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Lucratividade na fisioterapia: como maximizar seus ganhos com a eletromiografia

07/02/2024   POR MIOTEC - CONECTANDO TECNOLOGIA AO MOVIMENTO HUMANO

Conheça algumas estratégias para ter lucratividade na fisioterapia, seja no atendimento particular, convênios ou oferecendo pacotes atrativos

É fato que a área da fisioterapia está cada vez mais competitiva e exigente. Logo fica evidente a necessidade de adotar estratégias sólidas para alavancar a lucratividade do seu negócio. A partir disso, os fisioterapeutas podem alcançar a lucratividade tanto por meio de suas habilidades clínicas quanto de suas competências empreendedoras. 

Em outras palavras, além de oferecer serviços de alta qualidade, é fundamental estabelecer o uso de sistemas que apresentam soluções eficazes, como a eletromiografia na fisioterapia. Isso porque ela não apenas contribui para diagnósticos mais precisos, tratamentos mais rápidos e eficazes, mas também pode representar uma significativa valorização profissional. 

No artigo de hoje do blog da Miotec vamos abordar quanto um fisioterapeuta pode lucrar a mais por usar a eletromiografia, seja no atendimento particular ou por convênios, além das tabelas TUSS e TISS, e quais são as estratégias, caminhos e possibilidades para maximizar esses ganhos. Confira a seguir!

Como cobrar pela eletromiografia e aumentar sua lucratividade?

Antes de mais nada, para cobrar pela eletromiografia, o fisioterapeuta que atende por meio de convênios e planos de saúde, deve seguir as normas e os padrões estabelecidos pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que regulamenta a troca de informações entre as operadoras de planos de saúde e os prestadores de serviços de saúde. 

Entendendo a Tabela TUSS e TISS

Esses padrões são chamados de TISS (Troca de Informações na Saúde Suplementar) e TUSS (Terminologia Unificada da Saúde Suplementar). O TISS é um modelo obrigatório para o registro e o envio dos dados dos atendimentos realizados pelos profissionais de saúde, como procedimentos, materiais, medicamentos, diárias, taxas, etc. 

O TISS é composto por cinco componentes: organizacional, de conteúdo e estrutura, de representação de conceitos, de segurança e privacidade, e de comunicação. 

Enquanto isso, o TUSS é um complemento do TISS, que padroniza as terminologias e os códigos dos procedimentos e itens assistenciais, conforme a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos. 

O TUSS é dividido em quatro componentes: procedimentos médicos, materiais e medicamentos, órteses, próteses e materiais especiais, e diárias e taxas. Assim, para cobrar pela eletromiografia, o fisioterapeuta deve utilizar os códigos e as nomenclaturas definidos pelo TUSS, que são atualizados periodicamente pela ANS. 

Esses códigos e nomenclaturas devem constar nos documentos e nas guias de faturamento enviados às operadoras de planos de saúde, bem como nas notas fiscais emitidas para os pacientes particulares. 

A tabela TUSS também serve como referência para a definição dos valores dos procedimentos e itens assistenciais, mas cada operadora de plano de saúde pode ter a sua própria tabela de preços, que deve ser negociada com o fisioterapeuta. 

Já para os pacientes particulares, o fisioterapeuta pode definir o seu valor conforme o seu custo, a sua demanda, a sua qualificação, a sua concorrência, e o seu público-alvo.

Afinal, o uso da tabela TISS e TUSS é obrigatório?

A resposta é sim. Desde 2010, a tabela TUSS é um requisito legal. Atualmente, quem rege o uso da tabela TUSS é a Resolução n.º 190. Essa Resolução foi cancelada, mas a exigência continuou valendo com a nova Resolução n.º 305, da data de 09 de outubro de 2012.

Além da TUSS, ela determina, ainda, que a tabela TISS seja usada na troca de dados entre os beneficiários de plano privado de saúde e os prestadores de serviços. Além disso, há punições para as empresas que não seguirem as tabelas.

Nesse sentido, a Resolução n.º 124 da ANS define as punições para as infrações dos planos de assistência à saúde. Segundo a Resolução, a instituição que não cumprir as regras do padrão poderá receber uma advertência ou multas. 

Isso mostra a importância de ficar de olho na legislação quando for fazer o faturamento da clínica e evitar qualquer transtorno que possa prejudicar inesperadamente sua gestão financeira.

Quais são as estratégias para maximizar a lucratividade com a eletromiografia?

