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    Você sabe como categorizar uma produção científica?

    Você sabe como categorizar uma produção científica?

    • 27 de abril de 2018
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    Saber como categorizar uma produção científica é essencial para entender como funcionam os métodos e as aplicações dos estudos feitos na área do conhecimento. Toda a medicina é fundamentada em evidências, por isso a pesquisa garante a continuidade no desenvolvimento de métodos clínicos curativos.

    As escalas de evidência têm como finalidade determinar o tipo de estudo mais adequado para o procedimento clínico, como forma de efetivar melhor os procedimentos na conduta médica e aumentar o tratamento e a satisfação dos pacientes.

    Em virtude de sua tamanha importância, este post abordará os principais métodos de categorização de produção científica. Entenda, neste texto, os tipos de estudo na área da saúde, compreendendo suas finalidades e aplicação na prática. Boa leitura!

    Principais modelos para categorizar produção científica

    A categorização se trata de um agrupamento de ideias ou objetos que compartilham algum grau de semelhança. O próprio idioma é categorizado, assim como diversos outros itens no cotidiano, a fim de facilitar a compreensão e acesso. No entanto, o cerne da questão é a forma de categorização, pois isso é o que realmente explica o modo de pensar em um tema.

    Na produção científica, torna-se imprescindível a categorização de métodos de produção. Com uma área tão ampla, encontra-se a necessidade de organização extrema, a fim de que todos os membros da comunidade acadêmica ou científica possam ter acesso a esses conteúdos e conseguir trabalhá-los.

    Nesse contexto, confira, a seguir, os modelos mais utilizados a fim de agrupar as criações no meio científico.

    Estudos observacionais: método por associação

    Os estudos observacionais são realizados, principalmente, com técnicas de pesquisa baseadas na observação. A análise é feita a partir de correlações ou de associações que são efetuadas em cima de dois ou mais elementos.

    Estudos de observação são desenvolvidos no intuito de conectar elementos ligados ao tema como fatores de variação e influência. Os estudos observacionais podem ser ainda:

    • transversais — análises que levam em conta um recorte de tempo e/ou espaço de determinada categoria a ser estudada;

    • caso-controle — análises que tratam de estudar casos que já aconteceram e buscam ser compreendidos posteriormente;

    • corte — análises prospectivas ou aquelas que utilizam um grupo específico de pessoas por tempo determinado.

    Estudos de intervenção: causa e efeito

    O tipo mais utilizado para diagnosticar dados de causa e efeito, os estudos de intervenção são realizados clinicamente por meios controlados. Eles são feitos com grupos de pessoas que não têm qualquer característica específica, ou seja, são aleatórias.

    Nos estudos de intervenção são acompanhados, no mínimo, dois grupos, em que serão examinados os efeitos de drogas, procedimentos, operações nutricionais, entre outras considerações da condição de saúde.

    Revisões sistemáticas: projeção na pesquisa

    Para as pesquisas que exigem um quadro clínico mais demarcado, as revisões sistemáticas são as mais adequadas. Os critérios utilizados para essa categoria de pesquisa são bem projetados e estipulados com antecedência.

    É bastante comum que as revisões sistemáticas tenham uma base sólida na literatura científica publicada sobre o tema em questão. Os critérios utilizados nas revisões sistemáticas são importantes para a seleção dos artigos e dos parâmetros de comparação, inibindo a influência de linhas oblíquas de estudo.

    Meta-análise: precisão e verificação de erros

    Em comparação com os outros tipos de estudo, a meta-análise tem grande efetividade para elaborar dados de evidência. Sua configuração permite que os níveis de informação sejam mais precisos, uma vez que são feitos em cima de estudos e métodos realizados anteriormente.

    O seu modo de realização combina dados de estudos variados sobre um mesmo tema, a fim de associar e comparar os resultados de cada um. A meta-análise evita que os casos sejam tratados isoladamente, identificando fatores vulneráveis na coleta e no desenvolvimento dos métodos utilizados para a pesquisa científica.

    Normas da ABNT: padronização da estrutura

    A produção científica é realizada em diferentes regiões do Brasil e, principalmente, do mundo. Encontrar uma maneira de padronizar o modo de escrita e apresentação dos artigos é essencial para uma maior divulgação dos resultados.

    As normas da ABNT adentram esse contexto com essa finalidade. Compostas por um conjunto de diretrizes que foram aceitas no meio acadêmico, buscam a uniformização da apresentação de todos os textos científicos em padrão global. Por consequência, é possível que a troca de conhecimento tenha um maior alcance.

    Estudo de protótipos: modelagem padronizada

    A elaboração de protótipos tem como finalidade criar um modelo de objeto de estudo complexo, a fim de realizar pesquisas, hipóteses e testes. Essa representação é o que torna possível tirar diversas conclusões e trazer resultados consideráveis a áreas como astronomia, robótica e, principalmente, medicina.

    Contudo, a modelagem de um item se dá na construção de um modelo que compartilhe o maior número de características, não necessariamente se mantendo totalmente fiel. Isso parte da ideia de que um conceito não parte da definição, mas pela união de seus atributos e comportamentos.

    Sendo assim, uma forma eficiente de categorizar uma produção científica é por meio de um protótipo, geralmente um software, com a elaboração da representação da maior união de características encontradas, a fim de uma análise mais ampla e contextualizada.

    Análise de dados: coleta e estudo

    A análise de dados tornou-se evidentemente necessária em praticamente todas as áreas de estudo, especialmente na medicina — afinal, essa é uma das principais etapas do método científico que, por sua vez, é a base de toda a pesquisa.

    Com esse tipo de observação é possível observar o contexto e comportamento de determinado objeto, excluindo hipóteses e confirmando outras, até que se encontre uma evidência. Para isso, é preciso reunir todos os dados e informações, processá-los, selecioná-los e, por fim, realizar a análise.

    Mais uma vez, saber como categorizar uma produção científica é primordial para o desenvolvimento de um novo tratamento, pesquisa e estudo em geral. Os modelos disponíveis fazem com que esse processo seja mais prático, organizado e permite gerar um resultado mais consistente. Além do mais, entender o funcionamento da hierarquia de evidências é fundamental para melhor atuação clínica, cirúrgica ou acadêmica.

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