disfagia

O papel do profissional de saúde no tratamento da disfagia

20/03/2022   POR MIOTEC - CONECTANDO TECNOLOGIA AO MOVIMENTO HUMANO

A disfagia é marcado pela dificuldade de deglutir alimentos ou líquidos e atualmente tem como um dos seus pivôs a Covid-19

A data de 20 de maio foi escolhida como Dia Nacional de Atenção à Disfagia após um decreto do Conselho Federal de Fonoaudiologia (CFF), em 2010. O problema é marcado pela dificuldade de deglutir líquidos ou alimentos. Com maior frequência, atinge idosos, pessoas com doenças neurológicas ou que possuem algum tipo de trauma na garganta ou na boca, causando bastante desconforto e afetando a qualidade de vida de quem é acometido por ela. 

Um de seus pivôs na contemporaneidade é a Covid-19, na qual, recentemente, o mundo relembrou os dois anos em que a Organização Mundial da Saúde (OMS) deu a ela o status de pandemia.

A enfermidade, causada pelo novo coronavírus, é marcada por afetar o sistema respiratório, podendo interferir em outros órgãos do aparelho humano, por exemplo, o neurológico. Além disso, por um longo período e em decorrência dela elevou-se a necessidade de intubação de pacientes para que pudessem receber auxílio de ventilação mecânica.

Por consequência de todo este cenário, novos casos de disfagia foram desencadeados, necessitando do atendimento de uma equipe multiprofissional. A identificação precoce é muito importante para garantir maior qualidade de vida ao paciente, bem como elevar as chances de melhora, diminuindo assim as chances de sequelas, bem como as possibilidade de contrair pneumonia.

Os tipos de disfagia

A disfagia possui dois tipos diferentes e, por conta disso, as consequências seguem os mesmos padrões. As classificações são baseadas nas causas e locais afetados.

Disfagia orofaríngea/ transferência: 

Ela é gerada por disfuncionalidades na região da garganta, envolvendo a faringe ou a cavidade bucal. As pessoas acometidas pelo problema têm a sensação de sufocamento ou de que o alimento/ líquido está subindo pelo nariz. 

Quanto aos riscos, estão a possibilidade de broncoaspiração (ida do material ingerido para o pulmão) e, por consequência, levar ao desenvolvimento de pneumonia ou até mesmo desenvolver uma doença pulmonar aguda.

Aparece com mais frequência em pessoas:

  • idosas;
  • com doença de Parkinson; 
  • com Alzheimer;
  • acometidas por Acidente Vascular Cerebral (AVC).

Você pode ler mais sobre esse tipo de disfagia neste outro post do blog!

Disfagia esofágica/ transporte: 

É marcada pela sensação de peso na base da garganta ou no peito, após o paciente engolir algum líquido ou alimento. Este tipo ainda subdivide-se nas modalidades orgânica, dada por alguma anomalia obstrutiva no esôfago, e funcional, ocasionada por alguma alteração na movimentação do canal esofágico.

Entre os perigos gerados pela enfermidade estão a desnutrição, broncoaspiração e, nos casos mais graves, há a chance de perfuração do esôfago, podendo levar à morte.

Os casos são mais frequentes em pacientes com:

  • tumor no esôfago;
  • refluxo gastroesofágico;
  • alterações anatômicas;
  • espasmo esofágico.

A Covid-19 como promotora da disfagia

A pandemia da Covid-19 marca presença no mundo há dois anos. No Brasil, já deixou mais de 600 mil mortos e bastante pessoas com sequelas pós-internação. Entre as consequências podemos listar a disfagia. 

Dados da Universidade de São Paulo (USP) demonstram que, nas dependências do hospital da universidade, foram realizados 8 mil atendimentos com profissionais de fonoaudiologia com a finalidade de recuperar indivíduos infectados pelo novo coronavírus. Destes, cerca de 30% apresentaram problemas de deglutição alimentar.

Além disso, certa vez, o Hospital do Coração (HCor) de São Paulo, em conjunto com o Hospital Moinhos de Vento, de Porto Alegre, disse que 8 em cada 10 pessoas têm dificuldade para engolir, fruto da infecção pelo Sars-Cov-2

O papel do profissional de saúde e a integração profissional

O tratamento da disfagia exige a estruturação de uma equipe multidisciplinar para que se tome as medidas adequadas e acelere o processo de melhora. Sendo assim, o paciente pode obter maior qualidade de vida e ter atenuada as chances de sequelas.

Um dos integrantes desse grupo são os fisioterapeutas e fonoaudiólogos, que auxiliam na prevenção de engasgos ao ensinar técnicas de respiração aos pacientes. Além disso, podem trabalhar no monitoramento da evolução da doença, bem como analisando os resultados obtidos pelo tratamento utilizando-se da eletromiografia.

Por exemplo, com o New Miotool de 4 ou 8 canais podem realizar uma eletromiografia de superfície, em combinação com os eletrodos Maxicor que são universais, descartáveis, simples e de baixa impedância. Com a qualidade dos dados potencializada, além de obter a mais pura EMG, a probabilidade de perder os sinais enviados pelo músculo é pequena e claro, tudo de forma prática e higiênica.

Isso porque o acessório já possui em sua composição um gel condutor dispensando a utilização de outras substâncias.

Não perca tempo!

Já dizia o ditado: não deixe para o amanhã aquilo que você pode fazer hoje! Portanto, não perca tempo e invista em equipamentos de qualidade. Receba não só o retorno financeiro, mas a gratidão de quem você atende!

Se você é fonoaudiólogo, fisioterapeuta ou médico, entre em contato com nossos consultores e descubra como a Miotec tem a tecnologia certa para melhorar seus tratamentos. Se você é paciente, consulte se o seu profisisonal de saúde já está fazendo uso da melhor tecnologia, citada em mais de 1000 artigos científicos!





    Sem Comentários
    Compartilhe

    Deixe seu comentário

    Concordo com os Termos de privacidade

    Voltar à Home
    Fechar