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    Como funciona o teleatendimento na fisioterapia durante a pandemia?

    Como funciona o teleatendimento na fisioterapia durante a pandemia?

    • 27 de julho de 2020
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    Com o aumento dos casos de COVID-19, as pessoas se viram obrigadas a adotar o distanciamento social. Por um bom tempo, somente os serviços essenciais puderam continuar funcionando como antes, e os demais tiveram que fechar suas portas para contribuir com o controle da disseminação da doença. Assim surgiu um protagonismo do teleatendimento na fisioterapia durante a pandemia.

    Embora muitas atividades já tenham sido liberadas para atuarem normalmente, é preciso seguir algumas exigências de distanciamento social para evitar o contágio. Levando isso em consideração, o Conselho Federal de Medicina (CFM) permitiu que atendimentos sejam feitos online enquanto a pandemia durar.

    Mas como funciona o teleatendimento na fisioterapia durante a pandemia? É isso que a fisioterapeuta e professora do curso de Fisioterapia da Universidade La Salle, Adriane Bertotto, nos mostrará neste artigo. Continue a leitura e confira!

    Entenda como funciona o teleatendimento na fisioterapia

    Adriane explica que “o teleatendimento é realizado por meio de plataformas online ou pelo WhatsApp. Os pacientes podem ser novos ou antigos — que já estavam em atendimento. Também pode ocorrer apenas a consultoria”.

    Os teleatendimentos podem ser síncronos e assíncronos. No síncrono, o fisioterapeuta e o paciente interagem de forma em tempo real. Já o assíncrono refere-se ao envio de materiais, como folders e vídeos, contendo as orientações e os exercícios terapêuticos que o paciente deverá realizar.

    “É importante que os pacientes tenham um bom cognitivo ou que exista alguém, um familiar ou cuidador, para auxiliá-lo e evitar eventuais danos. Também é necessário que ele seja instruído sobre o teleatendimento, aceite e assine um termo de consentimento informado, garantindo o seu bem-estar, a preservação da sua identidade e o sigilo profissional”, enfatiza Adriane.

    Quanto ao diagnóstico, é importante destacar que o fisioterapeuta não dá diagnóstico médico, mas sim o diagnóstico cinético-funcional. Para isso, é necessário coletar todos os dados possíveis do paciente, que deve ter os sinais vitais verificados, sozinho ou pelo cuidador. Os profissionais da Fisioterapia utilizam também escalas para verificar dor, cansaço entre outras questões. Tudo sempre recomendado pelas associações pertinentes da área em que se está atendendo.

    “Temos que ter o cuidado e a ética com fotos, imagens e exames desses pacientes, ficando sob confidencialidade e sigilo profissional os dados e as imagens coletadas para podermos traçar um possível diagnóstico cinético-funcional e ver se esse paciente terá benefício com o teleatendimento”, esclarece a fisioterapeuta.

    Saiba como o fisioterapeuta pode se adaptar ao atendimento digital

    Adriane Bertotto explica que “o fisioterapeuta também precisa estar conectado às mudanças que ocorreram nesse período e ter ciência das dificuldades do paciente — trazendo uma linguagem mais acessível —, buscar recursos audiovisuais, monitorar constantemente o paciente por meio das escalas de avaliação e trazer atividades que não gerem risco e ter muita criatividade”. 

    “O profissional” — continua a professora — “precisa conhecer materiais, recursos e aplicativos que possam auxiliar no tratamento sem gerar dano ao paciente, contando sempre com um “feedback” de como está sendo o tratamento, ou seja, se a recuperação tem sido positiva ou não”.

    Veja como realizar o teleatendimento com os pacientes

    Segundo o Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO), temos três formas de atendimento:

    • a teleconsulta — inserção do paciente novo, que necessita do atendimento nesse período;
    • o telemonitoramento — atendimento do paciente que já estava em acompanhamento e que, por algum motivo, não pode estar presente no consultório;
    • a teleconsultoria — ocorre quando os fisioterapeutas estão habilitados a dar consultoria online para questões relacionadas ao cenário atual da COVID-19. 

