Eletromiografia e Biofeedback nas disfunções do Assoalho Pélvico com Adriane Bertotto

Vamos conhecer um pouco mais sobre Eletromiografia e Biofeedback e quais as possibilidades que elas permitem nas disfunções do Assoalho Pélvico?

A Eletromiografia é uma da técnicas mais consagradas na fisioterapia, considerada um recurso altamente avaliativo onde ele vai fazer fazer a captação do sinal elétrico do músculo do paciente. A importância deste recurso é verificar o processo da fisiologia do paciente e se ele vai ter eficácia neuromuscular frente ao exercício proposto.

Em uma rotina clínica devemos ter metas e objetivos claros para usarmos a eletromiografia, através dela é possível dados como:

  • Amplitude do assoalho pélvico
  • Tempo de contração
  • Ativação imediata da contração
  • Relaxamento e processo de repolarização

Esses são dados importantes para entender como está acontecendo o treinamento do paciente, além de avaliar a frequência do sinal e verificar qual o predomínio de fibra durante a contração. Essa informação não é possível obter através de uma reeducação manual ou treinamento puro,  com ela é possível saber se o treinamento será fásico ou tônico para tratar de forma mais adequada cada fibra e alcançar os resultados desejados para o tratamento.

Após toda essa verificação a prescrição do tratamento correto é através do Biofeedback, onde vamos trabalhar a consciência muscular do paciente e verificar corretamente o andamento do tratamento. É importante educar a paciente, mostrando como funciona o sinal de uma contração, para que após a criação de protocolos de treinamento ele possa interagir através de sinais visuais ou sonoros. Isso fará com que a paciente ganhe consciência sobre a sua musculatura, ganhando amplitude e melhorando a contração.

Esse processo permite que o tratamento seja mais adequado permitindo que funcione de forma eficaz, com uma análise qualitativa e quantitativa. Essas técnicas são muito utilizadas para o tratamento de diversas disfunções do assoalho pélvico, como incontinência urinária, dor pélvica crônica, disfunções em crianças, gestantes ou pós cirurgia,  permitindo o uso de sondas intracavitárias e também coletar os sinais através de eletrodos de superfície, para pacientes em que não se recomenda esse tipo de abordagem mais invasiva.

 

 

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4 Comentários

  1. NEY TUBERsays:

    As explicaçoes tecnicas estao bem esbosadas vide que a ENMG e um exame que nao detecta somente a parte muscular ;mas tambem a parte dos nervos ;e um exame exelente principalmente para lesoes patologicas como desportivas.

    • miotecsays:

      Obrigado pelo comentário Ney. Neste caso estamos nos referindo somente a eletromiografia de superfície. A eletroneuromiografia sim pode captar velocidade de condução e outros parâmetros mais específicos. Abraço.

  2. Elizabete Dias Dias Flauzinosays:

    Gostaria de ser informado sobre período do próximo workshop.

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