Como usar a eletromiografia

Criando valor: como usar a eletromiografia e o Biofeedback em meus tratamentos?

26/04/2021   POR MIOTEC - CONECTANDO TECNOLOGIA AO MOVIMENTO HUMANO

Saber como usar a eletromiografia é essencial para tirar o melhor proveito desta tecnologia e valorizar o seu trabalho

Comprei meu eletromiógrafo, e agora? Se você ainda não tem certeza de como usar a eletromiografia na prática, e se sente “mais perdido que cusco em tiroteio”, como se diz no sul do país, tenha calma! Nós estamos aqui para ajudar, dizendo o caminho das pedras. Neste artigo, vamos mostrar de forma leve como você pode usar a eletromiografia e o biofeedback para valorizar sua atividade e ter um verdadeiro diferencial na forma como realiza seu trabalho!

Lembre-se: o primeiro passo já foi dado, e você já decidiu estar entre os melhores. Agora, que esta “chave” já está virada, vamos focar no que é importante! Vamos às dicas!!!

Dicas para usar a eletromiografia

A primeira coisa a fazer é garantir que se tenha um ambiente bem montado

– Dê preferência para pisos em madeira – o que não é essencial, mas sim recomendado;
– Próximo ao local de atendimento, procure garantir que não existam equipamentos que emitam ondas de altas frequências no momento dos exames;
 – Certifique-se de que você já tenha visto todas as instruções que constam no treinamento;

Siga todas as explicações do treinamento, e depois de ter o software instalado no computador, podemos conectar o equipamento e garantir que ele está 100% funcional.

Frente a frente com o paciente

Agora que estamos com o paciente em nossa frente, devemos seguir nosso raciocínio clínico (sim, porque o eletromiógrafo aqui é apenas o coadjuvante, e você é o protagonista).

Decidido o raciocínio clínico que será utilizado, podemos iniciar pelo software de Eletromiografia, que se chama Miograph, e através dele vamos calibrar os sensores que iremos utilizar, selecionando os filtros corretos para a passagem do sinal que nos interessa.

Na sequência, selecionaremos um protocolo que desejamos utilizar e pronto, estamos aptos a iniciar as coletas.

Simples, né?

Neste momento, você pode se perguntar: mas para que serve esse monte de “tracejado” na tela? Pois então, aí é que a mágica acontece, pois através dessas informações conseguimos analisar padrões de fadiga muscular, sabemos quando um músculo está disparando ou não, conseguimos saber o tipo de fibra predominante, dentre outras coisas.

Genial, né?

O mais legal é imaginar que essas informações quantitativas o software já dá pra você de forma simples, e você poderá analisar de forma rápida. Podemos dizer que a eletromiografia, até esse momento, é o início da jornada de tratamento do paciente, pois ainda temos muito caminho pela frente.

Lembre-se de uma coisa muito importante: para se ter um equipamento que faça eletromiografia, é necessário que o mesmo permita coletar no mínimo 1000 amostras por segundo por canal, senão não conseguirá essas informações de análise que mencionei acima.

 

O biofeedback

Visto que já sabemos os tipos de fibras predominantes em nosso paciente, podemos seguir para a parte mais divertida, a do biofeedback, que chamamos de Biotrainer. Não que a Eletromiografia seja chata, não é isso: a eletromiografia é o início de um tratamento bem prescrito.

Já no Biofeedback, precisamos de uma taxa de amostragem bem menor, na faixa de 250 amostras por segundo. Com isso, temos um sinal mais fácil de entender, e por isso dizemos que ele é o “queridinho” dos pacientes.

Com o conhecimento das fibras que predominam, podemos definir os protocolos ideais, e já respondendo antes que me perguntem: sim, temos vários protocolos prontos… e sim, podemos construir e personalizar os nossos!

A palavra Biofeedback quer dizer, de forma simples, uma resposta biológica, ou seja, nós teremos um retorno de uma ação em tempo real das contrações musculares, o que permite que o paciente aprenda os movimentos, e ganhe em percepção, coordenação, sustentação, dentre outras características. Os feedbacks poderão ser visuais e sonoros.

Etapas divertidas

Para não “dar de mão beijada” para o paciente as telas mais divertidas, dividimos o nosso software em 3 fases: na primeira, ele vai utilizar 2 canais – para aprender a contrair a musculatura correta que se quer trabalhar e isolar a outra, ou seja, numa configuração em que um músculo fica em um canal e o outro músculo no outro.

Depois que nosso paciente já aprendeu o processo, vamos dar um “bônus” a ele, e você poderá fazê-lo se sentir imerso em um cenário animado com aviões, fadas, balões e outras animações. Estamos entrando no processo lúdico do biofeedback – e, normalmente, a essas alturas o paciente já quer levar o produto para brincar em casa.

Passadas algumas sessões, já com o domínio da contração muscular, podemos ir para a “cereja do bolo”, que são de fato, games onde ele se sentirá no comando de uma locomotiva, ou se sentirá um astro de rock, e através das contrações musculares e irá comandar o jogo marcando pontos no final. Muito bom, né? Todas as informações são condensadas em relatórios e permitem a análise estatística ao final de cada sessão.

Agora, você acha que um paciente que passa por toda essa experiência de atendimento, quer saber dos tratamentos convencionais? Óbvio que não. Sabe qual é melhor de tudo isso? Você está no comando de tudo, você faz o teu sucesso e nós estamos aqui só para aplaudir o seu talento e cada vez apoiar mais o seu trabalho. Parabéns, você é um verdadeiro sucesso!





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