A eletromiografia pode ser uma ótima forma de aumentar o lucro do fisioterapeuta, mas para isso é preciso adotar algumas estratégias, como:

  • Investir em um equipamento de qualidade e em um software de análise dos dados, que permitam realizar o exame com precisão, segurança e praticidade;
  • Buscar capacitação e atualização constante sobre o uso da eletromiografia, suas indicações, contraindicações, interpretações e aplicações clínicas;
  • Divulgar o seu serviço de eletromiografia para os seus pacientes, colegas, médicos, e outros profissionais de saúde, mostrando os benefícios e as vantagens desse exame;
  • Oferecer um atendimento personalizado e humanizado para os seus pacientes, explicando o que é o exame, como é feito, para que serve, e quais são os resultados esperados;
  • Fazer parcerias com clínicas, hospitais, laboratórios, academias, clubes, escolas, e outros locais que possam demandar ou indicar o seu serviço de eletromiografia;
  • Acompanhar as atualizações da ANS sobre o TISS e o TUSS, e verificar se os seus códigos e valores estão conforme as normas vigentes;
  • Utilizar um sistema de gestão e faturamento que facilite o preenchimento e o envio das guias TISS, bem como a emissão das notas fiscais e o controle dos recebimentos.

Lucratividade na fisioterapia e o atendimento particular

Para fisioterapeutas que atendem de forma particular, a eletromiografia pode ser um diferencial atrativo para os pacientes. Por isso, reajustar o valor da consulta pode ser uma estratégia eficaz para aumentar a sua lucratividade e, principalmente, recuperar o investimento feito no equipamento. 

Por exemplo, um fisioterapeuta que realiza o atendimento sem tecnologia e cobra R$ 30,00 por consulta, tendo em média 10 pacientes, ao final do dia tem um faturamento total de R$ 300,00. 

Em comparação, quando um fisioterapeuta investe na eletromiografia/biofeedback e reajusta o valor do seu atendimento para R$ 50,00, tem ao final do dia um faturamento de R$ 500,00, se mantiver a mesma média de pacientes diariamente.

Então, esse fisioterapeuta terá um aumento de R$ 200,00 no seu faturamento diário. Sob o mesmo ponto de vista, pode-se fazer o cálculo do mês. Usaremos o período de 20 dias úteis para a mesma média de atendimentos por dia e valor reajustado. 

Dentro desse cenário, o fisioterapeuta passa a faturar R$ 10.000,00 no mês. Diferente do que acontecia antes, em que o profissional tinha um faturamento de R$ 6.000,00 por mês antes do reajuste da consulta. 

Dessa forma, temos um aumento de R$ 4.000,00 na lucratividade desse fisioterapeuta. Logo, com este valor, é possível compensar o investimento feito no equipamento dentro de apenas alguns meses. 

Convênios e reembolsos

Ao trabalhar com convênios, a adesão às normativas da TUSS é crucial. Sobretudo certificar-se de que os procedimentos realizados com eletromiografia estão devidamente codificados e documentados para facilitar o processo de reembolso com sua operadora parceira. 

Seja como for, para os convênios, o cálculo e o comparativo é o mesmo: a tabela TUSS é igual em todos os estados brasileiros, não havendo diferença por região. 

Assim, estar ciente das regras de cada operadora de plano de saúde e negociar valores adequados é uma estratégia para obter ganhos satisfatórios atendendo por meio de convênios.

Conclusão: é preciso reajustar para ter lucratividade na fisioterapia!

A eletromiografia não é apenas uma ferramenta diagnóstica valiosa, mas também pode representar uma oportunidade de maximizar os ganhos na fisioterapia. Desse modo, compreender as nuances das tabelas TUSS e TISS e, principalmente, saber definir um valor justo e adequado é fundamental para se manter no mercado e garantir seu lugar entre os concorrentes. 

Além de adotar estratégias como diversificação de serviços e investimento em tecnologia, os fisioterapeutas podem não apenas agregar valor à sua prática, mas também colher benefícios financeiros significativos a curto e longo prazo. 

Portanto, agora que você já conhece as vantagens da eletromiografia para a lucratividade do seu negócio, confira um artigo sobre o Biofeedback Eletromiográfico: sensores de eletromiografia que captam a atividade elétrica

Até a próxima!

Simule agora sua realidade de atendimentos e compare com os ganhos que poderão surgir após o investimento em tecnologia.

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