Depreciação de equipamentos médicos: Como calcular?

A depreciação de algo é a perda do valor desse bem, acarretada por desgastes naturais do tempo, pela ação da natureza, pelo uso ou até por sua falta. Trata-se de algo que pode acontecer com qualquer equipamento, máquina ou ferramenta de um negócio.

É assim também na área médica, o que exige o devido entendimento do assunto por parte dos profissionais. Por isso, é importante que as empresas de saúde tenham uma reserva contábil para lidar com a depreciação de seus equipamentos, de modo a não serem surpreendidas diante da necessidade da substituição.

Nesse caso, a pergunta que fica é: como é possível calcular a depreciação de equipamentos médicos? Siga conosco e confira a resposta!

Quais os motivos por que acontece a depreciação de equipamentos?

Existem diferentes motivos que levam à depreciação de equipamentos, sendo um dos principais a obsolescência, ou seja, o modelo do equipamento fica ultrapassado devido ao desenvolvimento de novos modelos, com novos recursos e tecnologia mais avançada.

Atualmente, a obsolescência pode acontecer em um período relativamente curto, considerando que a tecnologia evolui muito rapidamente ― antes, a obsolescência de um equipamento podia ocorrer somente depois de uma ou mais décadas.

Outra razão para um equipamento ficar depreciado é a deterioração. Qualquer produto pode se deteriorar dependendo do uso que se faz dele. Todo equipamento, então, precisa de manutenção adequada e, quando ela não é feita corretamente, a tendência é que ele apresente algum problema e/ou entre em algum processo de deterioração.

Logo, a falta de cuidados e a utilização inadequada podem danificar um equipamento, mesmo que ele apresente uma vida útil muito longa. Outras causas envolvem a perda de utilidade e a redução no nível de produtividade.

Muitas vezes, um equipamento, mesmo em boas condições, deixa de ter utilidade para um determinado setor de trabalho devido, por exemplo, ao surgimento de outros equipamentos com a mesma função. A falta de produtividade é consequência do uso prolongado, do tempo ou de algum problema com o equipamento.

O que levar em conta ao fazer o cálculo da depreciação de equipamentos médicos?

Os cálculos da depreciação de equipamentos médicos devem ser feitos com base nas diretrizes impostas pelo governo por meio da Receita Federal. Apesar de ter a depreciação inserida na contabilidade de uma empresa de saúde não ser algo obrigatório, é importante saber que ela ajuda a diminuir os valores a serem tributados.

De forma prática, quanto mais desvalorizado um equipamento estiver dentro de uma empresa, independentemente do segmento em que ela atua, menos impostos serão pagos sobre ele. Podemos citar como exemplo o IPVA de um veículo: quanto mais antigo e depreciado é o carro, mais o imposto sobre ele fica menor ou até mesmo nulo.

Todo equipamento tem sua vida útil. Com o passar do tempo eles se desgastam e tornam-se ultrapassados, exigindo uma substituição para que a função seja exercida de maneira compatível com as necessidades de quem os utiliza.

Nesse caso, é importante saber como pode ser calculada a depreciação e que é possível incluir esse valor na sua planilha de custos fixos operacionais. O motivo disso é o custo envolvido em um produto que constantemente reduz seu Pauta valor.

A depreciação de algo começa logo quando ele passa a ter condições de operar de acordo com os interesses de seus responsáveis e termina no momento em que ele é baixado ou transferido. Ela não termina mesmo quando o ativo se torna obsoleto ou quando é temporariamente retirado de operação, mas sim quando ele se torna totalmente depreciado.

Como fazer o cálculo da depreciação?

O cálculo da depreciação é mais simples do que pode parecer.

Para realizá-lo, comece listando todos os equipamentos, ferramentas e máquinas do seu empreendimento e anotando seus respectivos valores de compra. É imprescindível que esse procedimento envolva todos os bens do seu negócio.

Em seguida, acrescente a vida útil de cada item de acordo com os dados da Receita Federal. No caso, são:

  • 25 anos para imóveis;
  • 10 anos para máquinas, móveis e utensílios;
  • 5 anos para veículos;
  • 5 anos para computadores e periféricos.

Divida o valor de cada item pelo seu respectivo tempo de vida útil em número de anos e divida o resultado por 12. Assim, você terá a apuração da depreciação mensal.

Por exemplo: se um aparelho custa R$ 1.800 e ele se encaixa na categoria de computadores (e tem uma vida útil de 5 anos), a depreciação anual é de R$ 360,00. A mensal, então, é de R$ 30,00.

Como esses números podem ser úteis? No caso de um radiologista, basta estimar o lucro de cada equipamento e por meio dele se programar para sua substituição.

Sabendo quantos pacientes tem e fazendo uma estimativa de quantos exames serão realizados por mês por cada equipamento, ele define os custos para cada exame (tanto os custos fixos, quanto os variáveis) e calcula o valor bruto obtido.

Dessa forma, multiplica-se o lucro bruto pelo número de exames realizados por mês. Assim, é obtido o valor total do lucro mensal, o que permite a ele estimar com maior precisão e segurança a substituição do aparelho em função da depreciação deste nessa situação em específico.

Outra dica importante para fazer o cálculo da depreciação de equipamentos médicos é saber que, com 1 ano de uso, o aparelho, se for vendido, deverá ter um deságio de 10% do valor de sua compra.

Assim, se um equipamento for comprado por R$ 100.000,00, o seu valor de venda é de R$ 90.000,00 depois de 1 ano de uso, ainda que esteja em boas condições. Dessa forma, o valor da depreciação será de R$ 10.000, dividido por 12 (meses), o que resulta no valor de R$ 833,33 mensais.

