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    Endometriose: “Diagnóstico tardio e poucos médicos sabem tratar”, diz a especialista Bruna Chamma

    Endometriose: “Diagnóstico tardio e poucos médicos sabem tratar”, diz a especialista Bruna Chamma

    Cada pessoa é um universo particular, enfrenta um problema de maneiras diferentes. Contudo, quando se vive experiências semelhantes, é possível ter noção de como é a realidade do outro. Bruna Chamma, entendendo que suas dores eram também as de muitas mulheres, resolveu transformar sua vivência em uma maneira de estender a mão. Especialista em endometriose, conviveu com o problema por cerca de 10 anos sem diagnóstico.

    A profissional é formada em fisioterapia pela Universidade São Marcos desde 2006 e possui mais de 15 anos de atuação. Ela é especialista em Saúde da Mulher pelo  Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP) e pelo Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO), e atualmente é mestranda no setor de Algia Pélvica e Endometriose do departamento de Ginecologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).  

    “Por ser fisio, eu quero poder ajudar todas as mulheres que passam por isso”, conta. Em relato feito ao blog da Miotec, ela trata sobre suas dificuldades pessoais relacionadas ao problema, fala sobre a necessidade em se aprender a tratar a endometriose, conta suas experiências e muito mais.

    Leia o texto até o fim e conheça a história dessa profissional que tem a empatia como uma de suas marcas. 

    “Diagnóstico tardio”, diz Bruna Chamma

    Este é, na opinião da profissional, um dos principais problemas relacionados à endometriose. Afinal, é muito desconfortável a sensação de sentir algo e não saber o que é, concorda? De acordo com o Ministério da Saúde, muitas mulheres vivem nessa situação. Uma em cada 10 mulheres sofre com sintomas de endometriose e não sabem que ela existe. Bruna Chamma foi um desses casos. 

    A profissional já chegou a deixar de trabalhar e realizar esportes por causa das dores. Assim como outras mulheres, teve o diagnóstico depois de muito tempo. “Uma das dificuldades é a paciente chegar até nós. O diagnóstico é bem tardio, pois poucos médicos sabem tratar a endometriose”, revela. “Hoje, temos muitos fisioterapeutas pélvicos no mercado, mas poucos sabem trabalhar com dor”, aponta. Isso acontece, diz ela, porque muitas vezes o foco está na incontinência urinária, que é completamente diferente da situação em questão.

    Bruna ainda critica a escassez no oferecimento de cuidados com acompanhamento de equipes multidisciplinares no serviço público. Segundo ela, o Estado de São Paulo conta com apenas duas possibilidades, uma da Unifesp e outra da USP-RP.

    Empatia: da universidade a especialista em endometriose

    A empatia é uma das marcas de Bruna Chamma desde que decidiu ingressar na universidade. Logo que saiu do colégio, foi inspirada por uma prima, que trabalhava com pacientes com quadro oncológico, e assistiu de perto a situação, tendo como personagem a sua avó. O desejo de cuidar a fez se apaixonar pelo curso.

    A opção pela fisioterapia pélvica veio com os estágios e foi tema de seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). A vontade inicial era atuar com crianças, mas não se identificou. Em uma segunda oportunidade, teve contato com mulheres com câncer de mama.

    Além disso, teve influência de uma professora que trabalhava com problemas na pelve e era mestranda da USP, na área de urologia e disfunção erétil. Encontrou-se. “Era uma coisa diferente, comecei a me interessar, tanto pela aula teórica e tive a oportunidade durante a faculdade de entrar em contato”, conta.

    Naquela época, os pilares da fisioterapia eram os setores hospitalar, ortopédico, respiratório, geriátrico e neurofuncional.

    Todo esse cenário levou-a, logo após concluir a graduação, a prestar a prova de especialização no HC-USP em Saúde da Mulher. Em seguida, entrou no mestrado na Unifesp e lá descobriu a especialidade em endometriose ao acompanhar pacientes com dor pélvica. 

    “Eu sou a típica paciente de endometriose. Quando eu descobri, fiquei feliz por saber porque eu tinha tantas dores”, relata. 

    “Eu uso Miotec, gosto bastante; os pacientes gostam porque é lúdico”

    Problemas como o de Bruna, e de igual modo quadros de adenomiose e endometrioma geram bastante dores. Os desconfortos podem acompanhar as mulheres mensalmente a depender do caso, segundo Chamma.

    O cenário aponta para a necessidade de um trabalho envolvendo uma equipe formada por diversos profissionais, incluindo o fisioterapeuta pélvico. “A fisioterapia não trata a endometriose, mas as consequências dela”, frisa. 

    Para proporcionar maior qualidade de vida às pessoas, os profissionais dispõem de diversos recursos, entre eles o biofeedback eletromiográfico. “Eu uso Miotec, gosto muito, uso bastante. Os pacientes também gostam, porque é lúdico. Auxilia bastante nos atendimentos”, afirma.

    Quando aplicar o biofeedback?

    Após o diagnóstico feito por um ginecologista, com auxílio de exames de imagem como a ressonância magnética ou ultrassom com preparo intestinal, é hora do profissional de fisioterapia fazer a própria avaliação. 

    Dores pélvicas e durante a relação sexual ou quadros de síndrome miofascial são comuns. No último caso, há um comprometimento e uma tensão na musculatura de assoalho pélvico que pode desencadear em alterações no sistema urinário, evacuatório e disfunções sexuais. 

    “Quando você fala em incontinência urinária, você fala em fortalecimento do assoalho pélvico. O que a gente vê na mulher com endometriose é uma tensão da musculatura do assoalho pélvico, então, o treino que vamos fazer no biofeedback é o de relaxamento”, conta.

    Então, você deve se perguntar: imediatamente devo usar o biofeedback eletromiográfico? A resposta é não. Primeiramente, trabalha-se a dor da paciente e, posteriormente, o método é aplicado.

    Endotalks: expandindo o debate

    A profissional é hoje uma das organizadoras do Endotalks Pro que vai acontecer entre os dias 9 e 11 de março. O evento busca trazer mais conhecimentos relacionados à endometriose aos profissionais da saúde.

    Uma das principais reclamações das pacientes com endometriose é a dificuldade de encontrar profissionais da saúde que realmente consigam ajudá-las no seu diagnóstico e tratamento. Segundo os organizadores, o EndoTalks Pro nasceu com o objetivo de ajudar os profissionais da saúde a aprimorar a qualidade da assistência prestada às pacientes.

    Gostaria de se especializar na área? Saiba mais diretamente no site do evento.

    Além do Endotalks, veja os principais eventos de fisioterapia para 2023 e programe-se para os principais encontros de profissionais voltados para a difusão do conhecimento que vão acontecer em 2023.

     





      A Miotec tem a missão de entender as necessidades dos pacientes e de desenvolver soluções para dar suporte aos profissionais da área da saúde, para que eles tenham mecanismos mais eficientes a favor dos tratamentos feitos. Tendo como objetivo a melhoria das capacidades físicas e motoras daqueles que precisam de tratamentos fisioterapêuticos, a Miotec desenvolve diversos produtos para contribuir com a qualidade de vida dos pacientes.





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        A Miotec

        Fundada em 2002, a MIOTEC atua na área da saúde, desenvolvendo, produzindo e comercializando ferramentas tecnológicas direcionadas à pesquisas e terapias de prevenção, reabilitação e monitoramento, objetivando melhoria do bem-estar e do desempenho físico humano.

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