    A principal barreira que o fisioterapeuta enfrenta para prosseguir com os tratamentos é a falta de contato pessoal, o que é importante ao fisioterapeuta por conta das suas técnicas. Também pode ocorrer de a falta de entendimento do paciente e a falta de recursos tecnológicos — que nos auxiliam no monitoramento em tempo real das técnicas aplicadas no teleatendimento — também se tornem empecilhos.

    Além disso, vale destacar a dificuldade de aceitação da população quanto à questão financeira e à adaptação das técnicas para gerar bons resultados nos tratamentos.

    Quais os benefícios do teleatendimento na Fisioterapia durante a pandemia?

    O teleatendimento no Brasil não existia e não era permitido ao fisioterapeuta até o surgimento da pandemia. Vale destacar, entretanto, que os pacientes têm tido uma boa aceitação. No início não é fácil, mas à medida que profissional e paciente vão estabelecendo uma relação, principalmente com a tecnologia, eles vão aceitando e se envolvendo com a sua reabilitação.

    A seguir, listamos os principais benefícios do teleatendimento na Fisioterapia. Acompanhe!

    Otimização do tempo

    O primeiro benefício é a otimização do tempo, que acontece porque o atendimento online possibilita que a interação entre o fisioterapeuta e o paciente seja mais focada e ágil, sem deixar de lado a humanização do atendimento, é claro.

    Para o paciente, esse benefício é ainda mais atrativo, uma vez que ele não precisará se deslocar até o consultório para realizar o tratamento. Sendo assim, não será necessário perder tempo no trânsito.

    Mais segurança

    Com o aumento dos casos de COVID-19, quanto mais as pessoas mantiverem o distanciamento social, melhor será para a saúde de todos. Nesse caso, os profissionais de Fisioterapia costumam estar mais expostos aos riscos, uma vez que precisam prestar atendimento aos seus pacientes.

    Com o teleatendimento, tanto o profissional quanto o paciente, estão mais seguros, e as chances de contrair o vírus reduzem bastante. Em relação à segurança dos dados do paciente, é interessante que o fisioterapeuta invista em plataformas seguras de teleatendimento que garantem que as informações não serão compartilhadas com terceiros.

    Redução de custos

    Por fim, não podemos deixar de mencionar a redução de custos como uma vantagem para o fisioterapeuta, tendo em vista que o profissional poderá economizar com diversas despesas, como água, energia elétrica e até mesmo aluguel durante a pandemia. Com isso, ele consegue otimizar seu fluxo de caixa e direcionar esses recursos para investimentos que visem ao crescimento da sua clínica — afinal, esperamos que, em breve, essa pandemia chegue ao fim, certo?

    O teleatendimento na Fisioterapia durante a pandemia tem ajudado os profissionais a darem continuidade aos tratamentos dos seus pacientes, mesmo que a distância. Com isso, os pacientes conseguem manter os cuidados necessários e, ainda, têm a oportunidade de continuar recebendo atendimento.

    Além disso, existem tecnologias que facilitam esse tipo de atendimento – como dispositivos de biofeedback domiciliar e também os equipamentos de eletromiografia e biofeedback eletromiográfico. Os equipamentos de eletromiografia e biofeedback eletromiográfico vão ajudar você a quantificar a melhor desta paciente quando ela voltar na sua clínica, enquanto o biofeedback domiciliar vai ajudá-la a manter a musculatura fortalecida durante o teleatendimento.

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    A Miotec tem a missão de entender as necessidades dos pacientes e de desenvolver soluções para dar suporte aos profissionais da área da saúde, para que eles tenham mecanismos mais eficientes a favor dos tratamentos feitos. Tendo como objetivo a melhoria das capacidades físicas e motoras daqueles que precisam de tratamentos fisioterapêuticos, a Miotec desenvolve diversos produtos para contribuir com a qualidade de vida dos pacientes.

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    A Miotec

    Fundada em 2002, a MIOTEC atua na área da saúde, desenvolvendo, produzindo e comercializando ferramentas tecnológicas direcionadas à pesquisas e terapias de prevenção, reabilitação e monitoramento, objetivando melhoria do bem-estar e do desempenho físico humano.

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