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    Fisioterapia nas Disfunções Sexuais: como a tecnologia pode ajudar?

    Fisioterapia nas Disfunções Sexuais: como a tecnologia pode ajudar?

    • 5 de setembro de 2019
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    A disfunção sexual (DS) é um dos transtornos mais comuns e pode afetar homens e mulheres. Consiste nas alterações em uma das etapas do ciclo da resposta sexual, formada pelo desejo, excitação e orgasmo.

    Nos homens, as disfunções mais importantes são: disfunção erétil e ejaculação precoce. Nas mulheres, são a inibição do desejo, a ausência de orgasmo (anorgasmia), a dor durante o ato sexual (dispareunia) e a contração involuntária da vagina, impedindo a entrada do pênis (vaginismo).

    Hoje, a tecnologia está protagonizando a reversão de muitas dessas disfunções. Veja como a tecnologia pode ajudar a fisioterapia nas disfunções sexuais!

    A fisioterapia nas disfunções sexuais

    Conforme a OMS (Organização Mundial de Saúde), segundo registro da Revista Acta Fisiátrica do Portal de Revistas da USP, as DS femininas encontram-se em 67,9% das mulheres ao redor do mundo, fazendo-se presente em 30% das brasileiras.

    Para tratar o problema, em primeiro lugar, convém observar que é necessário consultar um médico especializado e saber se as causas são apenas fisiológicas ou envolvem também fatores psicológicos. Um tratamento muito usado em países europeus está sendo experimentado no Brasil há pouco tempo: trata-se da fisioterapia uroginecológica.

    Como é a fisioterapia uroginecológica

    O tratamento fisioterápico nas disfunções sexuais só dará bons resultados se as causas do problema não forem psicológicas. Ele consiste em trabalhar a musculatura pélvica por meio de exercícios específicos. Os exercícios tanto fortalecem quanto relaxam os músculos pélvicos.

    No entanto, devido à alta sensibilidade na região, os fisioterapeutas enfrentam algumas dificuldades associadas às dores que as pacientes podem sentir durante os exercícios.

    De qualquer modo, o trabalho “Tratamento fisioterapêutico das disfunções sexuais femininas: uma revisão de literatura”, publicado em 04/07/2017, conclui que: “a fisioterapia promove grandes ganhos nas DS, destacando a importância sobre o treinamento da musculatura pélvica na reversibilidade do quadro.” Mas lamenta a escassez de estudos sobre o assunto.

    Dentre os distúrbios que mais possuem benefícios relatados com a uroginecológica, três se destacam: a anorgasmia (dificuldade em atingir o orgasmo), a dispareunia (dor na relação sexual) e o vaginismo (contração involuntária da parede vaginal durante o sexo). Perceba que essas condições estão diretamente relacionadas ao tônus muscular e à sensibilização regional — os dois principais focos da fisioterapia uroginecológica.

    A longo prazo, os objetivos são normalizar o tônus, dessensibilizar a região genital e reestabelecer a função do assoalho pélvico. O fortalecimento muscular é especialmente importante na anorgasmia, que pode ocorrer pela disfunção dos músculos da pelve.

    Na dispareunia, o objetivo principal é reduzir o tônus e a sensibilização, que podem estar relacionados à dor. Para o vaginismo, o controle das contrações e a propriocepção são fundamentais no tratamento.

    Os tratamentos propostos pela fisioterapia

    De acordo com um estudo publicado na já citada Revista Acta Fisiátrica, chamado “Atuação da fisioterapia nas disfunções sexuais femininas: uma revisão sistemática”, há 5 principais tratamentos fisioterápicos. A seguir, explicaremos o que é cada um deles e como eles são aplicados à fisioterapia nas disfunções sexuais. Confira.

    Cinesioterapia

    O termo cinesioterapia significa, literalmente, “terapia do movimento”. Nela, o objetivo a ser alcançado é a contração muscular — que, a longo prazo, fortalece os músculos da região genital e controla o tônus muscular.

    Existem dois tipos de cinesioterapia: a passiva e a ativa. Na cinesioterapia passiva, a contração é estimulada pelo terapeuta, com o uso de aparelhos ou massagens. Na cinesioterapia ativa, o próprio paciente coordena as contrações. Essa última modalidade é mais difícil devido à propriocepção precária da região genital, algo que pode ser melhorado com o biofeedback.

    Biofeedback

    Como mencionamos, a região genital conta com baixa propriocepção. Isso ocorre porque é uma área pouco visualizada, especialmente na região perineal. Ainda que possuamos outros mecanismos proprioceptivos, a visão fornece grande auxílio na percepção de nosso próprio corpo.

