O uso da tecnologia na reabilitação física em clínicas de fisioterapia

A era tecnológica impactou todos os aspectos da vida moderna. Apesar da opinião dos mais pessimistas e críticos, que argumentam que ela nos escraviza, percebemos, cotidianamente, como as inovações podem revolucionar a vida das pessoas. Exemplo disso é o emprego da tecnologia na reabilitação física.

As clínicas de fisioterapia têm apostado em métodos de computação no tratamento de seus pacientes — e os resultados são surpreendentes. No post de hoje, vamos abordar o uso de equipamentos modernos nesse setor e mostrar como eles colaboram com o processo de reabilitação. Acompanhe!

Gameterapia: utilizando a tecnologia na reabilitação física de pacientes

Já há múltiplas pesquisas em andamento acerca do uso de jogos eletrônicos no processo de reabilitação física, especialmente, em pacientes da terceira idade e/ou com mal de Parkinson.

O carro-chefe desse tipo de estudo são as pesquisas envolvendo a utilização do console do videogame japonês Nintendo Wii. Esse aparelho usa mecanismos de acelerômetro e giroscópio em seu joystick, possibilitando que os movimentos do corpo controlem os games.

As pesquisas com o Wii na reabilitação de pacientes em fisioterapia começaram nos Estados Unidos, Canadá e Europa, mas a técnica já é largamente implementada como terapia no Brasil. A clínica de fisioterapia da Universidade Cidade de São Paulo (Unicid) foi uma das primeiras a aderir ao uso do game como parte da fisioterapia.

Um estudo desenvolvido no Canadá mostrou que pacientes que foram submetidos ao tratamento com o videogame, como terapia complementar, obtiveram uma melhora nos movimentos dos membros superiores muito maior que outro grupo de pacientes, nos quais apenas a terapia convencional havia sido aplicada.

Como a técnica funciona

A terapia com o console da Nintendo ajuda os pacientes na reconquista do equilíbrio e da coordenação motora, fortalecendo os músculos e estimulando a atividade cerebral, além de promover outros benefícios. Trata-se de um método lúdico de superar as limitações impostas pela doença ou pela idade.

Atualmente, também o Xbox, da Microsoft, que é mais recente que o Wii, tem sido utilizado em sessões de gameterapia por conta de seu acessório kinect. Ele lê os movimentos do jogador, transformando-os em comandos nos games.

Como você pôde perceber, os videogames se transformaram em peças importantes nos tratamentos ortopédicos. É importante ressaltar que a terapia com games não substitui outras práticas terapêuticas, embora ela possa auxiliar na complementação do tratamento — uma vez que ela leva o paciente para outra realidade.

As sessões de gameterapia são indicadas para qualquer paciente, independentemente de sua faixa etária.

Ao final do jogo virtual, os equipamentos fornecem gráficos ao profissional, para que ele consiga analisar a evolução do tratamento.

Softwares: outros recursos inovadores no tratamento fisioterápico

Há também programas de computador desenhados para ajudar pacientes em reabilitação física. Dentre eles destaca-se o GenVirtual. Essa aplicação é uma ferramenta de musicoterapia que se utiliza do recurso de realidade aumentada para oferecer aos pacientes a acessibilidade aos instrumentos virtuais.

Como se dá o funcionamento desse software? É simples: por meio de uma webcam, capturam-se imagens de cartas que contêm o desenho das sete notas musicais, as quais estão dispostas ao alcance das mãos do paciente. A partir dessas imagens, o programa cria cubos 3D na tela do computador, que respondem tocando as notas das respectivas cartas.

O recurso tem se mostrado bastante útil no tratamento musicoterápico de crianças com distrofia muscular e que, por suas limitações físicas, ficam impossibilitadas de manejar um instrumento musical.

