual é o tratamento adequado obtendo assim melhores resultados durante a terapia.

 

Defina a metodologia de atendimento!

Antes de realizar uma avaliação, ou iniciar um tratamento, é importante definir uma metodologia. Baseado nas informações que os pacientes relatam em suas primeiras consultas, os profissionais se perguntam sobre qual a melhor forma de tratar determinada patologia apresentada. A informação da queixa dos pacientes serve como primeiro passo a ser dado para inicio das avaliações.

Porém, muitos profissionais não seguem um método que tenha uma comprovação científica, a qual garante maior eficácia durante o tratamento. Este fato, muitas vezes, passa insegurança para os pacientes e não assegura devida credibilidade ao profissional. Não existe uma “Receita de Bolo” para se realizar um atendimento, mas quando ele é padronizado sua agilidade e eficácia são maiores. Os métodos podem ser criados pelo próprio profissional ou buscando conhecimento na literatura, ou em experiências de sucesso com outros profissionais na mesma área de atuação.

“Ter método aperfeiçoa e qualifica os processos”

 

A transformação da Fisioterapia

Não basta ter um grande número de pacientes, assim como, ter um bom atendimento. No mundo moderno se faz necessário uma evolução diária e nela devemos apresentar muita transparência com os pacientes, a qual é atingida mostrando resultados em números, explicando o porquê da escolha entre “essa ou aquela” terapia. Além disso, é necessário saber como passar a informação para o paciente explicando porque ele deve ser atendido em sua clinica e não em outra. O diálogo com o paciente é tão importante na hora do atendimento como na hora de cativa-lo.

Portanto, além de uma metodologia que envolva avaliação, o tratamento é também necessário que exista uma gestão clinica eficiente. O conjunto dessas informações possibilita que o profissional aumente o número de atendimentos e assim como o índice de satisfação dos pacientes, trazendo valorização ao trabalho do profissional, e principalmente fidelização pela credibilidade e transparência transmitidas.

A partir do momento que o profissional, além de atender seus pacientes, entende que ele deve assumir novas responsabilidades, por exemplo, buscar novos conhecimentos sobre tratamentos, tudo se torna mais claro e fácil.

“Não basta evoluir, tem que transformar”

 

Fisioterapeuta sendo Gestor de seu negócio

Para que exista uma verdadeira transformação dos atendimentos, é necessário que o fisioterapeuta se veja como administrador do seu negócio, buscando rentabilidade nos atendimentos, tendo boas noções de quantos pacientes é necessário conquistar e quanto deve ser o valor de seus atendimentos.

A partir do momento em que o fisioterapeuta se enxergar, não somente como profissional de saúde, mas sim também um empresário, as decisões estratégicas de sustentação e crescimento de seu negócio serão obtidas com maior chance de sucesso. O Fisioterapeuta tem que buscar o diferencial para seu negócio, o qual pode ser o investimento em tecnologia, pois este é um cenário atual o qual aumenta o valor percebido pelo atendimento fornecido.

O uso de equipamentos tecnológicos e de última geração é parte fundamental desse negócio, porém é necessário que o Fisioterapeuta se informe em relação à existência de tais tecnologias e se instrua em relação ao uso das mesmas de forma a tirar total proveito do que elas oferecem. O Fisioterapeuta deve parar de pensar o quanto custa um produto, mas sim o que se pode ganhar investindo nele.

A escolha por trabalhar com convênio ou atendimento particular, faz parte de uma tomada estratégica de decisão que pode ser a diferença entre manter ou não uma clínica aberta. O que deve se concentrar é no investimento, na evolução e na transformação.

“Nunca se deve apostar todos os ovos numa mesma cesta”

 

Tecnologia em benefício dos atendimentos

A tecnologia envolvida no dia-a-dia da fisioterapia acaba se tornando algo fundamental. Um Fisioterapeuta bem atualizado está sempre um passo na frente, rumo ao sucesso. A análise em números dos resultados através de técnicas, que possuem evidência científica, se torna essencial. Isso tudo acontece porque os pacientes enxergam, através de números e dados, o seu problema e o seu resultado, fazendo sentido à busca do serviço de fisioterapia.

Nas fisioterapias convencionais, na qual os dados não são quantificados, e é tratado de forma subjetiva, o paciente tende a se afastar do tratamento em um menor espaço de tempo e isso é causado, muitas vezes, pela falta de ferramentas que não permitem quantificar dados importantes na tomada de decisão. Essa decisão da terapia correta permite a diminuição no tempo da terapia.

Uma das ferramentas que podem ser utilizadas para quantificar atividades musculares, durante uma atividade funcional, é a eletromiografia de superfície e o biofeedback. Através da Eletromiografia de Superfície se determinam diversos parâmetros da contração muscular, permitindo um auxílio diagnóstico preciso, auxiliando na elaboração de protocolos que vão gerar melhor resposta durante o tratamento. A Eletromiografia e o biofeedback podem ser inseridos como parte da metodologia adotada para os atendimentos, sempre com um intuito de agregar valor aos procedimentos.