    Por isso, o biofeedback transforma estímulos mecânicos (como a contração muscular) em estímulos mais fáceis de compreender (visuais ou auditivos). O objetivo é que o paciente reconheça facilmente o movimento desejado pela terapia e consiga repeti-lo mais facilmente. Por isso, o biofeedback ganha cada vez mais espaço na fisioterapia da disfunção sexual.

    Terapia Cognitivo-Comportamental

    A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) objetiva a otimização psicológica no tratamento da disfunção sexual. Sabemos que esse fator é relevante para a fisiopatologia da doença, tanto em homens quanto em mulheres. Como a TCC é praticada principalmente pela psicologia, não adentraremos em seus detalhes neste artigo; no entanto, é notável que a associação da TCC com a fisioterapia apresenta resultados ainda melhores no tratamento.

    Eletroterapia

    O princípio da eletroterapia é a aplicação de choques de baixa intensidade, na escala de miliampères ou microampères. O objetivo é dessensibilizar as terminações nervosas, reduzindo a dor, e estimular os grupos musculares. Além disso, a contração da musculatura também auxilia na reabsorção da linfa, reduzindo edemas locais.

    Dado o seu princípio fisiológico e seu perfil seguro, a eletroterapia é utilizada em várias outras patologias. Para a disfunção sexual, as modalidades mais empregadas são o ultrassom e o TENS (estimulação elétrica nervosa transcutânea). A eletroestimulação é realizada principalmente na região perineal, que tem papel importante no fortalecimento do assoalho pélvico.

    Terapia manual

    O artigo também cita a terapia manual, um termo amplo para várias modalidades fisioterápicas sem o auxílio de aparelhos. Elas envolvem desde massagens até a cinesioterapia passiva, objetivando o aumento da propriocepção e da força muscular do paciente.

    O estudo comprovou a melhoria do quadro clínico das pacientes avaliadas, sendo que, em alguns momentos, certos tratamentos foram combinados, como a cinesioterapia com biofeedback e a eletroterapia juntamente com a cinesioterapia e o biofeedback.

    A contribuição da tecnologia

    Usando os recursos tecnológicos fica mais fácil realizar um tratamento indolor. O biofeedback eletromiográfico, por exemplo, usa equipamentos eletrônicos para revelar eventos fisiológicos na forma de sinais visuais e/ou auditivos. Tudo isso através do potencial elétrico liberado pelos músculos na contração. A partir do que for constatado, é possível trabalhar adequadamente o assoalho pélvico e guiar o paciente para um tratamento eficiente e muitas vezes divertido.

    Entre os suprimentos de eletromiografia e biofeedback que otimizam a aplicação da fisioterapia nas disfunções sexuais, destacam-se dois dispositivos que estão sendo lançados no mercado. Veja!

    PelviFit Lite

    PelviFit Lite é uma sonda descartável perineal vaginal que capta sinais de eletromiografia, biofeedback eletromiográfico, mas também serve para estimulação muscular na região do períneo.

    Produzida em ABS, tem contatos em aço inoxidável e apresenta design anatômico que torna mais fácil a captação ou transmissão do sinal. É uma opção de complemento ao tratamento clínico, podendo ser usada como tratamento domiciliar.

    A paciente, consciente de que está fazendo o tratamento da forma certa em casa, terá mais confiança na terapia.

    PelviLine

    Também é uma sonda descartável perineal vaginal ou anal, destinada a estimular os músculos do períneo. Como a PelviFit Lite, elas são confeccionadas seguindo as normas para produtos eletromédicos. Existem 2 modelos que serão laçados no mercado em breve, são eles: PelviLine Lite e PelviLine Max. A diferença entre os 2 modelos e a PelvFit Lite é que elas possuem formatos diferentes, adaptando-se a anatomias maiores, no caso da PelviLine Max, ou menores, no caso da PelviLine Lite.

    Observa-se que a fisioterapia nas disfunções sexuais, principalmente as femininas, é uma solução eficaz que precisa ser mais explorada e estudada cientificamente. O uso da tecnologia tende a aperfeiçoar ainda mais os tratamentos.

    Se você quer aprimorar ainda mais sua prática fisioterápica, se atentar a essas novidades do mercado é essencial. Para se manter sempre em atualização, siga a Miotec nas redes sociais! Estamos no Facebook, no Instagram, no YouTube, no Twitter e no Linkedin, sempre trazendo conteúdos específicos para fisioterapeutas.

    A Miotec tem a missão de entender as necessidades dos pacientes e de desenvolver soluções para dar suporte aos profissionais da área da saúde, para que eles tenham mecanismos mais eficientes a favor dos tratamentos feitos. Tendo como objetivo a melhoria das capacidades físicas e motoras daqueles que precisam de tratamentos fisioterapêuticos, a Miotec desenvolve diversos produtos para contribuir com a qualidade de vida dos pacientes.

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