Desenvolvido na Universidade de São Paulo (USP) pela professora Ana Grasielle Dionísio Corrêa e sua equipe, no Laboratório de Sistemas Integráveis do Departamento de Sistemas Eletrônicos da Poli, o software foi projetado a partir da observação dos trabalhos de terapeutas ocupacionais e de musicólogos da AACD. Sua utilização é destinada, especialmente, ao tratamento de crianças com distrofia muscular, auxiliando na melhora não só das funções motoras, mas da parte cognitiva também.

Para deixar mais claro como esse tratamento funciona, é importante você saber um pouco mais sobre a musicoterapia. O tratamento utiliza os elementos musicais, como a melodia, sons e harmonia para melhorar e ampliar as funções do indivíduo. Dessa forma, ela não trabalha apenas a interação e mobilidade com os instrumentos, mas também os reconhecimentos de sons, mobilidade e memória visual.

Com o GenVirtual algumas funções são adicionadas, proporcionando diversos benefícios para os pacientes.

Biofeedback eletromiográfico: captando a atividade elétrica

O biofeedback eletromiográfico é um recurso utilizado para monitorar as atividades musculares dos pacientes. Por meio dele é possível verificar qual é a proporção de atividade de determinado músculo e, também, identificar se ele está ativo ou não.

É importante enfatizar que esse tratamento pode ser empregado em diversas áreas da medicina, uma vez que ele fornece dados sobre as reações do corpo do paciente como um todo.

Os músculos da região pélvica são responsáveis por contribuir para a qualidade das relações sexuais e, principalmente, para a continência fecal e urinária. Sendo assim, esse recurso isola os músculos adjacentes. Ao utilizar eletrodos intracavitários ou superficiais, o biofeedback eletromiográfico ajuda o paciente a trabalhar somente o assoalho pélvico, aumentando a propriocepção do paciente.

As pessoas que podem ser beneficiadas com essa técnica são aquelas que apresentam disfunções sexuais, incontinência fecal, urinária, dor muscular e de cabeça. Para alcançar um resultado satisfatório, o paciente deve realizar duas sessões semanais, com a duração de 45 minutos cada.

BioMovi: um recurso inovador

As inovações da tecnologia na reabilitação física não param por aí. Você já ouviu falar no BioMovi? É um dispositivo que pode ser utilizado junto a um smartphone, o qual é posicionado no interior dos óculos de realidade virtual do paciente e, ao mesmo tempo, também contém um sensor de eletromiografia para capturar o sinal muscular.

Essa técnica tem a finalidade de capturar a intensidade da contração muscular em microvots. Por meio dela, o paciente interage em um cenário virtual extremamente empolgante onde a atividade elétrica do músculo dá vida ao jogo.

O BioMovi permite que o profissional tenha o controle sobre o andamento do jogo, podendo alterar o grau de dificuldade, de acordo com as suas necessidades. Dessa maneira, ele também conseguirá modificar, diminuir ou aumentar o esforço muscular, o tempo de repouso e de recrutamento muscular.

O uso da tecnologia na reabilitação física veio para revolucionar os tratamentos ortopédicos, melhorando os resultados dos pacientes e, consequentemente, garantindo a satisfação deles quanto à fase de recuperação. Portanto, não deixe de investir em sua clínica. A tecnologia pode se tornar um enorme diferencial competitivo no mercado moderno.

Agora que você já sabe como o uso da tecnologia auxilia na reabilitação física, aprofunde os seus conhecimentos e descubra qual é o grande diferencial do BioMovi na reabilitação virtual e gameterapia. Boa leitura!

 

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4 Comentários

  1. Maura Selemesays:

    Adoro a gameterapia e acho que sera o futuro da fisioterapia

  2. Raquel Andradesays:

    Acho excelente! sou recém formada em Fisioterapia. Durante a graduação participei de um projeto de pesquisa em envolvendo gameterapia com crianças com Paralisia Cerebral objetivando a melhora de coordenação motora e do equilíbrio. O resultado foi satisfatório.

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