“Tecnologia, sua mais nova aliada”

 

O Futuro é o agora e não o amanhã!

As tecnologias, que há pouco tempo estavam presentes somente em filmes de ficção científica, estão ao alcance de nossas mãos, bastando informação para alcançá-las. Um fator que faz os pacientes se afastarem dos tratamentos convencionais é, muitas vezes, a monotonia gerada pelos mesmos. Mas quem disse que uma sessão de fisioterapia não pode ser divertida? Já existem formas de colocar os pacientes “imersos” em cenários de realidade virtual, nos quais eles esquecem que estão em um tratamento e se colocam em um desafio contra eles mesmos. A meta é que eles se superem a cada dia, como se estivessem em um jogo de vídeo game, com a diferença que o comando dos jogos é dado pela própria ação muscular que é captada por sensores conectados a musculatura.

E agora, será que você vai ter que mandar o paciente embora de sua clínica após o tratamento? Fica a pergunta para que você responda. Uma coisa é certa, se não podemos contra ela (Tecnologia) vamos nos aliar e tirar o máximo proveito.

“O lema é : Vamos nos divertir!”

5 avanços da tecnologia na fisioterapia que você precisa saber

Da mesma forma com que cobre diversas áreas das nossas vidas, a tecnologia vem auxiliando de forma incrível o trabalho que é feito na fisioterapia. Não é preciso pensar em filmes de ficção cientifica ou robôs futuristas.

Não estamos falando apenas de máquinas, mas de metodologias sugeridas por variados ramos tecnológicos que se mostram muito eficientes, seja na reabilitação ou no fortalecimento muscular dos pacientes.

Videogames com sensores de movimento, realidade virtual e trajes robóticos, todos são novos métodos utilizados na atualidade. No artigo de hoje, vamos falar sobre quatro avanços da tecnologia na fisioterapia que você precisa saber.

 

Gameterapia e Biofeedback

Isso mesmo, tratar o paciente utilizando jogos interativos tem se mostrado uma tendência, sobretudo pela capacidade do game de estimular a determinação do paciente. Na fisioterapia tradicional, os pacientes realizam movimentos repetitivos e monótonos com pesos e aparelhos.

Os equipamentos contêm sensores que reconhecem todos os movimentos realizados pelo jogador de acordo com os jogos pré-determinados pelo fisioterapeuta, de acordo com a patologia apresentada e o programa de treinamento escolhido. Esses sensores podem ser de eletromiografia (que capta a atividade elétrico dos músculos), inerciais (que captam o movimento), plataforma de força e equilíbrio entre outros.

O videogame de sucesso da Nintendo se mostrou um grande auxiliar para o trabalho de fisioterapeutas, graças ao seu controle de movimento e jogos de esportes – como Golf. Pacientes em trabalho de reabilitação física e neurológica tem mostrado avanços em seus tratamentos utilizando o método, simplesmente por transformar o processo em uma atividade mais divertida.

Os Biogames da Miotec apresentam jogos de biofeedback eletromiográfico, onde a atividade elétrica dos músculos comanda a ação dos jogos. O paciente pode se sentir um Astro do Rock acompanhando as notas da guitarra ou um maquinista no comando de um trem por exemplo. Pacientes com incontinência urinária tem tido ótimos resultados quando praticam protocolos fisioterapêuticos de forma mais interativa e divertida.

Conheça 10 motivos para investir em gameterapia

 

Realidade Virtual

Um estudo recente diz que pessoas que utilizaram jogos em realidade virtual tiveram uma performance cinco vezes melhor do que pacientes que utilizaram métodos convencionais.

A grande tacada é o método: utilizando óculos e luvas de captura de movimento para interagir nos ambientes virtuais, o cérebro treina os músculos (envia comandos) como se fosse no mundo real, acelerando assim o processo de recuperação. Nenhum outro método conhecido contempla tamanha eficiência.

 

Trajes Robóticos

Já há algum tempo em testes, os trajes robóticos começaram a ser utilizados por profissionais de fisioterapia em trabalhos de reabilitação. Feitos de alumínio e titânio, eles envolvem o corpo do paciente ajudando-os a andar novamente.

No início do trabalho, os primeiros passos são acompanhados pelo fisioterapeuta, que analisa o tamanho do passo do paciente e passa essa informação ao traje. Cada passo exige um comando do profissional de fisioterapia.

Com o passar do tempo, o paciente começa, sozinho, a dar o comando de passos graças a botões instalados em um colete. Com treino, ele não precisa mais apertar botões. O paciente já possui equilíbrio e, com um leve movimento (uma indicação de um passo), o traje consegue ajudar o paciente a andar sozinho.

 

Eletroterapia

Aqui é feito o uso de energia elétrica para propósitos medicinais. Dentro da fisioterapia, ela é utilizada da seguinte maneira: os músculos do paciente são estimulados com descargas elétricas para evitar a atrofia por desuso. Ao mesmo tempo, existem benefícios, como aumento da força muscular e melhoria no fluxo sanguíneo.