Seguindo esse raciocínio, torna-se possível identificar o valor que a clínica proprietária do aparelho estará perdendo por mês, no caso, cerca de R$ 800, ainda sem considerar os honorários médicos nesse cálculo.

O que é preciso saber sobre a depreciação de equipamentos médicos?

  • quanto mais caro o investimento em um equipamento, maior será sua depreciação;
  • apenas equipamentos comprados têm custo de depreciação. Aparelhos alugados ou com sistemas de leasing não são incluídos nesse cálculo;
  • quanto maior for o uso, maior será a depreciação;
  • quanto mais alta for a tecnologia, maior será a depreciação, pois as novas tecnologias surgem de forma muito rápida, levando um aparelho a se tornar obsoleto em menos tempo;
  • de forma teórica, quanto mais cuidados se tem com o equipamento, menor será o valor da depreciação.

É importante saber que, na parte administrativa, há um valor fixo de depreciação que independe da conservação — por ser difícil saber ao certo sobre esse estado do equipamento.

Todos os percentuais dos equipamentos e bens, assim como informações sobre seu tempo de vida útil podem ser conferidos no site da Receita Federal.

O cálculo de depreciação de equipamentos médicos não é algo comumente feito, o que o torna mais propício a erros e reforça a importância de maior atenção em sua realização.

As empresas de saúde devem ter sempre uma reserva contábil para esses casos, pois se não houver receita suficiente para cobrir os custos dos aparelhos depreciados, haverá um sucateamento da produção.

É preciso inserir o valor de depreciação na sua planilha de custo fixo operacional, pois assim você diminui o risco de ser surpreendido caso precise substituir algum item. É importante enxergar a depreciação como uma ferramenta que auxilia a tomada de decisão para substituir os fatores de produção.

Qual a importância do planejamento?

Considerar a depreciação tem uma relevância que vai além da substituição pontual de equipamentos médicos. Quando você não se programa em função dos custos que podem fazer parte da rotina do seu empreendimento, acaba se colocando em risco diante das eventualidades.

É nesse cenário que o devido entendimento da depreciação é tão importante. Ele evita custos desnecessários, bem como dívidas que podem surgir principalmente em função de problemas com equipamentos mais caros que são essenciais para a sequência de sua atividade.

Estimando com relativa antecedência o período em que o item precisará ser substituído, você pode preparar o caixa da empresa para esse tipo de investimento e, assim, evitar problemas maiores.

Por fim, é importante que você conheça os fatores influentes na vida útil de um equipamento. São eles:

  • condições físicas;
  • situações funcionais;
  • situações ligadas à propriedade.

Por condições físicas entendemos todo tipo de dano ocasionado por acidente, catástrofe e deterioração pelo tempo. Já situações funcionais podem ser a própria obsolescência do equipamento ou problemas acarretados por mau uso.

As situações ligadas à propriedade são as que acontecem quando o equipamento ainda é satisfatório, mas torna-se desnecessário para os interesses da organização ou deixa de atender às exigências de um órgão público que regula aquele setor.

Como fazer a gestão financeira?

Paralelamente ao planejamento, é preciso atentar para a gestão financeira, que certamente ajuda no cálculo da depreciação de equipamentos e a evitar grandes prejuízos com equipamento depreciados. Veja algumas sugestões de controle financeiro.

Separe as contas

Existem contas a pagar e a receber e elas devem ser separadas para o controle ideal do fluxo de caixa. Usando essa estratégia, o gestor tem condições de determinar com mais precisão a origem das receitas e o destino das despesas e dos outros gastos, mantendo melhor controle sobre os custos fixos (aqueles que, independentes da produção e das vendas, costumam ser sempre os mesmos, como água, luz, telefone, aluguel do imóvel e dos equipamentos, salário dos funcionários e assim por diante).

O controle das contas a receber ajuda a reduzir a inadimplência e a traçar estratégias de cobranças mais eficientes.

Não misture gastos

Um erro muito comum é misturar contas pessoais com contas empresariais, o que acaba gerando “rombos” que nem sempre são fáceis de consertar.

O gestor deve definir um pró-labore para si mesmo, evitando assim ficar mexendo no caixa para assumir compromissos pessoais ou de sua família.

Mantenha um fundo de reserva

O gestor precisa valorizar a poupança, seja no banco, seja em um cofre ou local pessoal, dentro ou fora da empresa.

Além de ter capital de giro disponível, a empresa deve contar com um saldo de reserva para situações imprevistas.

Conte com a tecnologia

Existem diferentes softwares que podem ser usados para a gestão financeira. Além dos softwares de gestão empresarial (ERPs), que possuem o módulo de finanças, há outros sistemas, alguns na nuvem, desenvolvidos especificamente para a gestão de clínicas médicas.

Entre esses softwares, podemos citar:

Hi Doctor

Informa o tempo de espera dos pacientes; tem agenda de atendimentos e prontuário completo; imprime receitas, declarações, atestados, documentos em geral; tem enciclopédia de produtos farmacêuticos; gera relatórios; dá acesso à CID-10 (Classificação Internacional de Doenças) e outras coisas.

Soul Clinic

Agenda procedimentos em lote ou individuais; cancela e remarca consultas; busca horários livres; faz encaixes; envia lembretes automáticos aos pacientes e assim por diante.

Clínica nas Nuvens

Marca consultas; monitora as agendas; controla contas a pagar e a receber; emite relatórios financeiros; dá acesso a faturas pendentes e extratos; monitora o fluxo de caixa e outras ações.

iClinica

Acessível de qualquer local e dispositivo; oferece prontuário personalizável; enviar lembretes de consulta; faz o controle financeiro de forma simples.

E então, conseguiu entender como calcular a depreciação de equipamentos médicos? Aproveite para saber mais sobre um dispositivo usado em consultórios, lendo um post sobre eletrodo descartável!

 

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