Fisioterapia pélvica: como a tecnologia ajuda o paciente e terapeuta

A fisioterapia pélvica é muito importante para reverter ou diminuir problemas do assoalho pélvico. Podendo ter várias causas, como o enfraquecimento muscular devido à idade, a diminuição dos hormônios e a gravidez, esse é um quadro que merece atenção.

Com o diagnóstico e com o tratamento corretos, o paciente poderá se ver livre da ansiedade, da depressão e do isolamento que são trazidos por problemas como esse. Nesse sentido, a tecnologia pode ajudar.

Com o avanço do desenvolvimento tecnológico, surgem novos equipamentos e mais apropriados, que são usados em todas as áreas da saúde. Como com a fisioterapia uroginecológica não é diferente, vale conhecer as principais opções que podem auxiliar profissionais e pacientes.

Para entender melhor, continue lendo e saiba quais são as opções disponíveis.

Os equipamentos para avaliação e diagnóstico

Uma vez que o indivíduo chegue ao especialista com alguma dificuldade em relação à incontinência urinária ou fecal, assim como distorções sobre os músculos e órgãos pélvicos, é necessário efetuar um diagnóstico.

Nesse momento, a tecnologia pode ajudar por contar com vários equipamentos que oferecem precisão e facilidade de obtenção de resultados. Entre eles, estão:

Perineômetro

O perineômetro é um equipamento que mede, com muita precisão, qual é a força que os músculos do assoalho pélvico possuem. Para tanto, a medição é feita na região do períneo, por meio do uso de pressão.

O seu resultado aparece em mmHg, oferecendo uma visão bem clara e precisa da intensidade de contração muscular da região.

Em mulheres, ele se baseia na inserção de uma sonda no canal vaginal, a qual é inflada até certa medida. A partir daí, é possível medir qual quão intenso é o ato de contrair da paciente.

Uma das grandes vantagens desse elemento é que ele permite o ajuste até níveis de muito baixos, ajudando a realizar um diagnóstico preciso.

Dinamômetro perineal

Já o dinamômetro perineal tem o objetivo de fazer uma medição da força dos músculos, em vez de somente a pressão da contração. Essa análise de resultados é importante porque músculos enfraquecidos levam mais facilmente a disfunções e incontinências, exigindo terapias específicas de fortalecimento.

Essa medição acontece também na área do períneo graças à inserção de uma sonda. Em seguida, o paciente é estimulado a fazer alguns exercícios, de modo que o dinamômetro avalie corretamente qual é a força.

O resultado é dado em Kgf, o que oferece uma visão bem completa e precisa de como anda a saúde de quem se consulta.

Eletromiógrafo

O eletromiógrafo é um equipamento que tem como objetivo captar os impulsos elétricos presentes nos músculos. Essa atividade elétrica é medida em microvolts.

Ou seja, por meio desse elemento, é possível saber se o músculo está ativo, quando isso acontece e com qual intensidade há esse movimento.

Ele funciona por meio de eletrodos e de um equipamento de medição automática muito preciso. Os eletrodos são posicionados no assoalho pélvico, podendo ser colocados na área do períneo.

Com exercícios de máxima contração, é possível entender quanto tempo o paciente consegue segurar o estado, baseando-se em médias das maiores.

Isso favorece uma avaliação para compreender se os músculos têm alguma dificuldade ou se há falhas no período de contração.

Ultrassom

Uma tecnologia bastante consolidada é o ultrassom. Com o apoio de um visor, um gel especial e o aparelho com as ondas eletromagnéticas, é possível avaliar toda a região da pelve.

Geralmente, é feito com a bexiga cheia, o que também ajuda a compreender as questões ligadas à incontinência.

Outro tipo é o transvaginal, em que uma sonda é inserida no canal vaginal para fazer um reconhecimento mais completo da região.

Essa opção é benéfica para tirar dúvidas sobre um diagnóstico, assim como para identificar a presença de tumores ou condições que justifiquem o mau funcionamento do assoalho pélvico.

Os equipamentos para o tratamento de pacientes

Além de ajudar a realizar a identificação do problema, a tecnologia também é útil para auxiliar no tratamento.

Por meio dos recursos certos, a pessoa pode ser orientada pelo fisioterapeuta com maior precisão, levando à eficiência de atuação.

Entre os equipamentos mais adequados para essa etapa de fisioterapia pélvica, estão:

Dispositivos de biofeedback

Os dispositivos de biofeedback oferecem resultados em tempo real em relação ao esforço feito pelo paciente na região pélvica. Eles podem ser de pressão — como é o caso do perineômetro —, manométricos ou eletromiográficos, por exemplo.

Esse último tipo é o mais empregado para o tratamento e tem como objetivo analisar a atividade elétrica do músculo em tempo real.

Por meio de um ambiente lúdico, por exemplo, o fisioterapeuta pode desenvolver uma rotina de exercícios para que o indivíduo execute. Com a análise simultânea ao movimento, dá para saber se a pessoa está fazendo os exercícios corretamente, de modo a instruí-la para agir com efetividade.

Em geral, um dos eletrodos é posicionado na região anal ou vaginal e o outro, no abdômen. Assim, na hora da contração do assoalho pélvico é possível saber se o paciente está usando os músculos da barriga ou do assoalho pélvico.

Eletroestimulador

Para fazer com que os músculos da pelve trabalhem corretamente, uma das possibilidades da fisioterapia pélvica é utilizar o eletroestimulador. Ele se baseia no uso de uma sonda que é posicionada na região anal ou no canal vaginal.

A partir daí, o fisioterapeuta controla e envia pequenos impulsos elétricos para a sonda, os quais atingem os músculos. Em resposta, eles tendem a se contrair.

Com o uso consistente da ferramenta, é uma maneira de fortalecer o assoalho pélvico e, principalmente, de garantir que a atuação seja efetiva, já que a contração é controlada pelo profissional.

A forma de integrar a tecnologia ao tradicional

É importante compreender que o uso da fisioterapia pélvica não surge como substituição a processos tradicionais. A anamnese, por exemplo, continua sendo relevante para que se trace um perfil completo do paciente, favorecendo a investigação das causas do problema e das melhores maneiras de lidar com cada situação.

Além disso, os exames físicos por inspeção, palpação e até pelo toque bidigital no eixo vaginal permanecem sendo válidos. Contudo, é importante compreender que, embora essas etapas deem uma grande orientação para o diagnóstico, elas não são absolutamente precisas.

Por isso, vale a pena integrar o uso de tecnologias, favorecendo processos tradicionais e conseguindo dados mais completos, confiáveis e precisos.

Reconhecendo os recursos tecnológicos disponíveis e como elas podem ajudar a fisioterapia pélvica, é possível criar um atendimento muito melhor para o profissional e para o paciente. Assim, vale a pena integrar essas ferramentas ao que já é tradicionalmente usado, gerando efeitos ainda melhores.

Além de todas as sondas e equipamentos, a PelviFit Trainer promete auxiliar quem sofre com problemas no assoalho pélvico e até o terapeuta. Veja como esse elemento pode é útil e conheça suas vantagens!

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