Você já conhecia algum desses avanços da tecnologia na fisioterapia? Consegue imaginar o uso do videogame em algo delicado como a reabilitação de pessoas?

Se você conhece outras inovações tecnológicas do ramo da fisioterapia, compartilhe com a gente. Não deixe de usar o espaço dos comentários abaixo!

 

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Eletromiografia na avaliação do assoalho pélvico

Assim como a eletromiografia, várias são as maneiras de avaliar a função dos músculos do assoalho pélvico, e nos últimos 20 anos as técnicas foram aperfeiçoadas para um melhor conforto tanto do paciente quanto do terapeuta.

Palpação bidigital, cones vaginais, perineometria, eletromiografia são técnicas importantes por promover feedback sensorial ao paciente. Ultrassom e ressonância magnética também são métodos louváveis por avaliar dinamicamente o assoalho pélvico, porém são utilizados experimentalmente, pelo grande dispêndio de dinheiro.

Continue a leitura deste artigo e saiba mais sobre a eletromiografia na avaliação do assoalho pélvico!

 

Eletromiografia de superfície

A eletromiografia de superfície tem grande importância clínica e de pesquisa para o fisioterapeuta, pois faz a captação da atividade elétrica promovida pelo recrutamento das unidades motoras, e é considerado um dos métodos de maior especificidade na avaliação do assoalho pélvico. A atividade elétrica do músculo é mensurada através de um sensor de eletromiografia acoplado a eletrodos de superfície ou intramusculares (sondas intracavitárias).

Com a eletromiografia é possível saber:

  • O músculo está ativo?
  • O quanto está ativo?

Pacientes com disfunções do assoalho pélvico possuem alterações no tempo de ativação dos músculos do assoalho pélvico (MAP) e músculos abdominais. Com a eletromiografia é possível avaliar a atividade elétrica dos músculos e monitorar a evolução do tratamento.

 

Como funciona?

Fazer um exame de eletromiografia nas musculaturas do assoalho pélvico é simples e rápido:

Eletromiografia do Assoalho Pélvico

 

  • Conexão do aparelho de eletromiografia como computador
  • Preparação do paciente e posicionamento dos eletrodos
  • Escolha do protocolo de avaliação
  • Coleta do exame
  • Análise dos dados
  • Emissão do relatório

 

Apesar de simples, o procedimento ainda necessita de uma normatização dos seus métodos, contudo, ele apresenta uma boa confiabilidade e reprodutibilidade. Os parâmetros que dependem de padronização consistem na posição dos eletrodos, do paciente, do tempo da manutenção da contração, entre outros.

 

eletromiografia_tela

Tela apresentando 2 canais (canal 1 = assoalho pélvico ; canal 2 = abdômem)

 

Quais parâmetros se mostram mais adequados?

 

Posição do paciente

As posições supinas, ponte associada à retroversão pélvica, decúbito lateral e em pé foram as utilizadas nas primeiras descrições sobre a eletromiografia, em 1988.

 

Tipo do sensor

Os eletrodos de superfície se mostram mais adequados para a captação da atividade elétrica porque captam sinal de áreas musculares, e não só de uma fibra específica.

 

Mensuração da contração voluntária máxima e tempo de repouso

A contração voluntária máxima é uma das principais variáveis que são analisadas com a eletromiografia de superfície. Para isso são solicitadas mais contrações e somente a maior de todas é registrada.

Geralmente são três contrações com repouso de 20 ou 30 segundos entre elas, e o resultado utilizado como referência é a média.

 

Medição da duração da contração

A mensuração da duração de concentração muscular é focada na avaliação das fibras musculares do tipo I de contração lenta. Mas é preciso cuidado para analisar o tempo de contração, já que os esfíncteres podem apresentar fadiga.

Em relação à avaliação do endurance muscular, autores utilizam a análise espectral do gráfico de eletromiografia ou o tempo de manutenção da contração em segundos.

 

Tempo de contração

A contração não apresenta sinal elétrico muscular constante, e sim, pequenas oscilações. Por isso, o tempo de contração é mensurado pela análise espectral do gráfico que envolve começo, meio e fim da contração.

Algumas pesquisas associaram a eletromiografia com outras técnicas para avaliação do assoalho pélvico, mas ainda não existem evidências suficientes de que esses procedimentos possam ser comparados.

 

Qual é a importância da eletromiografia na avaliação do assoalho pélvico?

A avaliação funcional proporciona o reconhecimento da capacidade, tonicidade e resistência da contração da musculatura do assoalho pélvico. Isso nos permite conhecer o grau de função que cada paciente apresenta e montar um plano de tratamento personalizado com maiores chances de sucesso terapêutico.

As vantagens da eletromiografia são grandes, especialmente em relação ao feedback do paciente, porém, seus resultados não devem ser considerados como medida direta de força muscular do assoalho pélvico.

Entendeu melhor como funciona a eletromiografia na avaliação do assoalho pélvico? Se você gostou, aproveite e confira mais um de nossos posts: 4 avanços da tecnologia na fisioterapia que você precisa saber!

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